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Os glóbulos vermelhos (eritrócitos) humanos têm sido, tradicionalmente, classificados como “Rh positivos” e “Rh negativos”, dependendo da presença ou ausência do antígeno D.

A doença hemolítica do recém-nascido ocorre quando existe incompatibilidade entre o grupo de sangue (ABO e/ou Rh) da mãe e do feto e resulta da passagem placentária de glóbulos vermelhos fetais para a circulação materna, portadores de antigénios de superfície diferentes dos maternos, geralmente de origem paterna. A grupagem ABO e Rh durante o acompanhamento pré-natal torna-se fundamental, no sentido de prevenir o aparecimento desta doença, que pode provocar morte fetal, e também evitando outras complicações para o feto ou recém-nascido, como a anemia, icterícia e insuficiência cardíaca.

Quando existe uma das incompatibilidades possíveis (a mãe é Rh negativo e o feto Rh positivo ou a mãe é O e o feto é A ou B), os glóbulos vermelhos da mãe e do feto possuem antigénios de superfície diferentes. Os glóbulos vermelhos do recém-nascido são destruídos por anticorpos que atravessaram a placenta a partir do sangue materno e alcançam a circulação sanguínea do feto, atacando e destruindo os glóbulos vermelhos fetais.

A anemia é uma complicação grave para o feto, uma vez que limita a capacidade do sangue de transportar oxigénio para os órgãos e tecidos. Perante uma incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto, o médico assistente deverá igualmente observar o bebé, no sentido de detetar sinais de icterícia, que pode ocorrer porque a hemoglobina gerada após a contínua destruição dos glóbulos vermelhos transforma-se num pigmento amarelo designado de bilirrubina. Caso a bilirrubina se acumule no corpo do recém-nascido mais rapidamente do que demora a ser expelida pelo fígado, a pele da criança torna-se amarela (ictérica).

No sentido de diminuir o risco do feto desenvolver a doença hemolítica existem indicações obstétricas, no caso de mãe ser Rh negativo, para a administração à grávida de imunoglobulina anti-D. Esta destrói as células Rh D positivo, prevenindo a produção de anticorpos anti-Rh D.

As incompatibilidades ABO são mais frequentes e de menor gravidade do que as incompatibilidades Rh.

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publicado às 16:36



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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