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Síndrome de HELLP

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.10.15

A gravidez é um fenómeno natural e fisiológico para a mulher, no entanto, durante este período podem ocorrer alguns problemas que coloquem em risco a saúde materna. Uma destas complicações é a Pré-Eclâmpsia, que se não for diagnosticada atempadamente pode progredir para a Síndrome de HELLP.

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que ocorre no início da gravidez e é caraterizada por um aumento da tensão arterial, designada por hipertensão de novo, pela libertação de proteínas na urina e pelo aparecimento de edemas. São várias as complicações maternas que podem decorrer da Pré-Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão após a gravidez e descolamento prematuro de placenta. A sua prevalência em Portugal atinge os 2%.

Algumas grávidas apresentam maior propensão à Pré-Eclâmpsia, registando-se situações mais frequentes nas primeiras gravidezes, nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada. Após o nascimento do bebé a pressão arterial da mãe deve ser vigiada nas primeiras 48 horas a seguir ao parto, devendo ser também monitorizada pelo médico assistente durante mais algum tempo, consoante a situação clínica.  

O tratamento para a Síndrome de HELLP passa pela realização do parto o mais rapidamente possível. O médico assistente pode induzir o trabalho de parto com agentes específicos ou programar uma cesariana antecipada ou optar por colocar a gestante em repouso absoluto, ingerindo líquidos e monitorizando a evolução da gravidez, dando ao feto tempo para se desenvolver. O médico pode ainda administrar medicamentos para controlar ou prevenir complicações como pressão sanguínea alta ou convulsões.

Não existe forma de prevenção da Síndrome de HELLP. No entanto, o diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de sobrevivência da mãe e do feto. Desta forma, torna-se importante que a gestante informe imediatamente o médico assistente sobre qualquer sintoma, convulsão ou dor abdominal.

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publicado às 15:49



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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