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Os glóbulos vermelhos (eritrócitos) humanos têm sido, tradicionalmente, classificados como “Rh positivos” e “Rh negativos”, dependendo da presença ou ausência do antígeno D.

A doença hemolítica do recém-nascido ocorre quando existe incompatibilidade entre o grupo de sangue (ABO e/ou Rh) da mãe e do feto e resulta da passagem placentária de glóbulos vermelhos fetais para a circulação materna, portadores de antigénios de superfície diferentes dos maternos, geralmente de origem paterna. A grupagem ABO e Rh durante o acompanhamento pré-natal torna-se fundamental, no sentido de prevenir o aparecimento desta doença, que pode provocar morte fetal, e também evitando outras complicações para o feto ou recém-nascido, como a anemia, icterícia e insuficiência cardíaca.

Quando existe uma das incompatibilidades possíveis (a mãe é Rh negativo e o feto Rh positivo ou a mãe é O e o feto é A ou B), os glóbulos vermelhos da mãe e do feto possuem antigénios de superfície diferentes. Os glóbulos vermelhos do recém-nascido são destruídos por anticorpos que atravessaram a placenta a partir do sangue materno e alcançam a circulação sanguínea do feto, atacando e destruindo os glóbulos vermelhos fetais.

A anemia é uma complicação grave para o feto, uma vez que limita a capacidade do sangue de transportar oxigénio para os órgãos e tecidos. Perante uma incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto, o médico assistente deverá igualmente observar o bebé, no sentido de detetar sinais de icterícia, que pode ocorrer porque a hemoglobina gerada após a contínua destruição dos glóbulos vermelhos transforma-se num pigmento amarelo designado de bilirrubina. Caso a bilirrubina se acumule no corpo do recém-nascido mais rapidamente do que demora a ser expelida pelo fígado, a pele da criança torna-se amarela (ictérica).

No sentido de diminuir o risco do feto desenvolver a doença hemolítica existem indicações obstétricas, no caso de mãe ser Rh negativo, para a administração à grávida de imunoglobulina anti-D. Esta destrói as células Rh D positivo, prevenindo a produção de anticorpos anti-Rh D.

As incompatibilidades ABO são mais frequentes e de menor gravidade do que as incompatibilidades Rh.

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publicado às 16:36


Incompatibilidade sanguínea na Gravidez - Grupagem ABO e Rh

por Laboratórios Germano de Sousa, em 11.12.15

A grupagem sanguínea é um teste analítico que visa identificar qual o grupo sanguíneo (ABO) e Rh (positivo ou negativo) que cada indivíduo possui e assume um papel muito importante, particularmente, para a mulher grávida.

A realização deste teste no decorrer do acompanhamento pré-natal é fundamental no sentido de evitar os riscos de uma gravidez com incompatibilidade sanguínea, principalmente em relação ao grupo Rh, em que as gestantes Rh negativo devem ser informadas das medidas de prevenção da aloimunização. A aloimunização decorre da formação de anticorpos por parte da mãe, quando o feto apresenta antigénios diferentes dos seus, o que pode originar complicações na gravidez podendo mesmo causar a morte do feto.

No início de uma gravidez são exigidos inúmeros exames e testes à mãe, nomeadamente a grupagem sanguínea ABO e Rh e a pesquisa de anticorpos anti-eritrocitários irregulares. O sistema ABO inclui os seguintes grupos mais frequentes: A, B, AB e O. O sistema Rh testado indica se a mãe possui ou não o antigénio D (Rh positivo ou negativo). O teste do grupo sanguíneo nos sistemas ABO e Rh é realizado com uma simples colheita de sangue, a partir de uma veia do antebraço da gestante.

Os grupos sanguíneos são determinados pela presença, na superfície dos eritrócitos ou glóbulos vermelhos, de antigénios que podem ser de natureza bioquímica variada.

A grupagem Rh é importante durante a gravidez, porque pode existir incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto. Se a mãe for Rh negativo e o pai Rh positivo, o feto pode ser Rh positivo e a mãe pode desenvolver anticorpos que atravessam a placenta e destroem os glóbulos vermelhos do feto, podendo provocar a morte deste no útero ou após o nascimento por doença hemolítica do recém-nascido que pode levar ao desenvolvimento de anemia, icterícia e insuficiência cardíaca graves.

Assim, é bastante importante que a grupagem sanguínea seja determinada atempadamente para que seja efetuado o tratamento mais adequado, evitando complicações para o bebé. Este teste deverá ser realizado em todas as mulheres grávidas durante o 1º trimestre, para identificar as que são Rh negativas. Geralmente, e no sentido de evitar o desenvolvimento desses anticorpos, a mãe é tratada durante a gravidez e logo após o parto com imunoglobulina anti-D, que elimina os glóbulos vermelhos fetais da circulação da mãe antes que ela fique sensibilizada e o seu sistema imunitário produza anticorpos anti-D.

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publicado às 12:24


O Hemograma no diagnóstico das Hemoglobinopatias

por Laboratórios Germano de Sousa, em 20.11.15

O hemograma é um dos exames complementares de diagnóstico mais frequentemente requisitados e permite uma quantificação dos elementos celulares do sangue: eritrócitos (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. Pode ser prescrito pelo médico assistente para monitorizar o estado geral de saúde, despistar ou diagnosticar uma condição médica (ex. infeção, anemia, incluindo hemoglobinopatia, e leucemia) perante sinais e sintomas (ex. fadiga, dor, febre, inflamação e hemorragias) e para monitorizar uma doença ou um tratamento médico.

As hemoglobinopatias (alfa e beta talassémias e variantes da hemoglobina) são um grupo de doenças hereditárias do sangue, caracterizadas por alterações da hemoglobina, a substância que dá a cor aos glóbulos vermelhos, e que tem a função de levar o oxigénio a todo o corpo. São as doenças hereditárias que apresentam maior prevalência em todo o mundo e constituem, ainda hoje, um importante problema de saúde pública.

As Talassémias são um grupo de doenças que se caracterizam por uma diminuição parcial ou total na produção de uma das cadeias da globina (alfa ou beta). Se a diminuição é parcial a pessoa é portadora de talassémia e não tem doença. Se há uma ausência total ou quase total, a pessoa tem uma talassémia major ou intermédia, respetivamente, que se manifestam por uma anemia grave dependente de transfusões de sangue.

A Drepanocitose ou Anemia de Células Falciformes é uma doença em que há a produção de uma hemoglobina anormal (Hb S) que, em determinadas situações, modifica os glóbulos vermelhos, ficando estes com uma forma que se assemelha a uma foice. As pessoas que só herdarem a alteração de apenas um dos pais são portadores de drepanocitose e não têm a doença. Os que herdarem a alteração genética de ambos os pais serão doentes. Anemia grave, crises dolorosas frequentes e tendência para ter infeções são as manifestações mais visíveis desta doença.

As formas graves das hemoglobinopatias mais frequentes em Portugal – Drepanocitose, Beta Talassémia Major e Intermédia – têm uma transmissão autossómica recessiva. Os portadores de uma mutação (heterozigotos) não são doentes, no entanto, quando casam entre si, têm uma probabilidade de 25%, em cada gravidez, de originar filhos com as duas mutações (homozigotos), que são doentes com um quadro clínico grave, geralmente com elevada morbilidade e mortalidade.

Nesse contexto, são recomendadas (Circular Normativa da DGS nº 18/DSMIA de 2004) a deteção e informação precoce, preferencialmente pré-concecional, de adultos portadores (heterozigotos) de hemoglobinopatias, a identificação e o aconselhamento genético dos casais em risco e, quando necessário, a diagnóstico pré-natal.

A gravidez constitui um período de contacto com os serviços de saúde e é um momento único para avaliação do estado de saúde da gestante. Os exames laboratoriais requisitados no período Pré-Natal têm como objetivo despistar, prevenir ou tratar situações passíveis de colocar em risco a saúde materna e ou fetal. Quando existem no histórico familiar casos de hemoglobinopatias, este rastreio deve ser realizado na mãe e, caso o resultado seja positivo, o estudo deve ser igualmente realizado no pai. A deteção de portadores de hemoglobinopatias é feita com base no hemograma, análise clínica efetuada a partir da recolha de sangue de uma veia do antebraço, e no estudo das hemoglobinas.

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publicado às 17:05


Anemia na Gravidez? – A importância do Hemograma

por Laboratórios Germano de Sousa, em 17.11.15

A anemia é uma condição em que não há glóbulos vermelhos (eritrócitos) saudáveis em número suficiente para o transporte adequado de oxigénio, para os tecidos do corpo, de forma a satisfazer as necessidades fisiológicas do organismo. É caracterizada pela descida, para valores inferiores aos normais, de um ou mais dos principais parâmetros eritrocitários (concentração da hemoglobina, hematócrito ou glóbulos vermelhos).

A gravidez incorpora um sistema que inclui mãe, feto e placenta, existindo assim uma tríade que é necessária sustentar. A gravidez normal origina muitas alterações na fisiologia materna, incluindo alterações nos parâmetros hematológicos.

A anemia é um dos problemas mais frequentes durante a gravidez e contribui para a morbilidade e mortalidade materna e fetal. A causa mais frequente de anemia é a deficiência de ferro.

O hemograma é a análise clínica mais indicada para o despiste de anemia, pois permite quantificar um conjunto de parâmetros, nomeadamente, o número de glóbulos vermelhos e a concentração de hemoglobina no sangue da grávida.

Durante o acompanhamento Pré-Natal, a medicina laboratorial desempenha um papel fulcral no despiste de patologias que podem afetar a mãe e o feto. O hemograma completo é realizado logo no 1º trimestre da gestação, antes das 13 semanas, e ao analisar as células sanguíneas da grávida, para além do despiste da anemia, permite avaliar o estado geral de saúde da mãe e despistar e controlar variadas alterações.

A anemia e a deficiência de ferro têm impacto negativo na mãe, feto e placenta. No que toca à gestante, a anemia pode conduzir a insuficiência cardíaca, hemorragia pós-parto, pré-disposição para a infeção, atraso na recuperação pós-cesariana, risco de embolia e o útero, com carência de ferro, pode ter pequenas fragilidades nas fibrilas musculares e dificuldade em contrair-se. Para o feto a anemia pode causar atraso de crescimento intrauterino, risco de morte fetal no útero três vezes superior e prematuridade. Um bebé quando nasce num ambiente deficiente em depósitos de ferro pode desenvolver deficiências a nível cognitivo e das aptidões mentais.

 

 

Hemograma Completo – Interpretação de Resultados

As células circulantes no sangue são divididas em três tipos: glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e  plaquetas. O hemograma é considerado “completo”, pois consiste numa contagem automatizada das células no sangue, nomeadamente: glóbulos vermelhos (GV), concentração de hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht), volume globular médio (VGM), hemoglobina globular média (HGM), concentração média de hemoglobina globular (CMHG), glóbulos brancos (GB), contagem diferencial de leucócitos (leucograma) e contagem de plaquetas.

Esta análise clínica é realizada a partir de uma colheita normal de sangue de uma veia do antebraço da mãe.

Na mulher grávida, a anemia é definida quando a concentração da hemoglobina é inferior a 11 g/dL no primeiro e terceiro trimestre e inferior a 10,5 g/dL no segundo trimestre.

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publicado às 12:10


Harmony PreNatal Test - Antecipa o conhecimento do sexo do feto

por Laboratórios Germano de Sousa, em 12.11.15

O Harmony™ Prenatal Test é um teste de Rastreio Pré-Natal não invasivo que apresenta as mais elevadas taxas de deteção (> 99%), sendo um método 100% seguro, com total ausência de risco para o bebé e com taxas de deteção das aneuploidias muito próximas às dos métodos de diagnóstico como a amniocentese e biópsia das vilosidades coriónicas. Está disponível para todas as grávidas a partir das 10 semanas de gestação, excluindo gestações múltiplas com mais de 2 fetos. Em gravidezes gemelares, o teste não está recomendado em situações de suspeita ou aborto confirmado de um dos gémeos.

Recentemente foi adicionado ao painel padrão das principais trissomias, o “Harmony PreNatal Test com X, Y” que para além do despiste das trissomias 21, 18 e 13avalia também o número de cópias que existem para ambos os cromossomas X e Y, passando a ser possível obter informação sobre o sexo fetal, bem como avaliar o risco de aneuploidias relacionadas com os cromossomas sexuais (XO, XXY, XXX, XYY, XXYY). Este apresenta uma taxa de determinação do sexo fetal superior a 99%. Já a taxa de deteção para aneuploidias relacionadas com os cromossomas sexuais varia de acordo com a condição.

O Harmony™ Prenatal Test pode ser realizado em gestações únicas obtidas naturalmente ou por FIV (incluindo doação de ovócitos próprios ou não próprios) e foi também validado para gestações gemelares. Existem porém algumas limitações, nomeadamente, o facto do resultado obtido ser único para ambos os fetos. Apenas o teste Harmony padrão pode ser requisitado (sem X, Y). 

É um teste seguro, com excelentes resultados e simples de executar, pois é realizado a partir de uma amostra de sangue materno, pelo que tem sido incorporado na prática clínica de rotina no Rastreio Pré-Natal.

Com a introdução do Harmony™ Prenatal Test em Portugal, o Rastreio Pré-Natal tornou-se mais simples e com resultados mais exatos, o que proporciona à grávida e ao médico assistente mais tranquilidade e segurança e ainda a vantagem de se obter resultados mais cedo, o que permitirá atempadamente tomar uma decisão mais informada.

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publicado às 17:11

 

A mãe e o feto devem ser assistidos durante toda a gravidez, razão pela qual o Rastreio Pré-Natal, conjunto de análises e dados ecográficos que permitem determinar o risco do feto ser afetado com uma determinada anomalia, constitui uma etapa essencial e decisiva numa gravidez, permitindo às futuras mães sentir que estão numa gravidez segura.

O Rastreio Combinado do 1º Trimestre, teste precoce que combina a informação dos exames ecográfico e bioquímico e avalia o grau de risco para a existência no feto da Trissomia 21 (Síndrome de Down), Trissomia 18 (Síndrome de Edwards) e Trissomia 13 (Síndrome de Patau), surge como o método de despiste mais comum, com uma taxa de deteção de cerca de 90 a 97%.

No entanto, o notório avanço científico e tecnológico no diagnóstico Pré-Natal introduziu o Harmony PreNatal Test, que constitui o mais recente progresso nesta área. É um teste não invasivo para o despiste das três principais Trissomias (T21, 18, 13) e aneuploidias relacionadas com os cromossomas sexuais (X e Y) e é efetuado de modo simples e seguro, recorrendo a uma amostra de sangue periférico materno e permite obter resultados com elevado grau de exatidão.

É o teste de Rastreio Pré-Natal não invasivo que apresenta as mais elevadas taxas de deteção (> 99%) para as principais trissomias.  Está disponível para todas as grávidas a partir das 10 semanas de gravidezsendo um método 100% seguro, com total ausência de risco para o bebé e com taxas de deteção das aneuploidias muito próximas às dos métodos de diagnóstico (amniocentese e biópsia das vilosidades coriónicas).

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publicado às 12:43


Síndrome de HELLP

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.10.15

A gravidez é um fenómeno natural e fisiológico para a mulher, no entanto, durante este período podem ocorrer alguns problemas que coloquem em risco a saúde materna. Uma destas complicações é a Pré-Eclâmpsia, que se não for diagnosticada atempadamente pode progredir para a Síndrome de HELLP.

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que ocorre no início da gravidez e é caraterizada por um aumento da tensão arterial, designada por hipertensão de novo, pela libertação de proteínas na urina e pelo aparecimento de edemas. São várias as complicações maternas que podem decorrer da Pré-Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão após a gravidez e descolamento prematuro de placenta. A sua prevalência em Portugal atinge os 2%.

Algumas grávidas apresentam maior propensão à Pré-Eclâmpsia, registando-se situações mais frequentes nas primeiras gravidezes, nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada. Após o nascimento do bebé a pressão arterial da mãe deve ser vigiada nas primeiras 48 horas a seguir ao parto, devendo ser também monitorizada pelo médico assistente durante mais algum tempo, consoante a situação clínica.  

O tratamento para a Síndrome de HELLP passa pela realização do parto o mais rapidamente possível. O médico assistente pode induzir o trabalho de parto com agentes específicos ou programar uma cesariana antecipada ou optar por colocar a gestante em repouso absoluto, ingerindo líquidos e monitorizando a evolução da gravidez, dando ao feto tempo para se desenvolver. O médico pode ainda administrar medicamentos para controlar ou prevenir complicações como pressão sanguínea alta ou convulsões.

Não existe forma de prevenção da Síndrome de HELLP. No entanto, o diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de sobrevivência da mãe e do feto. Desta forma, torna-se importante que a gestante informe imediatamente o médico assistente sobre qualquer sintoma, convulsão ou dor abdominal.

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publicado às 15:49


A importância do Rastreio Pré-Eclâmpsia no 1º Trimestre

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.10.15

O rastreio da Pré-Eclâmpsia no 1º trimestre desempenha um importante papel na identificação precoce de uma gravidez com elevado risco de desenvolvimento desta patologia. Na atualidade não existe forma de evitar uma Pré-Eclâmpsia, uma vez que o diagnóstico é baseado em sinais e sintomas, tornando-se apenas possível quando a doença se manifesta.

No Rastreio Pré-Eclâmpsia consideram-se essencialmente quatro fatores, a História Materna, os Marcadores Biofísicos, os Marcadores Ecográficos e os Marcadores Bioquímicos.

  • A História Materna deve considerar a história prévia ou familiar de Pré-Eclâmpsia, a paridade, procriação medicamente assistida, diabetes mellitus, a etnicidade, as idades reprodutivas extremas (< 18 anos; > 37 anos);
  • Os Marcadores Biofísicos são considerados o Índice de Massa Corporal (IMC) e a Pressão Arterial Média (MAP);
  • Os Marcadores Ecográficos, indicados pelo Index de Pulsatilidade da Artéria Uterina (uA-PI);
  • Os Marcadores Bioquímicos constituídos pela Proteína A plasmática associada à gravidez (PAPP-A) e pelo Fator de Crescimento Placentar (PlGF).

O doseamento bioquímico da PAPP-A e do Fator de Crescimento Placentar (PlGF) é o marcador ideal para o rastreio precoce do risco de Pré-Eclâmpsia e deve ser realizado às 10-13 semanas + 6 dias de gestação. O Fator de Crescimento Placentar (PlGF) é produzido pela placenta e é um fator angiogénico, atuando como vasodilatador que aumenta o diâmetro das artérias existentes. Níveis baixos de PlGF contribuem para a disfunção vascular, que é um dos sintomas da Pré-Eclâmpsia. A PlGF está diminuída numa elevada percentagem de gravidezes que evoluem para Pré-Eclâmpsia. Esta redução ocorre essencialmente no 1º Trimestre, daí a importância do Rastreio Pré-Eclâmpsia neste período de gestação.

A combinação dos marcadores biofísicos, ecográficos e bioquímicos, permite a obtenção de uma taxa de deteção da Pré-Eclâmpsia de 93%.

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publicado às 10:10


O que é a Pré-Eclâmpsia?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.09.15

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que ocorre no início da gravidez e é caraterizada por um aumento da tensão arterial, designada por hipertensão de novo (> 140/90mm/Hg), pela libertação das proteínas na urina, também intitulada de Proteinúria (> 0.3 g/24 horas) e pelo aparecimento de edemas. Esta sintomatologia é precedida por oligúria (diminuição e ausência de produção de urina), vertigens, zumbidos nos ouvidos, cefaleias persistentes, fadiga, sonolência e vómitos.

Em Portugal, a Pré-Eclâmpsia atinge 2% das gravidezes. É uma patologia que decorre da disfunção do leito uteroplacentar, com remodelação das artérias espirais e com deficit hemodinâmico, levando ao aparecimento de uma vasoconstrição, agregação plaquetária e hipercoaguabilidade. A conjugação destes fatores origina complicações graves na gravidez.

São várias as complicações maternas que podem ocorrer na Pré-Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão e descolamento prematuro de placenta. Esta doença pode ainda provocar complicações mortais para o feto e para a mãe, recorrência em 25% das gravidezes.

Não existe forma de evitar a Pré-Eclâmpsia, pois o diagnóstico desta patologia é baseado nos sinais e sintomas, o que apenas se torna possível quando a doença se manifesta. O médico assistente deve ter em consideração a história familiar da grávida e avaliar com regularidade a pressão arterial e amostras de urina. No entanto, o Rastreio da Pré-Eclâmpsia no 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para desenvolvimento desta patologia.

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publicado às 17:39


Rastreio Combinado do 1º Trimestre – Sim ou não à Amniocentese?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 28.07.15

O risco de um feto desenvolver malformações diversas, como as Trissomias 21, 18 e 13 pode ser avaliado recorrendo ao Rastreio Combinado do 1º Trimestre, cujo resultado é expresso como alto ou baixo risco, permitindo assim aos futuros pais, junto do médico assistente, tomar uma decisão informada a favor ou não do exame invasivo.

A Trissomia 21 (Síndrome de Down) é uma alteração genética, causada pela presença de um cromossoma 21 extra, pelo que os doentes apresentam alterações morfológicas e orgânicas, como hipoplasia nasal, espaço muito alargado entre o 1º e o 2º dedo, prega palmar, bem como malformações cardíacas e alterações audiovisuais. A Trissomia 18 (Síndrome de Edwards) é causada pela presença de um cromossoma 18 em excesso e nestes casos o feto apresenta características morfológicas típicas como atraso mental, malformações cardíacas e renais, hérnia diafragmática, entre outros. Por sua vez, a Trissomia 13 (Síndrome de Patau) é causada pela presença de um cromossoma 13 em excesso e provoca atraso mental acentuado e malformações cardíacas, renais e oculares graves. Nestes casos, a maioria dos recém-nascidos falece no primeiro mês de vida ou nos primeiros 6 meses.

Segundo a Fetal Medicine Foundation (FMF), entidade que promove a investigação na área da Medicina Fetal, o Rastreio Combinado do 1º Trimestre que combina os exames ecográficos e bioquímico, apresenta uma taxa de deteção de 97% com apenas 3% de falsos positivos, ou seja, diagnóstico positivo e ausência de anomalia, sendo assim um elemento da máxima importância a ter em conta pelo casal, na decisão de realizar ou não uma amniocentese.

O diagnóstico definitivo das malformações referidas só pode ser feito através de exames invasivos, como amniocentese ou a biópsia das vilosidades coriónicas. A amniocentese consiste na obtenção de uma amostra de líquido amniótico, através de uma punção na parede abdominal da mãe guiada por uma ecografia para que o médico possa dirigir a agulha com precisão, sem risco de lesionar o feto ou a placenta. O líquido amniótico contém células do bebé, as quais permitirão o estudo dos cromossomas. A biópsia das vilosidades coriónicas permite o diagnóstico cromossómico pré-natal e consiste, em vez de líquido amniótico (como na amniocentese), na extração de uma pequena amostra das vilosidades do córion, ou seja, uma amostra da placenta. São assim métodos invasivos, que obrigam à introdução de uma agulha dentro do útero e que como tal acarretam riscos de aborto (0,5 a 1,0%). Só deverão ser efetuados em gravidezes consideradas de risco para defeitos cromossómicos, devidamente identificadas pelo médico assistente após a realização dos exames ecográficos e bioquímico.

 

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publicado às 17:02


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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