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Despiste do Carcinoma Gástrico – CA 72-4 e Biópsia

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.10.17

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O Carcinoma Gástrico, habitualmente, não se torna sintomático até que exista doença extensa. Os sintomas precoces são inespecíficos, como perda de peso, náuseas, vómitos, anorexia e fadiga.

Níveis séricos de CEA e CA 19-9 encontram-se frequentemente elevados em casos clínicos de Carcinoma Gástrico, no entanto apenas um terço dos pacientes apresenta níveis anormais. O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o CA 72-4 é específico para despiste dos casos clínicos de Carcinoma Gástrico e para acompanhar a evolução e resposta a tratamentos. O valor de referência é de 6,9 U/ml e a taxa de falsos positivos é cerca de 2%. Existe uma correlação entre o estágio da doença e os níveis séricos de CA 72-4. Após a cirurgia, os níveis de CA 72-4 voltam ao normal e assim permanecem nos casos em que não existe mais tecido tumoral. Com a combinação dos marcadores tumorais CA 72-4 e CEA atinge-se uma sensibilidade de cerca de 72% no despiste desta neoplasia.

A Endoscopia Digestiva é igualmente um exame de despiste do Carcinoma Gástrico, cuja sensibilidade ronda os 85%, dado que permite realizar a biópsia de áreas suspeitas da mucosa gástrica e assim realizar uma avaliação histológica da lesão.

Com recurso a um tubo fino e iluminado, o gastroscópio, o médico observa diretamente o interior do estômago, tendo assim a possibilidade de remover algum tecido para a realização da Biópsia. O médico patologista clínico irá examinar o tecido ao microscópio de forma a despistar a presença de células cancerígenas.

 

 

 

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publicado às 13:59


CA 72 - 4 no despiste do Carcinoma Gástrico

por Laboratórios Germano de Sousa, em 22.06.17

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O Carcinoma Gástrico é o quarto tipo de cancro mais comum a nível mundial, precedido pelas neoplasias do pulmão, mama e colon-rectal. A taxa de incidência é superior em homens e aumenta com o avanço da idade, sobretudo a partir dos 50 anos. A maioria dos casos clínicos é registada em pacientes com idades compreendidas entre os 55 e os 75 anos.

O Cancro Gástrico pode desenvolver-se em qualquer zona do estômago e metastizar rapidamente para outros órgãos como o pâncreas, fígado e baço. Tem geralmente origem nas zonas mais superficiais da parede gástrica, podendo alastrar, gerando tipologias diferentes:

 

  • Carcinoma Invasivo: aumenta dentro da parede gástrica e ao atravessá-la metastiza rapidamente para outros órgãos, através das vias linfática e sanguínea;
  • Carcinoma Ulceroso: desenvolve-se como uma lesão na parede gástrica, cuja aparência é semelhante à da úlcera gástrica;
  • Carcinoma Polipoide: desenvolve-se até à entrada da cavidade gástrica, adotando uma forma poliposa.

 

A etiologia do Carcinoma Gástrico é multifatorial, podendo estar associada a hábitos alimentares e à infeção gástrica pela bactéria Helicobacter Pylori. A infeção por Helicobacter Pylori produz uma gastrite crónica ativa que na presença de outros fatores adicionais pode originar Carcinoma Gástrico.

A maioria dos pacientes com este carcinoma são assintomáticos ou apresentam sintomas vagos e inespecíficos, o que contribui para um diagnóstico tardio.

O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o CA 72-4 é específico para despiste dos casos clínicos de Carcinoma Gástrico e para acompanhar a evolução e resposta a tratamentos. A partir de uma colheita simples de sangue e respetiva análise através do método de Eletroquimioluminescência, o ensaio do CA 72-4 deteta um antígeno mucina-símile-TAG 72 que possui uma molécula mucina-símile complexa, de alto peso molecular, associada ao adenocarcinoma humano. O valor de referência é de 6,9 U/ml e a taxa de falsos positivos é cerca de 2%. Níveis elevados podem igualmente ser encontrados em pacientes com doenças gastrointestinais benignas como pólipos, diverticulite, cirrose hepática e pancreatite e doenças reumáticas.

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publicado às 15:02


Cancro do Pulmão - CYFRA 21-1 no despiste da Neoplasia Pulmonar

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.17

 

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As células do pulmão são responsáveis pela formação do tecido pulmonar, reproduzindo-se e gerando novas células e quando danificadas ou ao envelhecer, morrem naturalmente. Quando perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma, tornam-se células cancerígenas, que não morrem quando envelhecem ou se danificam e produzem novas células, não necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um carcinoma.

O carcinoma do pulmão é a primeira causa de morte por doença oncológica nos países ocidentais. O tabagismo é o principal fator de risco, sendo em indivíduos fumadores 15 vezes superior ao dos não fumadores.

As duas principais tipologias de carcinomas do pulmão são de pequenas células (CPPC) e de não pequenas células (CPNPC), dependendo do formato das células ao microscópio, que se comportam de forma distinta no que respeita à forma como se desenvolvem e metastizam. O cancro do pulmão de pequenas células representa cerca de 12% a 15% dos carcinomas pulmonares e está relacionado com o tabagismo. Por norma regista um crescimento mais rápido e tem elevada probabilidade de metastizar para outros órgãos. O cancro do pulmão de não pequenas células é o mais comum e geralmente cresce e metastiza de forma mais lenta, comparativamente ao cancro de pequenas células. Apresenta três tipologias, de acordo com as células que o compõem: carcinoma de células escamosas ou epidermoide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.

As manifestações iniciais de neoplasia pulmonar são muitas vezes heterogéneas e atípicas, o que se pode traduzir num diagnóstico tardio. Detetar a doença num estádio passível de tratamento prolongando a esperança de vida e reduzindo a mortalidade é o objetivo do diagnóstico.

O marcador sérico CYFRA 21-1 é um fragmento da citoqueratina 19, proteína do tecido epitelial, que permite separar doenças benignas pulmonares de doenças malignas com uma especificidade de 95%, sendo também o marcador de eleição para o carcinoma do pulmão de não pequenas células.

Níveis séricos elevados de CYFRA 21-1 apontam para a presença de um tumor num estádio avançado, enquanto um valor constante ou uma diminuição ligeira indica remoção incompleta de um tumor ou a presença de múltiplos tumores.

O CYFRA 21-1 é igualmente um valioso marcador para monitorizar a resposta dos pacientes a terapias citotóxicas, como a Quimioembolização transarterial e radiação interna seletiva nos casos clínicos de cancro hepático.

Uma terapêutica bem-sucedida é confirmada por uma descida rápida do nível sérico de CYFRA 21-1 para o intervalo normal.

 

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publicado às 14:57


Antigénio CA 125 no despiste do Carcinoma Epitelial do Ovário

por Laboratórios Germano de Sousa, em 13.04.17

 

 

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O Carcinoma Epitelial do Ovário regista a taxa de mortalidade mais elevada comparativamente com as restantes neoplasias invasivas do aparelho genital feminino, com elevado ratio mortalidade/incidência.

O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o antigénio CA 125, proteína presente em grande parte das células do Carcinoma Epitelial do Ovário, é o exame preferencial. 

O organismo produz naturalmente pequenas quantidades de CA 125, pelo que a presença desta proteína na corrente sanguínea pode não significar a presença de um Carcinoma.

Algumas situações podem elevar moderadamente os níveis deste marcador, como a menstruação, gravidez ou inflamação pélvica.

Os níveis de CA 125 são medidos na corrente sanguínea das pacientes a partir de uma colheita simples de sangue e estão geralmente elevados, acima de 30 U/ml, em 50% dos carcinomas estádio clínico I, em 90% dos estádios clínicos II e em 83% dos carcinomas do ovário em geral.

Em mais de 80% das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário registam-se valores elevados, mas estes podem igualmente surgir em casos clínicos de tumores malignos e benignos do ovário, carcinomas do endométrio, da mama, do pulmão, da bexiga, hepatocarcinoma e linfoma não-Hodgkin. Algumas situações ginecológicas não malignas como endometriose, quistos hemorrágicos ovarianos, menstruação, doença inflamatória pélvica aguda e o terceiro trimestre de gestação podem estar na origem de níveis elevados de CA 125.

O recurso mais comum para a concentração sérica do CA 125 é na monitorização das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário diagnosticado. Os níveis séricos deste marcador tumoral fornecem informação determinante sobre a resposta ao tratamento inicial, tal como durante os restantes tratamentos e na deteção de recaídas.

 

 

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publicado às 12:46


Antigénio CA 19-9 no despiste do Carcinoma Pancreático

por Laboratórios Germano de Sousa, em 08.03.17

O Carcinoma Pancreático compreende cerca de 3% de todos os cancros e é a segunda neoplasia maligna mais frequente no tubo digestivo, após o cancro do cólon e a quinta causa de morte mais frequente por cancro. A incidência desta neoplasia ocorre maioritariamente entre os 55 e 74 anos, sendo tanto os indivíduos do sexo masculino como feminino igualmente afetados.

O exame anátomo-patológico de uma amostra do tumor, com recurso à biópsia, é o principal método no diagnóstico do Carcinoma Pancreático e o Antigénio CA 19-9 é o marcador tumoral a que geralmente a medicina laboratorial recorre para o acompanhamento da evolução da neoplasia no doente. Um resultado laboratorial de CA 19-9 não leva a suspeitar unicamente de carcinoma no pâncreas. O Antigénio CA 19-9 não é específico como teste de diagnóstico, dado que pode estar elevado em doenças benignas como a pancreatite, colangite (inflamação das vias biliares) e doenças inflamatórias intestinais.

O Antigénio CA 19-9 está por norma elevado no soro de pacientes diagnosticados com Carcinoma Pancreático. A Medicina Laboratorial recorre a este antigénio para determinar a resposta do tumor à terapêutica, para decidir se o tratamento deve ou não ser alterado, ou para verificar a necessidade de realização de testes complementares.

Valores baixos de CA 19-9 podem ser detetados em pacientes que estão a responder positivamente à terapêutica ou podem estar presentes em indivíduos saudáveis. São valores comuns em indivíduos sem a doença ou que estão a responder positivamente à terapêutica da neoplasia ou ainda que respondem à terapêutica de outras doenças benignas que registam valores baixos durante a resposta às terapêuticas temporárias.

O Carcinoma Pancreático inicialmente fornece poucos sinais de presença da neoplasia, pelo que no momento em que o paciente apresenta sintomas e níveis significativamente elevados de CA 19-9, o cancro está geralmente num estádio já bastante avançado.

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publicado às 17:12


Número Verde

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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