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O que é o Sarampo? E como se transmite?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 26.05.17

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O sarampo é uma das infecções virais mais contagiosas, transmitindo-se pessoa a pessoa através de gotículas ou aerossóis. Habitualmente a doença é benigna mas em, em alguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal.

Qual o período de incubação?

Após exposição ao vírus o período de incubação é de 10 a 12 dias, nos adultos este período pode ser mais longo do que nas crianças, podendo chegar aos 21 dias.

Como se apresenta?

As manifestações clínicas caracterizam-se por uma fase inicial inespecífica com febre, conjuntivite, coriza e tosse (fase prodrómica ou período catarral); após o qual, surgem pequenos pontos brancos na mucosa oral (manchas de Koplik) que duram de 12 a 18 horas. Estas manchas são muito sugestivas da infecção pelo vírus do sarampo. A fase prodrómica é seguida pelo aparecimento do exantema maculo-papular (manchas da pele), inicialmente no rosto, seguindo –se, o tronco e por último, os membros inferiores. A tosse persistente caracteriza a fase de recuperação ou convalescente, que pode persistir até uma ou duas semanas após o desaparecimento do exantema.

Quais as complicações?

As complicações induzidas pelo sarampo afectam aproximadamente 30% dos indivíduos infectados, sendo mais frequente nas crianças pequenas (idades <5 anos) e nos adultos (≥20 anos). As complicações mais comuns são diarreia (8%), otite média (7%), e pneumonia (6%). A principal causa de morte em adultos é a encefalite aguda, uma complicação muito rara do sarampo (0,1%) e que pode ocorrer anos depois da doença aguda. Os adultos têm, geralmente, uma doença mais grave do que as crianças

Que análises existem para confirmar o diagnóstico clínico?

O tipo de analises indicadas para o diagnóstico laboratorial do Sarampo, variam de acordo com a fase da doença e o tempo de inicio dos sintomas, nomeadamente o aparecimento do exantema ou rash (manchas na pele).

Se nas primeiras 3 semanas, podem ser colhidas amostras de sangue, para estudar o perfil de anticorpos (Ig G e IgM) bem como, urina e esfregaços feitos na face interna na boca e gengivas, para identificar e isolar o próprio vírus nessas amostras.

Se o rash já ocorreu há mais de 3 semanas, já não é possível isolar o vírus nestas amostras e o diagnóstico é feito com base no perfil de anticorpos (Ig G e Ig M).

Qual a importância da Vacinação?

O Sarampo é uma doença em erradicação, uma vez que é uma doença cuja vacina está contemplada no Plano Nacional de Vacinação.

A identificação de bolsas importantes da população que não vacinam os seus filhos, por exemplo, por uma postura mais conservadora em relação à vacinação, faz surgir ciclicamente por todo o mundo surtos epidémicos, ainda que breves, desta doença.

A vacina contra o sarampo está incluída numa vacina combinada contendo vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica(papeira) e da rubéola, vacina tríplice ou VASPR. A primeira dose é administrada geralmente aos 12 meses, e recebe-se um reforço aos 5 anos, com o início da idade escolar.

As reacções pós-vacinais podem surgir em cerca de 5 a 15 % dos casos, com febre superior a 39,4ºC, com início entre o 5º e o 12º dia após administração da vacina. A febre dura geralmente de 1 a 2 dias (até 5 dias). Em 5% dos vacinados, pode surgir exantema transitório, associado ou não a febre.

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publicado às 13:42



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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