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Legionella

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.11.14

 

O que é a Legionella?

É uma bactéria do género Legionella, capaz de causar uma pneumonia conhecida como Doença dos Legionários.

Estas bactérias existem em ecossistemas naturais de água doce e quente. Encontram-se frequentemente em nichos ecológicos criados pelo homem: redes de água predial, equipamento de climatização (sistemas de ar condicionado), instalações termais, fontes e outras capazes de formar aerossóis (crescem e multiplicam-se a uma temperatura óptima entre os 35˚C e 45˚C).

Imagem Wikipédia

Como ocorre a sua transmissão e infeção?

Não existe transmissão pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

A infeção ocorre por inalação (via respiratória) de aerossóis contaminados pela bactéria, através dos chuveiros domésticos, torres de arrefecimento, sistemas de climatização, instalações termais, saunas e jacuzzis.

A inalação de gotículas contaminadas pode chegar aos pulmões dando início à infeção. A ocorrência de infeção depende de vários fatores: concentração e virulência da estirpe e fatores de risco do hospedeiro.

Quais são os sintomas e as doenças causadas por esta bactéria?

Estas infeções podem cursar sem sintomas ou com sintomas.

Os sintomas são inespecíficos: astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça.

No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – Os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias.

No caso da forma mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.

Quais são os grupos de risco?

Quando infetados por Legionella, os grupos mais predispostos à infeção grave, são:

  • Pessoas com mais de 50 anos;
  • Fumadores regulares;
  • Pessoas com doenças pulmonares crónicas (DPCO e enfisema);
  • Doentes com sistema imune debilitado por doença oncológica, renal ou diabetes;
  • Doentes que tomam medicação para suprimir (enfraquecer) sistema imunitário (transplantados, quimioterapia).

E nas crianças?

Legionella não é um microrganismo proeminente, nas crianças com pneumonia.

Os casos de infecção por Legionella nas crianças são muito raros.

Existe alguma vacina?

Não existe nenhuma vacina para prevenir a doença.

A prevenção com antibióticos também não é eficaz.

Como é feito o diagnóstico da Doença dos Legionários?

A maioria das pessoas com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave (infecção dos pulmões) sendo que a Legionella cresce e multiplica-se nos pulmões. A pneumonia é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objectivo ao doente e por exames laboratoriais.

Podem ser realizados vários exames laboratoriais para detectar a Legionella.

O exame laboratorial mais comum e mais usado é a detecção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos. É um teste de execução rápida, bastante sensível e específico.

Um teste de urina positivo para a Legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.

Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários:

  • O crescimento da bactériaLegionella, em exames culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expectoração e outros)
  • A presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).

Existe tratamento?

Sim, o tratamento é feito com antibióticos.

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publicado às 17:06



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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