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Surto de Legionella

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.11.14

O que é um surto?

É um termo epidemiológico para designar um número de casos de infeção acima do normal em doenças infecto-contagiosas ou de saúde pública.

O surto ocorre em locais circunscritos (instituições, escolas, domicílios, cozinhas coletivas, edifícios, bairros ou comunidades) associado à hipótese de que tiveram, um fator comum entre eles:

  • A mesma fonte de infeção ou contaminação;
  • O mesmo fator de risco;
  • O mesmo quadro clinico;
  • Ocorrência em simultâneo.

Devo estar preocupado com este surto?

O surto está relacionado com três freguesias no sul do Concelho de Vila Franca de Xira: Vialonga, Forte da Casa e Povoa de Santa Iria.

Se reside ou esteve na área delineada e apresenta os sintomas descritos deverá entrar em contacto com o seu médico assistente ou contactar a Linha de Saúde 808 24 24 24 disponibilizada para o efeito.

Que medidas preventivas devo tomar?

A Direcção Geral de saúde aconselha, nas zonas afetadas, que se tomem medidas preventivas: preferir banhos de imersão a banhos de chuveiro, evitar o uso de água quente e a grande pressão.

Como medida de prevenção as cabeça do duche devem ser desinfetadas por imersão em solução de água com lixívia, durante 30 minutos, uma vez por semana.

Nos termoacumuladores a água deve estar regulada para 75ºC.

Evitar também saunas, hidromassagens e jacuzzis.

A água da torneira pode ser bebida e utilizada para cozinhar.

Diagnóstico

Geralmente, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar a bactéria (presente nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado período de incubação que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias.

Os sintomas apresentados não são específicos e são comuns a outras patologias como astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça. No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias, enquanto que perante a manifestação mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.

A maioria dos pacientes com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave, que é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objetivo e por exames laboratoriais.

Existem vários exames laboratoriais para detetar a Legionella. O mais comum e mais usado é a deteção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos, sendo assim de execução rápida, bastante sensível e específico. Um teste de urina positivo para a Legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.

Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários como o crescimento da bactéria Legionella, em meios de culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expetoração e outros) e avaliação da presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue, colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).

Tratamento

O tratamento da Legionella pneumophila  é realizado com recurso a antibióticos, não existindo vacina de prevenção. Geralmente o paciente passa por um período de internamento, uma vez que a pneumonia constitui a manifestação clínica mais expressiva da infeção e surge habitualmente de forma aguda e pode, nos casos mais graves, conduzir à morte.

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publicado às 18:30



Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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