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Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 21.01.15

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Bilirrubina

 

A Bilirrubina é uma substância amarelada produzida pelo fígado que existe em grandes concentrações  na bílis, passando uma percentagem em concentração muito menor no plasma sanguíneo até ser eliminada na urina.

A análise clínica à Bilirrubina visa diagnosticar e/ou controlar doenças hepáticas, como a cirrose, hepatite ou tumores biliares. O médico assistente pode solicitar a determinação da Bilirrubina conjuntamente com outras análises clínicas, nomeadamente Fosfatase Alcalina, Aspartato Aminotransferase (AST) e Alanina Aminotransferase (ALT) quando um doente apresenta sinais de função hepática anormal.

Níveis elevados de Bilirrubina no sangue são geralmente indício de problemas no fígado, ou na vesícula biliar, indicando que existe um aumento da sua produção ou que o fígado não é capaz de eliminar a Bilirrubina corretamente devido ao bloqueio dos canais biliares ou motivado por doenças hepáticas como cirrose, hepatite aguda, problemas hereditários com o metabolismo da bilirrubina ou abuso excessivo de álcool durante um longo período de tempo.

Doenças hereditárias como Síndrome de Gilbert, Rotor, Dubin-Johnson, Crigler-Naijar, que causam um anormal metabolismo da Bilirrubina, também podem justificar o aumento dos níveis no sangue desta substância.

Níveis baixos de Bilirrubina não constituem motivo de preocupação para o paciente, pelo que não requerem qualquer acompanhamento.

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publicado às 15:45


DOENÇAS DO FÍGADO

por Laboratórios Germano de Sousa, em 14.01.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Fosfatase Alcalina

 

Os testes de função hepática são exames de sangue usados ​​no diagnóstico e monitorização da doença hepática, medindo os níveis de enzimas e proteínas.

A Fosfatase Alcalina é uma enzina presente em quase todos os tecidos, mas encontra-se essencialmente no fígado, ossos e rins. A determinação da concentração de Fosfatase Alcalina no sangue é um importante teste de função hepática, uma vez que permite o despiste e identificação de lesões no fígado que causem obstrução ao fluir da bílis produzida no fígado, como hepatites, cirrose, tumores ou abcessos no fígado

A análise clínica da Fosfatase Alcalina integra o perfil de rotina do laboratório, geralmente com um grupo de testes designados por perfil hepático. É igualmente solicitada pelo médico assistente conjuntamente com outros testes se o doente apresentar sintomas de envolvimento hepático como fraqueza, fadiga, perda de apetite, náuseas, vómitos, dor abdominal e/ou alteração da cor da urina e fezes. 

Perante uma doença hepática, as células lesadas vão libertar quantidades aumentadas de Fosfatase Alcalina na circulação sanguínea, razão pela qual esta análise clínica é frequentemente utilizada para detetar situações de obstrução dos canais biliares. Se um ou mais desses canais estiverem obstruídos, como por exemplo no caso da presença de um tumor, então as concentrações sanguíneas de Fosfatase Alcalina vão ser elevadas.

A Fosfatase Alcalina está frequentemente elevada em doenças malignas e pode refletir uma patologia de origem hepática ou óssea. Uma concentração elevada de Fosfatase Alcalina aponta para a existência de uma lesão hepática. Se testes hepáticos complementares como Bilirrubina, Aspartato Aminotransferase (AST), ou Alanina Aminotransferase (ALT) também estiverem elevados, então a Fosfatase Alcalina provém do fígado. Esta pode registar valores bastante elevados em situações de cancro do fígado.

 

 

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publicado às 18:58


Doenças Hepáticas

por Laboratórios Germano de Sousa, em 07.01.15

O Estudo do Fígado – Análise ASAT

 

O funcionamento do fígado pode ser testado com base na medição das enzimas hepáticas, recorrendo a testes laboratoriais como o Aspartato Aminotransferase (ASAT). A medição da ASAT é usual em conjunto com outra enzima hepática, a Alanina Aminotransferase (ALAT) e com outros exames de diagnóstico das  doenças hepáticas, como a Fosfatase Alcalina, Proteínas Totais, Albumina e Bilirrubinas. Todos estes testes formam um painel de exames denominado Hepatograma, muito útil no diagnóstico das doenças hepáticas.

 

Teste Aspartato Aminotransferase (ASAT)

O Aspartato Aminotransferase (ASAT) é uma enzima encontrada principalmente no fígado, coração e músculos e é libertada para a circulação sanguínea após lesão ou morte das células.  Esta situação torna-se mais evidente quando a lesão ocorre em células hepáticas.

A função da ASAT é a de acelerar as reações químicas no interior das células, onde os aminoácidos são degradados. A medição dos valores de ASAT é um teste ao funcionamento do fígado, músculos e rins. Se algum destes órgãos apresentar lesões, a ASAT atinge valores elevados no sangue. A quantidade de ASAT no sangue é medida através de um teste enzimático. Quanto maior for a atividade, maior é a presença da enzima no organismo. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, indica que o fígado, os músculos ou os rins apresentam lesões. Devem ser realizados testes complementares para determinar qual o órgão afetado, bem como a causa das lesões.

Níveis muito elevados devem-se geralmente às hepatites agudas, na maioria dos casos causadas por vírus. Nestas situações, os valores permanecem elevados durante semanas e podem levar meses até serem estabilizados e considerados normais. Como outras causas de aumento dos níveis de ASAT podem ser apontadas a exposição a substâncias tóxicas para o fígado e diminuição do fluxo sanguíneo hepático (isquemia hepática).

Aumentos moderados verificam-se geralmente em hepatites crónicas e outras doenças hepáticas, incluindo obstrução biliar, cirrose hepática, tumores do fígado e no infarto do miocárdio.

A Alanina Aminotransferase é usualmente medida em conjunto com o Aspartato Aminotransferase. A elevação nos níveis das duas enzimas pode ser comparada ou pode-se calcular a relação entre ambas (relação ASAT/ALAT). Na maioria das doenças hepáticas, predomina a elevação da ALAT, ou seja relação ASAT/ALAT baixa. Relações altas são observadas em patologias como a hepatite alcoólica, cirrose hepática e no infarto do miocárdio.

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publicado às 17:58


Rastreio de Doenças do Homem

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.01.15

 

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publicado às 18:09


Doenças Hepáticas

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.12.14

O estudo do fígado – Análises GGT e ALAT

No fígado ocorrem mais de 500 reações químicas diferentes. Nestes processos são necessárias enzimas hepáticas específicas. O funcionamento do fígado pode ser testado com base na medição das enzimas hepáticas, recorrendo a testes laboratoriais como a Gamaglutamiltransferase (GGT) e a Alanina aminotransferase (ALAT), também designada de Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT).

Teste da Gamaglutamiltransferase (GGT)

A Gamaglutamiltransferase (GGT) tem como principal função acelerar as reações químicas no interior das células. Estas reações asseguram a assimilação dos aminoácidos, isto é blocos de moléculas que compõem as proteínas, que por sua vez são constituintes do organismo. A determinação da GGT tem como principal objetivo testar o funcionamento do fígado, sendo um importante indicador de lesões neste órgão.

O Teste à Gamaglutamiltransferase (GGT) realiza-se a partir de uma amostra de sangue do paciente e a sua presença no sangue é medida recorrendo a um teste enzimático. Quanto maior for a atividade tanto mais a enzima está presente no organismo. Um aumento da presença da enzina é normalmente causado pelo fígado. A utilização de medicamentos, bem como a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas pode danificar as células do fígado, tendo como consequência o aumento da GGT no sangue. Devido a este processo, a determinação da GGT pode ser usada para detetar problemas de abuso de álcool. O aumento dos valores de GGT pode também ser uma consequência de pedra na vesícula. 

Teste da Alanina Aminotransferase (ALAT) ou Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT)

A Alanina Aminotransferase (ALAT) também designada de Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT) é uma enzina presente nas células do fígado. A função da ALAT é a de acelerar as reações químicas no interior das células hepáticas, onde os aminoácidos são degradados durante estas reações. A determinação dos valores de ALAT é essencialmente mais uma análise ao funcionamento do fígado.O teste à Alanina Aminotransferase (ALAT)  realiza-se a partir de uma amostra de sangue do paciente e a sua quantidade no sangue é medida através de um teste enzimático, através do qual é calculada a atividade enzimática. A enzima ALAT é um indicador que permite identificar lesões no fígado. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, isso indica que o fígado apresenta lesões. Devem ser realizados outros testes para determinar a causa dessas lesões, que podem ter como origem uma infeção viral ou ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Este teste é ainda frequentemente utilizado para determinar se um dado medicamente provoca stress excessivo sobre o fígado.

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publicado às 19:07


Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.12.14

 

O estudo do fígado através da medição das enzimas

 

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, desempenhando funções de glândula exócrina, ao expelir secreções num sistema de canais na superfície externa e de glândula endócrina, ao libertar substâncias no sangue.

São inúmeras as doenças hepáticas. A maioria apresenta sintomas iniciais ligeiros e por vezes o doente procura aconselhamento médico quando a função do órgão já se encontra bastante debilitada. A origem destas fragilidades pode estar relacionada com vírus, substâncias químicas, agressão do próprio organismo, acumulação de substâncias provenientes do metabolismo e tumores. As infeções virais que geralmente afetam o fígado são a Hepatite A, B e C e a principal substância química é geralmente o álcool.

No fígado ocorrem mais de 500 reações químicas diferentes, nas quais surgem enzinas hepáticas específicas. No diagnóstico das doenças do fígado, os médicos recorrem aos testes de função hepática, ou seja, diversas avaliações laboratoriais bioquímicas, responsáveis pela medição das enzimas hepáticas e realizadas para fornecer informação sobre o estado do fígado do paciente. Os testes hepáticos são realizados através de uma amostra de sangue do paciente. Um painel hepático típico de testes inclui:

 

  • Gamaglutamiltransferase (GGT)
  • Aspartato aminotransferase (AST)ou Transaminase Glutâmica-oxaloacética (GOT)
  • Alanina aminotransferase (ALAT) ou Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT)
  • Fosfatase alcalina (ALP)
  • Bilirrubina
  • Proteína, albumina
  • Tempo de Protrombina

 

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publicado às 18:27


Surto de Legionella

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.11.14

O que é um surto?

É um termo epidemiológico para designar um número de casos de infeção acima do normal em doenças infecto-contagiosas ou de saúde pública.

O surto ocorre em locais circunscritos (instituições, escolas, domicílios, cozinhas coletivas, edifícios, bairros ou comunidades) associado à hipótese de que tiveram, um fator comum entre eles:

  • A mesma fonte de infeção ou contaminação;
  • O mesmo fator de risco;
  • O mesmo quadro clinico;
  • Ocorrência em simultâneo.

Devo estar preocupado com este surto?

O surto está relacionado com três freguesias no sul do Concelho de Vila Franca de Xira: Vialonga, Forte da Casa e Povoa de Santa Iria.

Se reside ou esteve na área delineada e apresenta os sintomas descritos deverá entrar em contacto com o seu médico assistente ou contactar a Linha de Saúde 808 24 24 24 disponibilizada para o efeito.

Que medidas preventivas devo tomar?

A Direcção Geral de saúde aconselha, nas zonas afetadas, que se tomem medidas preventivas: preferir banhos de imersão a banhos de chuveiro, evitar o uso de água quente e a grande pressão.

Como medida de prevenção as cabeça do duche devem ser desinfetadas por imersão em solução de água com lixívia, durante 30 minutos, uma vez por semana.

Nos termoacumuladores a água deve estar regulada para 75ºC.

Evitar também saunas, hidromassagens e jacuzzis.

A água da torneira pode ser bebida e utilizada para cozinhar.

Diagnóstico

Geralmente, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar a bactéria (presente nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado período de incubação que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias.

Os sintomas apresentados não são específicos e são comuns a outras patologias como astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça. No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias, enquanto que perante a manifestação mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.

A maioria dos pacientes com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave, que é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objetivo e por exames laboratoriais.

Existem vários exames laboratoriais para detetar a Legionella. O mais comum e mais usado é a deteção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos, sendo assim de execução rápida, bastante sensível e específico. Um teste de urina positivo para a Legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.

Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários como o crescimento da bactéria Legionella, em meios de culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expetoração e outros) e avaliação da presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue, colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).

Tratamento

O tratamento da Legionella pneumophila  é realizado com recurso a antibióticos, não existindo vacina de prevenção. Geralmente o paciente passa por um período de internamento, uma vez que a pneumonia constitui a manifestação clínica mais expressiva da infeção e surge habitualmente de forma aguda e pode, nos casos mais graves, conduzir à morte.

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publicado às 18:30


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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