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DOENÇAS DO FÍGADO

por Laboratórios Germano de Sousa, em 14.01.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Fosfatase Alcalina

 

Os testes de função hepática são exames de sangue usados ​​no diagnóstico e monitorização da doença hepática, medindo os níveis de enzimas e proteínas.

A Fosfatase Alcalina é uma enzina presente em quase todos os tecidos, mas encontra-se essencialmente no fígado, ossos e rins. A determinação da concentração de Fosfatase Alcalina no sangue é um importante teste de função hepática, uma vez que permite o despiste e identificação de lesões no fígado que causem obstrução ao fluir da bílis produzida no fígado, como hepatites, cirrose, tumores ou abcessos no fígado

A análise clínica da Fosfatase Alcalina integra o perfil de rotina do laboratório, geralmente com um grupo de testes designados por perfil hepático. É igualmente solicitada pelo médico assistente conjuntamente com outros testes se o doente apresentar sintomas de envolvimento hepático como fraqueza, fadiga, perda de apetite, náuseas, vómitos, dor abdominal e/ou alteração da cor da urina e fezes. 

Perante uma doença hepática, as células lesadas vão libertar quantidades aumentadas de Fosfatase Alcalina na circulação sanguínea, razão pela qual esta análise clínica é frequentemente utilizada para detetar situações de obstrução dos canais biliares. Se um ou mais desses canais estiverem obstruídos, como por exemplo no caso da presença de um tumor, então as concentrações sanguíneas de Fosfatase Alcalina vão ser elevadas.

A Fosfatase Alcalina está frequentemente elevada em doenças malignas e pode refletir uma patologia de origem hepática ou óssea. Uma concentração elevada de Fosfatase Alcalina aponta para a existência de uma lesão hepática. Se testes hepáticos complementares como Bilirrubina, Aspartato Aminotransferase (AST), ou Alanina Aminotransferase (ALT) também estiverem elevados, então a Fosfatase Alcalina provém do fígado. Esta pode registar valores bastante elevados em situações de cancro do fígado.

 

 

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publicado às 18:58


3 comentários

De Pedro a 26.01.2015 às 23:32

Qual o significado para baixos níveis de Fosfatase Alcalina?

De Laboratórios Germano de Sousa a 30.01.2015 às 15:23


Boa tarde,
Muito obrigado pelo seu post. A fosfatase alcalina é uma enzima que está envolvida na degradação de proteínas e está presente em altas concentrações nos ossos, fígado, intestino e placenta de mulheres grávidas.
É um parâmetro útil no diagnóstico de doenças hepáticas e de doenças ósseas.
Está aumentada nas doenças hepáticas e do trato biliar, nas neoplasias com metástases óssea, na acromegalia, no hipertireoidismo, no raquitismo, e outras.
A fosfatase alcalina pode estar diminuída no hipotiroidismo ( a tiróide não produz hormonas suficientes) ou em casos de desnutrição associada a doença celíaca ou a deficiência em vitamina D. Pode também estar diminuída em doentes que tomam alguns medicamentos como os hipolipemiantes, usados para baixar o colesterol, pex, sinvastatina, em medicamentos antiagregantes, usados para impedir a agregação de plaquetas, pex aspirina, ou medicamentos usados para a epilepsia , pex a carbamazepina.
Nas mulheres que tomam anticoncepcionais orais (pílula), a fosfatase alcalina também pode apresentar valores inferiores aos dos valores de referência.

De Antonio a 22.09.2016 às 18:09

Boa tarde,

Quais os valores referencia para a bilirrubénia directa?

Obrigado

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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