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Alérgico, mas a que molécula?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.04.14

 

O modo como o ser humano reage ao meio envolvente, nomeadamente no caso da reacção alérgica do doente atópico e do seu diagnóstico constituiu desde sempre uma preocupação para os médicos.

A Imunoalergologia Molecular vem eliminar os métodos tradicionais de diagnóstico, pois nem sempre estes permitem conhecer a origem das moléculas de um paciente que provocam a alergia. Neste sentido, o estudo em torno da alergia tem melhorado ao longo dos últimos anos e hoje o conhecimento acerca das moléculas que provocam uma reação alérgica permite que as decisões de diagnóstico e terapêutica sejam mais precisas e eficazes.

Foi no final do século XIX que os testes de provocação a vários extratos alergénicos tiveram o seu início, sendo utilizados com relativo sucesso, fazendo ainda hoje parte da bateria de ferramentas que o Imunoalergologista possui no difícil caminho para o diagnóstico imunoalergológico. 

A revolução no mundo da imunoalergologia occoreu com o uso, na rotina dos testes baseados em componentes moleculares recombinantes e a sua utilização por tecnologia de microarrays que permitem testar 103 componentes moleculares diferentes, oriundos de 47 fontes alergénicas diferentes, sendo composto pelos principais componentes e marcadores de reactividade cruzada. 

O Diagnóstico Resolvido por Componentes (Component Resolved Diagnosis – CRD), também pode ser conhecido pelo nome de marca do teste que lhe está subjacente: Immuno Solid-Phase Allergen Chip (ISAC®), é um teste in vitro que visa a identificar e determinar a presença de anticorpos específicos da classe IgE (sIgE) no soro ou no plasma humano e que possui enorme sensibilidade e elevada capacidade de diagnóstico diferencial, nomeadamente para as situações de reactividades cruzadas. Permite fazer o prognóstico da doença e uma melhor selecção de doentes para imunoterapia, assim como escolher e personalizar a imunoterapia.

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publicado às 11:38


2 comentários

De Joana a 20.05.2014 às 22:43

Boa Noite. Podem explicar qual a diferença entre os tradicionais testes às alergias, julgo que são os designados testes de provocação (prick tests), com o Diagnóstico Resolvido por Componentes? Obrigada.

De Laboratórios Germano de Sousa a 23.05.2014 às 16:52

Os testes de provocação (também designados testes prick), são testes em cujo composição se encontram alergénios resultantes de extractos (que podem ser impuros) e que são executados na pele do doente, pela inoculação de uma quantidade determinada desse alergéneo, medindo depois a grau de reactividade obtido, pela dimensão da pápula que se formou. São executadas várias inoculações de diferentes alergéneos no antebraço do doente, é necessário aguardar uns dias para observar a reacção e depois é necessário voltar à consulta para a avaliação e correspondente eventual diagnóstico. Podem provocar reacções incómodas e não devem ser utilizados em crianças com menos de 4-5 anos, pois não dão resposta credíveis.

Os testes de ISAC, são compostos por moléculas recombinantes que entram na composição dos alergéneos e que se sabem ser a causadoras dos sintomas. Alguns deles estão presentes em mais do que um alergéneo. Implicam a recolha de amostra de sangue e após alguns dias, a obtenção de resultado que será e deverá ser compreendido pelo imunoalergologista.

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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