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Marcador Tumoral CA 15-3 na monitorização do Carcinoma da Mama

por Laboratórios Germano de Sousa, em 12.12.17

 

 

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O Carcinoma da Mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres. Em Portugal são anualmente detetados cerca de 4500 novos casos.

A mortalidade por cancro da mama tem vindo a baixar de forma contínua, devido ao rastreio que permite o diagnóstico de carcinomas em estádios precoces. Cerca de 85% das mulheres com carcinoma da mama estão saudáveis cinco anos após terem enfrentado a neoplasia.

As células da glândula mamária são responsáveis pela constituição do tecido mamário. Reproduzem-se e originam novas células, o que se designa por regeneração celular.

Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu ADN, tornam-se células cancerígenas e produzem descontroladamente novas células, não necessárias, resultando na formação de um tumor.

A tipologia de cancro da mama mais frequente é o carcinoma que tem origem nas células epiteliais e pode ser classificado como Carcinoma Ductal, com origem nas células dos ductos ou Carcinoma Lobular com origem nas células dos lóbulos.

No despiste do Carcinoma da Mama os principais exames são a Mamografia, Ecografia,  Ressonância Magnética e a Biópsia. O autoexame, realizado pela própria mulher, é muito importante na deteção do cancro, permitindo um diagnóstico precoce e consequentemente uma maior probabilidade de cura, evitando que o tumor metastize e se dissemine a outras partes do corpo.

O marcador tumoral CA 15-3 é utilizado no acompanhamento e monitorização de pacientes com cancro da mama. O "alvo" detetado nos ensaios de CA 15-3 é uma glicoproteína, produto do gene MUC1. Pode ser encontrada na maioria das células epiteliais glandulares e no soro, estando elevada em muitas neoplasias, incluindo adenocarcinomas e carcinomas escamosos.

Concentrações séricas elevadas de CA 15-3 podem ser encontradas em cerca de 23% dos pacientes com carcinoma primário da mama e em cerca de 40 a 50% dos pacientes com metástases. Apenas 23% dos pacientes com doença precoce apresentam valores elevados de CA 15-3 e cerca de 16% com doença benigna da mama apresentam valores alterados.

Os valores do CA 15-3 apresentam uma correlação direta com a extensão e o estádio do carcinoma. Um aumento de 25% dos níveis séricos de CA 15-3 revela progressão do carcinoma em 95% dos pacientes. Uma redução de 25% está geralmente associada à resposta positiva ao tratamento.

Valores elevados de CA 15-3 são igualmente encontrados em outras patologias malignas do pâncreas, pulmão, ovário e fígado. Pacientes com tumores benignos como hepatites crónicas e cirrose hepática podem apresentar concentrações séricas de CA 15-3 acima de 40 U/mL.

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publicado às 16:47


Despiste do Carcinoma Gástrico – CA 72-4 e Biópsia

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.10.17

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O Carcinoma Gástrico, habitualmente, não se torna sintomático até que exista doença extensa. Os sintomas precoces são inespecíficos, como perda de peso, náuseas, vómitos, anorexia e fadiga.

Níveis séricos de CEA e CA 19-9 encontram-se frequentemente elevados em casos clínicos de Carcinoma Gástrico, no entanto apenas um terço dos pacientes apresenta níveis anormais. O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o CA 72-4 é específico para despiste dos casos clínicos de Carcinoma Gástrico e para acompanhar a evolução e resposta a tratamentos. O valor de referência é de 6,9 U/ml e a taxa de falsos positivos é cerca de 2%. Existe uma correlação entre o estágio da doença e os níveis séricos de CA 72-4. Após a cirurgia, os níveis de CA 72-4 voltam ao normal e assim permanecem nos casos em que não existe mais tecido tumoral. Com a combinação dos marcadores tumorais CA 72-4 e CEA atinge-se uma sensibilidade de cerca de 72% no despiste desta neoplasia.

A Endoscopia Digestiva é igualmente um exame de despiste do Carcinoma Gástrico, cuja sensibilidade ronda os 85%, dado que permite realizar a biópsia de áreas suspeitas da mucosa gástrica e assim realizar uma avaliação histológica da lesão.

Com recurso a um tubo fino e iluminado, o gastroscópio, o médico observa diretamente o interior do estômago, tendo assim a possibilidade de remover algum tecido para a realização da Biópsia. O médico patologista clínico irá examinar o tecido ao microscópio de forma a despistar a presença de células cancerígenas.

 

 

 

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publicado às 13:59


CA 72 - 4 no despiste do Carcinoma Gástrico

por Laboratórios Germano de Sousa, em 22.06.17

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O Carcinoma Gástrico é o quarto tipo de cancro mais comum a nível mundial, precedido pelas neoplasias do pulmão, mama e colon-rectal. A taxa de incidência é superior em homens e aumenta com o avanço da idade, sobretudo a partir dos 50 anos. A maioria dos casos clínicos é registada em pacientes com idades compreendidas entre os 55 e os 75 anos.

O Cancro Gástrico pode desenvolver-se em qualquer zona do estômago e metastizar rapidamente para outros órgãos como o pâncreas, fígado e baço. Tem geralmente origem nas zonas mais superficiais da parede gástrica, podendo alastrar, gerando tipologias diferentes:

 

  • Carcinoma Invasivo: aumenta dentro da parede gástrica e ao atravessá-la metastiza rapidamente para outros órgãos, através das vias linfática e sanguínea;
  • Carcinoma Ulceroso: desenvolve-se como uma lesão na parede gástrica, cuja aparência é semelhante à da úlcera gástrica;
  • Carcinoma Polipoide: desenvolve-se até à entrada da cavidade gástrica, adotando uma forma poliposa.

 

A etiologia do Carcinoma Gástrico é multifatorial, podendo estar associada a hábitos alimentares e à infeção gástrica pela bactéria Helicobacter Pylori. A infeção por Helicobacter Pylori produz uma gastrite crónica ativa que na presença de outros fatores adicionais pode originar Carcinoma Gástrico.

A maioria dos pacientes com este carcinoma são assintomáticos ou apresentam sintomas vagos e inespecíficos, o que contribui para um diagnóstico tardio.

O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o CA 72-4 é específico para despiste dos casos clínicos de Carcinoma Gástrico e para acompanhar a evolução e resposta a tratamentos. A partir de uma colheita simples de sangue e respetiva análise através do método de Eletroquimioluminescência, o ensaio do CA 72-4 deteta um antígeno mucina-símile-TAG 72 que possui uma molécula mucina-símile complexa, de alto peso molecular, associada ao adenocarcinoma humano. O valor de referência é de 6,9 U/ml e a taxa de falsos positivos é cerca de 2%. Níveis elevados podem igualmente ser encontrados em pacientes com doenças gastrointestinais benignas como pólipos, diverticulite, cirrose hepática e pancreatite e doenças reumáticas.

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publicado às 15:02


Cancro do Pulmão - CYFRA 21-1 no despiste da Neoplasia Pulmonar

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.17

 

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As células do pulmão são responsáveis pela formação do tecido pulmonar, reproduzindo-se e gerando novas células e quando danificadas ou ao envelhecer, morrem naturalmente. Quando perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma, tornam-se células cancerígenas, que não morrem quando envelhecem ou se danificam e produzem novas células, não necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um carcinoma.

O carcinoma do pulmão é a primeira causa de morte por doença oncológica nos países ocidentais. O tabagismo é o principal fator de risco, sendo em indivíduos fumadores 15 vezes superior ao dos não fumadores.

As duas principais tipologias de carcinomas do pulmão são de pequenas células (CPPC) e de não pequenas células (CPNPC), dependendo do formato das células ao microscópio, que se comportam de forma distinta no que respeita à forma como se desenvolvem e metastizam. O cancro do pulmão de pequenas células representa cerca de 12% a 15% dos carcinomas pulmonares e está relacionado com o tabagismo. Por norma regista um crescimento mais rápido e tem elevada probabilidade de metastizar para outros órgãos. O cancro do pulmão de não pequenas células é o mais comum e geralmente cresce e metastiza de forma mais lenta, comparativamente ao cancro de pequenas células. Apresenta três tipologias, de acordo com as células que o compõem: carcinoma de células escamosas ou epidermoide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.

As manifestações iniciais de neoplasia pulmonar são muitas vezes heterogéneas e atípicas, o que se pode traduzir num diagnóstico tardio. Detetar a doença num estádio passível de tratamento prolongando a esperança de vida e reduzindo a mortalidade é o objetivo do diagnóstico.

O marcador sérico CYFRA 21-1 é um fragmento da citoqueratina 19, proteína do tecido epitelial, que permite separar doenças benignas pulmonares de doenças malignas com uma especificidade de 95%, sendo também o marcador de eleição para o carcinoma do pulmão de não pequenas células.

Níveis séricos elevados de CYFRA 21-1 apontam para a presença de um tumor num estádio avançado, enquanto um valor constante ou uma diminuição ligeira indica remoção incompleta de um tumor ou a presença de múltiplos tumores.

O CYFRA 21-1 é igualmente um valioso marcador para monitorizar a resposta dos pacientes a terapias citotóxicas, como a Quimioembolização transarterial e radiação interna seletiva nos casos clínicos de cancro hepático.

Uma terapêutica bem-sucedida é confirmada por uma descida rápida do nível sérico de CYFRA 21-1 para o intervalo normal.

 

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publicado às 14:57


O que é o Sarampo? E como se transmite?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 26.05.17

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O sarampo é uma das infecções virais mais contagiosas, transmitindo-se pessoa a pessoa através de gotículas ou aerossóis. Habitualmente a doença é benigna mas em, em alguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal.

Qual o período de incubação?

Após exposição ao vírus o período de incubação é de 10 a 12 dias, nos adultos este período pode ser mais longo do que nas crianças, podendo chegar aos 21 dias.

Como se apresenta?

As manifestações clínicas caracterizam-se por uma fase inicial inespecífica com febre, conjuntivite, coriza e tosse (fase prodrómica ou período catarral); após o qual, surgem pequenos pontos brancos na mucosa oral (manchas de Koplik) que duram de 12 a 18 horas. Estas manchas são muito sugestivas da infecção pelo vírus do sarampo. A fase prodrómica é seguida pelo aparecimento do exantema maculo-papular (manchas da pele), inicialmente no rosto, seguindo –se, o tronco e por último, os membros inferiores. A tosse persistente caracteriza a fase de recuperação ou convalescente, que pode persistir até uma ou duas semanas após o desaparecimento do exantema.

Quais as complicações?

As complicações induzidas pelo sarampo afectam aproximadamente 30% dos indivíduos infectados, sendo mais frequente nas crianças pequenas (idades <5 anos) e nos adultos (≥20 anos). As complicações mais comuns são diarreia (8%), otite média (7%), e pneumonia (6%). A principal causa de morte em adultos é a encefalite aguda, uma complicação muito rara do sarampo (0,1%) e que pode ocorrer anos depois da doença aguda. Os adultos têm, geralmente, uma doença mais grave do que as crianças

Que análises existem para confirmar o diagnóstico clínico?

O tipo de analises indicadas para o diagnóstico laboratorial do Sarampo, variam de acordo com a fase da doença e o tempo de inicio dos sintomas, nomeadamente o aparecimento do exantema ou rash (manchas na pele).

Se nas primeiras 3 semanas, podem ser colhidas amostras de sangue, para estudar o perfil de anticorpos (Ig G e IgM) bem como, urina e esfregaços feitos na face interna na boca e gengivas, para identificar e isolar o próprio vírus nessas amostras.

Se o rash já ocorreu há mais de 3 semanas, já não é possível isolar o vírus nestas amostras e o diagnóstico é feito com base no perfil de anticorpos (Ig G e Ig M).

Qual a importância da Vacinação?

O Sarampo é uma doença em erradicação, uma vez que é uma doença cuja vacina está contemplada no Plano Nacional de Vacinação.

A identificação de bolsas importantes da população que não vacinam os seus filhos, por exemplo, por uma postura mais conservadora em relação à vacinação, faz surgir ciclicamente por todo o mundo surtos epidémicos, ainda que breves, desta doença.

A vacina contra o sarampo está incluída numa vacina combinada contendo vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica(papeira) e da rubéola, vacina tríplice ou VASPR. A primeira dose é administrada geralmente aos 12 meses, e recebe-se um reforço aos 5 anos, com o início da idade escolar.

As reacções pós-vacinais podem surgir em cerca de 5 a 15 % dos casos, com febre superior a 39,4ºC, com início entre o 5º e o 12º dia após administração da vacina. A febre dura geralmente de 1 a 2 dias (até 5 dias). Em 5% dos vacinados, pode surgir exantema transitório, associado ou não a febre.

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publicado às 13:42


Antigénio CA 125 no despiste do Carcinoma Epitelial do Ovário

por Laboratórios Germano de Sousa, em 13.04.17

 

 

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O Carcinoma Epitelial do Ovário regista a taxa de mortalidade mais elevada comparativamente com as restantes neoplasias invasivas do aparelho genital feminino, com elevado ratio mortalidade/incidência.

O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o antigénio CA 125, proteína presente em grande parte das células do Carcinoma Epitelial do Ovário, é o exame preferencial. 

O organismo produz naturalmente pequenas quantidades de CA 125, pelo que a presença desta proteína na corrente sanguínea pode não significar a presença de um Carcinoma.

Algumas situações podem elevar moderadamente os níveis deste marcador, como a menstruação, gravidez ou inflamação pélvica.

Os níveis de CA 125 são medidos na corrente sanguínea das pacientes a partir de uma colheita simples de sangue e estão geralmente elevados, acima de 30 U/ml, em 50% dos carcinomas estádio clínico I, em 90% dos estádios clínicos II e em 83% dos carcinomas do ovário em geral.

Em mais de 80% das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário registam-se valores elevados, mas estes podem igualmente surgir em casos clínicos de tumores malignos e benignos do ovário, carcinomas do endométrio, da mama, do pulmão, da bexiga, hepatocarcinoma e linfoma não-Hodgkin. Algumas situações ginecológicas não malignas como endometriose, quistos hemorrágicos ovarianos, menstruação, doença inflamatória pélvica aguda e o terceiro trimestre de gestação podem estar na origem de níveis elevados de CA 125.

O recurso mais comum para a concentração sérica do CA 125 é na monitorização das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário diagnosticado. Os níveis séricos deste marcador tumoral fornecem informação determinante sobre a resposta ao tratamento inicial, tal como durante os restantes tratamentos e na deteção de recaídas.

 

 

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publicado às 12:46


Antigénio CA 19-9 no despiste do Carcinoma Pancreático

por Laboratórios Germano de Sousa, em 08.03.17

O Carcinoma Pancreático compreende cerca de 3% de todos os cancros e é a segunda neoplasia maligna mais frequente no tubo digestivo, após o cancro do cólon e a quinta causa de morte mais frequente por cancro. A incidência desta neoplasia ocorre maioritariamente entre os 55 e 74 anos, sendo tanto os indivíduos do sexo masculino como feminino igualmente afetados.

O exame anátomo-patológico de uma amostra do tumor, com recurso à biópsia, é o principal método no diagnóstico do Carcinoma Pancreático e o Antigénio CA 19-9 é o marcador tumoral a que geralmente a medicina laboratorial recorre para o acompanhamento da evolução da neoplasia no doente. Um resultado laboratorial de CA 19-9 não leva a suspeitar unicamente de carcinoma no pâncreas. O Antigénio CA 19-9 não é específico como teste de diagnóstico, dado que pode estar elevado em doenças benignas como a pancreatite, colangite (inflamação das vias biliares) e doenças inflamatórias intestinais.

O Antigénio CA 19-9 está por norma elevado no soro de pacientes diagnosticados com Carcinoma Pancreático. A Medicina Laboratorial recorre a este antigénio para determinar a resposta do tumor à terapêutica, para decidir se o tratamento deve ou não ser alterado, ou para verificar a necessidade de realização de testes complementares.

Valores baixos de CA 19-9 podem ser detetados em pacientes que estão a responder positivamente à terapêutica ou podem estar presentes em indivíduos saudáveis. São valores comuns em indivíduos sem a doença ou que estão a responder positivamente à terapêutica da neoplasia ou ainda que respondem à terapêutica de outras doenças benignas que registam valores baixos durante a resposta às terapêuticas temporárias.

O Carcinoma Pancreático inicialmente fornece poucos sinais de presença da neoplasia, pelo que no momento em que o paciente apresenta sintomas e níveis significativamente elevados de CA 19-9, o cancro está geralmente num estádio já bastante avançado.

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publicado às 17:12


Alpha-Fetoproteína – Despiste do Carcinoma Hepatocelular

por Laboratórios Germano de Sousa, em 21.02.17

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O Carcinoma Hepatocelular é o tumor maligno mais comum do fígado. O exame laboratorial geralmente utilizado em pacientes com suspeita de Carcinoma Hepatocelular é a dosagem sérica de Alfa-Fetoproteína. A concentração sanguínea da Alpha-Fetoproteína é num indivíduo adulto inferior a 10 ng/ml. Concentrações elevadas, superiores a 500 ng/ml, são registados em quadros clínicos de Carcinoma Hepatocelular, tumores das células germinativas (testículos e ovários) e metástases hepáticas.

A Alfa-Fetoproteína é um exame que se realiza no laboratório de patologia clínica, a partir de uma colheita simples de sangue.

Dependendo dos valores do resultado, o médico assistente avaliará qual o quadro clínico que é responsável pelos níveis alterados. Níveis elevados são geralmente identificados em 60% dos pacientes com Carcinoma Hepatocelular, enquanto 40% dos portadores desta neoplasia apresentam níveis normais deste marcador tumoral.

Valores elevados não significam sempre que o paciente tenha Carcinoma Hepatocelular, pois estes podem estar associados a doenças inflamatórias do fígado e do intestino, bem como à gravidez. Elevações moderadas nos valores, cerca de 200ng/ml, são geralmente observadas em 10 a 35% dos pacientes com doenças hepáticas não malignas como a Cirrose e a Hepatite.

 

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publicado às 17:39

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A Malária é uma parasitose causada pelo protozoário intracelular Plasmodium e é transmitida ao ser humano pela picada do mosquito Anopheles. Existem quatro espécies de Plasmodium: Vivax, Falciparum, Ovale e Malariae. A espécie Vivax é a mais comum e a Falciparum a mais grave, sendo em determinados casos clínicos fatal.

O diagnóstico definitivo da Malária é estabelecido pela identificação do parasita no sangue periférico. No Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa é realizado de urgência um teste rápido de screening e diagnóstico, garantindo o despiste eficaz da doença. Estão disponíveis testes rápidos tipo dipstick que detetam os antigénios da Malária (proteínas) numa amostra de sangue, possibilitando um diagnóstico rápido, fácil de executar e com elevada sensibilidade e especificidade.

Recomenda-se que os resultados positivos sejam seguidos da realização de esfregaços de sangue (em gota fina e em gota espessa) para confirmação e determinação da espécie e da parasitémia. A gota espessa permite um diagnóstico rápido, enquanto a gota fina permite a identificação do parasita, a contagem de eritrócitos infetados e é útil no acompanhamento do tratamento. Dado que o número de parasitas presentes no sangue flutua, as amostras podem ser colhidas em intervalos de 8 a 12 horas durante 2 a 3 dias para aumentar a probabilidade de deteção dos parasitas. É vantajoso que a colheita de amostras coincida com o aparecimento de sinais e sintomas, altura em que existe maior probabilidade dos parasitas serem detetados no sangue. O diagnóstico só deve ser excluído após três pesquisas negativas, com intervalo de 12 horas. O teste do esfregaço de sangue é atualmente o gold standard para deteção e identificação da Malária.

Testes moleculares recorrendo à reação em cadeia de polimerase (PCR) são também métodos laboratoriais de diagnóstico. Estes amplificam o ADN do parasita e permitem a deteção e identificação das espécies de Plasmodium. Este teste pode ser usado para confirmar o diagnóstico e para determinar a espécie de Plasmodium quando os resultados do esfregaço de sangue não são suficientemente claros.

A Malária pode ser uma doença mortal

O parasita ao entrar na corrente sanguínea dirige-se até ao fígado, local onde a infeção se desenvolve antes de reentrar no sangue e invadir os glóbulos vermelhos. O Plasmodium reproduz-se no interior dos glóbulos e estes por sua vez desintegram-se libertando um maior número de parasitas no soro.

A Malária é uma das doenças mais comuns em regiões tropicais, nomeadamente na América, Ásia e África, tornando-se num grave problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que a incidência anual desta doença seja superior a 500 milhões de novos casos, sendo responsável por mais de um milhão de mortes por ano.

Os sintomas típicos da infeção por Malária são febre, dores de cabeça, vómitos entre outros idênticos aos da gripe, dificultando assim o diagnóstico. Surgem aproximadamente 9 a 14 dias após a picada do mosquito, embora este intervalo possa variar com a espécie de Plasmodium que está na origem da infeção.

A evolução da doença pode ser fulminante e provocar a morte do paciente logo nas primeiras horas após contração da infeção, uma vez que a Malária afeta a irrigação de órgãos vitais, pelo que o diagnóstico atempado é fulcral.

O diagnóstico baseia-se na história epidemiológica, no quadro clínico e no diagnóstico laboratorial. No acompanhamento do paciente é importante conhecer a história epidemiológica, nomeadamente a área de proveniência e o historial de viagens recentes a zonas endémicas, bem como compreender na totalidade o quadro clínico e sintomatologia apresentada.

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publicado às 15:34


Antigénio Carcino-Embrionário no despiste do Carcinoma Colorrectal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 23.01.17

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O Carcinoma Colorrectal é uma das neoplasias mais comuns e o diagnóstico precoce constitui um passo importante para a diminuição da elevada taxa de mortalidade associada. Os sinais e sintomas dependem da localização e tamanho do tumor. A avaliação através da colonoscopia é o método preferencial no diagnóstico desta neoplasia, mas a medicina laboratorial, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes é fundamental no despiste da mesma. Se positivo é aconselhável realização de uma colonoscopia. Por sua vez o Antígeno Carcino-Embrionário (CEA) é um marcador tumoral de elevada especificidade para o Carcinoma Colorrectal, que tem todo o interesse no acompanhamento deste tipo de cancro diagnosticado por biópsia prévia, bem como na monitorização terapêutica e pós cirúrgica.

O Antigénio Carcino-Embrionário (CEA) é uma glicoproteína produzida na maioria dos casos em células de Carcinoma Colorrectal, entra na corrente sanguínea e é o marcador mais utilizado neste carcinoma, pois o seu nível sérico apresenta boa correlação com o desenvolvimento tumoral. É também um indicador para outros cancros como o do pâncreas, da mama e do pulmão.

Como valores de referência devem ser considerados: indivíduos do sexo masculino não fumadores: até 3,4 ng/ml; fumadores: até 6,2ng/ml e indivíduos do sexo feminino não fumadores até 2,5ng/ml e fumadores até 4,9ng/ml. Níveis elevados são frequentemente encontrados em 65% dos pacientes com Carcinoma Colorrectal, no momento do diagnóstico. Valores aumentados podem igualmente ser fundamentados por outras situações clínicas como inflamações e infeções, úlceras, cirrose hepática, cancro da mama ou do pulmão e em casos onde o paciente tenha sido submetido a uma cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, que podem gerar elevações transitórias dos níveis de CEA.

Em cada caso clínico de Carcinoma Colorrectal diagnosticado com o Antigénio Carcino-Embrionário e confirmado com a biópsia, existe uma taxa de 250 falsos-positivos.

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publicado às 17:52


Número Verde

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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