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Rastreio de prevenção e diagnóstico das doenças da Tiroide (II)

por Laboratórios Germano de Sousa, em 14.10.14

As doenças da Tiroide – Hipotiroidismo e Hipertiroidismo

O hipotiroidismo é uma das doenças da Tiroide e resulta da produção insuficiente ou mesmo ausente de hormonas tiroideias. Este défice de produção de hormonas tiroideias pode decorrer de uma possível remoção cirúrgica da glândula ou de doenças inflamatórias ou imunológicas. Os principais sintomas que os pacientes apresentam são o cansaço, a obstipação, o aumento de peso, a secura da pele, a dificuldade de concentração ou memorização, a intolerância ao frio e a queda de cabelo.

Um valor de TSH diminuído pode indica que o paciente apresenta um excesso de produção de hormonas T3 e T4. Em raras situações, este resultado pode ser motivado por uma lesão da hipófise que impede que esta esteja a produzir quantidades adequadas de TSH.

 

O hipertiroidismo é uma doença provocada pelo excesso de hormonas tiroideias em circulação no organismo. Os indícios geralmente manifestados pelo doente são ansiedade e irritabilidade, cansaço, taquicardia, insónias e falta de ar. A causa mais frequente de hipertiroidismo é a doença autoimune, causada por anticorpos dirigidos contra as estruturas da Tiroide, que podem ser responsáveis pela destruição desta glândula. Um exemplo destas doenças é o bócio multinodular tóxico, distúrbio relativamente frequente, no qual existem muitos nódulos na Tiroide.

O hipertiroidismo pode ser controlado através de tratamento recorrendo a medicamentos que fazem com que a Tiroide pare de produzir hormonas tiroideias. Um dos tratamentos comuns é através de radio iodo que destrói o tecido da Tiroide, ou também a cirurgia para a remoção total ou parcial da Tiroide.

Mesmo registando altos ou baixos níveis, uma TSH anormal indica um excesso ou uma deficiência na quantidade de hormona tiroideia disponível no organismo, mas não indica qual a razão de tal alteração. Um resultado anormal de TSH deve ser acompanhado da realização de testes complementares, de forma a investigar a causa do aumento ou da diminuição dos níveis de TSH.

As doenças tiroideias são muito comuns, mas são mais frequentes nas mulheres que nos homens. O rastreio através da análise ao TSH permite prevenir e diagnosticar atempadamente problemas na Tiroide e para os doentes que já apresentem alguma patologia nesta glândula constitui uma ferramenta de monitorização dos níveis de TSH.

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publicado às 19:11


2 comentários

De Júlio a 11.11.2014 às 23:24

Indicam no vosso texto que o rastreio através da análise ao TSH permite prevenir e diagnosticar atempadamente problemas na Tiróide. A análise à TSH está incluída no plano normal/base de análises clínicas ou deve ser incluída especialmente pelo médico?

De Laboratórios Germano de Sousa a 13.11.2014 às 17:32

Boa tarde,

A determinação da TSH, permite muito precocemente, detectar a presença de hino ou hipertiroidismo. A TSH é uma Hormona muito sensível à diminuição ou aumento das hormonas tiroideias às quais reponde por um mecanismo de feed back negativo. Ou seja, se existe um hipotiroidismo (por hipoprodução da glândula tiroideia de FT3 e FT4), a TSH responde logo, aumentando os seus níveis circulantes, na tentativa de aumentar a FT3 e FT4. Por outro lado, se existir um Hipertiroidismo (com aumento de produção pela mesma glândula tiroideia de FT3 e FT4), a TSH (produzida da hipófise), responde logo com uma diminuição da sua produção, na tentativa de diminuir o estimulo à Glândula tiroideia.
Logo, em resumo, sim a TSH é muito sensível e é um bom método de rastreio para patologias da Tiroide.

A TSH é comparticipada pelos sistemas de saúde públicos e pelas seguradoras. Neste caso terá de recorrer a um Médico para trazer uma prescrição médica e poder usufruir do desconto. Se não trouxer prescrição médica, poderá sempre fazê.la a preços particulares.

Muito Obg e melhores Cumprimentos

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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