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"Teste Pré Natal Harmony" - Pt2

por Laboratórios Germano de Sousa, em 27.07.16

 

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publicado às 17:01


"Teste Pré Natal Harmony" - Pt1

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.07.16

 

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publicado às 16:38


Doenças Sexualmente Transmissíveis - 2016

por Laboratórios Germano de Sousa, em 16.06.16

1ª parte do programa Especial Saúde subordinado ao tema: “Doenças Sexualmente Transmissíveis”

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publicado às 17:39


Tratamento da Toxoplasmose na Gestação

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.06.16

O rastreio da Toxoplasmose deve ser realizado no período pré-natal, permitindo assim evitar graves complicações para o feto. O conhecimento do estado imunitário da gestante é igualmente importante, já que permite informar adequadamente a mulher sobre os cuidados que deverá ter durante a gravidez.

Os riscos da Toxoplasmose na gravidez são mais elevados, nas situações em que a gestante nunca teve contacto com o parasita, pois caso seja infetada ao longo da gestação, poderá transmiti-la ao feto, o que pode acarretar consequências muito graves. Durante os três primeiros meses de gestação, o risco do feto ser infetado é baixo, mas o risco de surgirem lesões é mais elevado, como por exemplo aborto espontâneo, atraso no desenvolvimento corporal e mental e situações de cegueira e surdez.

O risco para o feto depende da imunidade materna no momento da parasitémia e está relacionado com a idade gestacional em que a infeção ocorre: quando a infeção materna ocorre no último trimestre, a transmissão ao feto é mais frequente, mas a doença do recém-nascido é geralmente subclínica. Nas situações em que a infeção ocorre no início da gravidez, a transmissão fetal é menos frequente, mas a doença no recém-nascido é mais grave.

As gestantes que não apresentem imunidade à Toxoplasmose devem ter alguns cuidados básicos como sejam lavar muito bem os legumes e as frutas antes de os ingerir, cozinhar bem a carne e lavar cuidadosamente as mãos depois de a preparar e em situações de contacto direto com gatos, evitar o contato com as fezes.

O diagnóstico da Toxoplasmose é realizado através de testes serológicos, baseados na pesquisa e doseamento dos anticorpos das classes IgM e IgG, produzidos pelo organismo em resposta a um agente infeccioso.

Uma vez estabelecido o diagnóstico e instituída a terapêutica, a gestante deve ser referenciada para a vigilância do envolvimento fetal. No tratamento da Toxoplasmose na gravidez, a medicina recorre ao uso de antibióticos para reduzir o risco de transmissão do vírus ao feto. Os antibióticos que podem ser utilizados são a Espiramicina no primeiro trimestre de gestação ou a combinação de sulfadiazina, pirimetamina no segundo e terceiro trimestre de gestação.

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publicado às 18:09


Exames Serológicos no diagnóstico da Toxoplasmose

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.05.16

 

 

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A Toxoplasmose é uma grave infeção que, durante a gravidez, pode ser transmitida para o feto através da placenta. A infeção pelo Toxoplasma Gondii poderá ter repercussões ao nível do feto, podendo provocar situações clínicas de morbilidade e em alguns casos de mortalidade. Estas consequências dependem do momento em que teve início a infeção, mas a gravidade das lesões é mais elevada quando a infeção é adquirida durante o primeiro trimestre.

O diagnóstico da Toxoplasmose é realizado através de testes serológicos, baseados na pesquisa e doseamento dos anticorpos das classes IgM e IgG, produzidos pelo organismo em resposta ao agente infeccioso. Os anticorpos IgM são geralmente os primeiros a ser produzidos como resposta a uma infeção e são detetados no espaço de uma a duas semanas após a exposição inicial ao vírus. Estes permanecem por um período de tempo mais reduzido, normalmente desaparecem entre três a seis meses após a infeção, enquanto os anticorpos IgG predominam por períodos mais longos, por vezes durante toda a vida do ser humano. Assim, a presença de anticorpos IgM é indicativa de infeção recente e a presença de IgG aponta para a existência de uma infeção crónica.

Na interpretação de resultados, a gestante que apresente IgG positivo e IgM negativo revela que está imune à infeção pelo Toxoplasmosa gondii e não é necessário repetir as análises clínicas. No entanto, se o teste for negativo tanto para IgG como para IgM, a gestante não está protegida, devendo ser informada quanto às medidas de precaução a tomar. Nestas situações, deverão ser realizados novos testes ao longo da gravidez, um em cada trimestre. A presença de IgG e IgM positivo deve ser considerada como indício de uma infeção em actividade, exigindo um segundo teste serológico.

Para estabelecer com maior precisão o início da infeção pelo Toxoplasma Gondii, a medicina laboratorial recorre à determinação da Avidez das IgG específicas, teste que permite distinguir os anticorpos de fraca avidez, produzidos durante a infeção recente, dos anticorpos com forte avidez, indicativos da presença de uma infeção mais antiga. A avidez é a capacidade do anticorpo IgG se ligar ao antigénio e sua força de ligação dependerá do tempo de exposição ao antigénio. À medida que a resposta imunológica se vai fortalecendo com o tempo, os anticorpos da classe IgG vão apresentando avidez cada vez maior, isto é, a avidez dos anticorpos aumenta no decurso da resposta imunitária, pois quanto mais elevada for a avidez mais antiga é a infeção. A Avidez das IgG específicas é o exame mais indicado para confirmar se uma gestante que também apresente anticorpos anti-toxoplasma da classe IgM, está ou não imune, uma vez que, quanto mais alta for a avidez mais antiga é a infeção.

A Avidez das IgG é um teste de exclusão que deve ser obrigatoriamente efetuado em situações clínicas de grávidas com IgG e IgM positivas, quando a vigilância se inicia no primeiro trimestre da gravidez.

 

 

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publicado às 18:26


Rastreio da Toxoplasmose na vigilância Pré-Natal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.03.16

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As infeções do grupo TORCH (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes vírus) são infeções comuns, no entanto, adquirem uma importância substancial quando ocorrem no decurso de uma gravidez. Os eventuais impactos sobre a saúde fetal, dependendo do período gestacional em causa, colocam o despiste desta infeção no contexto do rastreio pré-natal das infeções congénitas.

A Toxoplasmose, uma infeção causada pelo Toxoplasma Gondii (um parasita cujo hospedeiro definitivo são os gatos), pode afetar inúmeras mulheres a nível mundial, raramente causando doença.

No ser humano, o contágio com o Toxoplasma Gondii ocorre geralmente por via oral, na sequência do contacto com dejetos de gatos ou pela ingestão de carne de vaca, porco ou borrego (que tal como o homem, são hospedeiros intermediários) que não tenha sido devidamente cozinhada. No entanto, a doença não é transmissível de pessoa para pessoa.

O quadro clínico de uma infeção por Toxoplasma Gondii corresponde aos de um síndrome febril com calafrios, dor muscular e sinais de atingimento hepático. Na gravidez é uma infeção, que embora geralmente assintomática para a mãe, pode ser muito perigosa para o feto. A transmissão transplacentária, que ocorre apenas quando a gestante sofre infeção primária por T. Gondii durante a gravidez, tem várias formas de apresentação: No caso da infeção ter ocorrido antes da conceção (oito ou mais semanas antes) o risco de contaminação fetal é extremamente baixo. O risco de transmissão transplacentária aumenta ao longo da gravidez, passando de 15% nos primeiros três meses para 60% no último trimestre. No entanto o risco de morte fetal e/ou de lesões graves é inversamente proporcional à idade gestacional.

O rastreio da Toxoplasmose deve ser realizado no período pré-natal, através de uma colheita simples de sangue a partir de uma veia do antebraço materno. A pesquisa de anticorpos específicos através de testes serológicos constitui o método habitualmente utilizado para a confirmação do diagnóstico e ou imunidade para a Toxoplasmose. São frequentemente utilizados testes de imunofluorescência indireta ou testes imunoenzimático (ELISA) detetando anticorpos da classe IgG e IgM. O diagnóstico de infeção aguda é feita pela demonstração da presença isolada de anticorpos IgM permitindo avaliar o risco de transmissão para o feto. Os anticorpos IgG, no caso da infeção aguda, aumentam após duas semanas do início da infeção.

As gestantes que revelem imunidade na consulta pré-natal ou em situações de gravidez anterior, não necessitam de repetir o exame durante a atual gravidez. A maioria das mulheres desenvolve imunidade ao longo da vida, mas em situações de infeção durante a gravidez, o feto poderá ser infetado e poderá desenvolver complicações graves como cegueira ou atraso mental. Para evitar o contágio por Toxoplasmose, a gestante deverá redobrar os cuidados de higiene e evitar o consumo de carne crua ou mal passada e de todo tipo de alimentos crus, mal cozinhados ou mal lavados.

Para as gestantes que não apresentaram imunidade, devem efetuar o rastreio da Toxoplasmose a cada três meses, de forma a possibilitar a realização de um diagnóstico precoce.

 

 

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publicado às 17:49


Rastreio da Sífilis na vigilância Pré-Natal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 12.02.16

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A Sífilis é uma Doença Sexualmente Transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum, que quando não tratada adequadamente e atempadamente pode causar lesões graves no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular, podendo mesmo ser fatal para o doente.

Esta doença manifesta-se em três fases: primária, secundária e terciária ou latente sendo que nas duas primeiras fases é extremamente contagiosa. O período latente da Sífilis dura em média cerca de três semanas após a infeção. O Treponema pallidum infeta o paciente através de lesões microscópicas nas mucosas durante a relação sexual e dissemina-se por todo o organismo não existindo sintomas associados à disseminação generalizada durante este período. A Sífilis Primária ocorre geralmente três semanas após a infeção até aproximadamente três meses e os doentes manifestam úlceras indolores (cancro duro) localizadas no ponto de exposição à bactéria, como lesões na região perianal, na cavidade oral e nos genitais externos. Se o doente permanecer sem tratamento a doença pode evoluir para a Sífilis Secundária que ocorre habitualmente 1,5 meses após a infeção e se a lesão da Sífilis primária ainda persistir, desenvolve-se simultaneamente. A Sífilis Terciária pode ocorrer em cerca de 1/3 dos doentes de Sífilis não tratados e caracteriza-se pela inflamação em alguns órgãos.

Além de transmissível por contacto sexual, a Sífilis é igualmente transmitida pela placenta da mãe para o feto, durante a gestação, designando-se por Sífilis Congénita. Os riscos da Sífilis na gravidez estão relacionados com a possibilidade da mãe infetar o feto através da placenta, principalmente se a Sífilis estiver na fase inicial onde é extremamente contagiosa. O contágio acarreta inúmeros riscos para o feto como risco de parto prematuro, baixo peso à nascença, e sequelas ao nível da audição, visão, e sistema neurológico.

A Sífilis é atualmente um grave problema de saúde pública, pois caso a gestante não seja devidamente acompanhada ou realize o tratamento de forma inadequada graves patologias podem afetar o feto. Assim, o rastreio Pré-Natal é bastante importante e o tratamento durante a gravidez diminui as complicações fetais e neonatais que estão associadas a esta doença.

O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é o exame laboratorial ao sangue mais comum e sensível no despiste da Sífilis. É realizado através de uma colheita de sangue simples. Deve ser realizado no início do Pré-Natal e repetido no terceiro trimestre, mesmo que o resultado seja negativo, uma vez que o feto pode ficar com problemas neurológicos se a mãe estiver infetada com Sífilis.

O resultado do teste VDRL apresenta-se como reativo ou não reativo. A interpretação dos valores obtidos no exame VDRL é realizada em diluições, em que 1/4 significa que o anticorpo da Sífilis foi identificado até 4 diluições e 1/32 significa que se pode identificar o anticorpo da Sífilis se o sangue for diluído 32 vezes. Quanto maior a diluição, mais positivo é o resultado.

Se o resultado for não reativo, significa que o paciente nunca entrou em contacto com a bactéria causadora da Sífilis. Um resultado reativo indica que o doentepode ter Sífilis. Neste caso o teste tem de ser confirmado por outro teste serológico mais específico. O resultado pode surgir como reativo devido a doenças como a Hepatite, Asma, Cancro e Doenças Autoimunes, originando assim um resultado falso-positivo.

Com um resultado positivo durante a gestação, a grávida pode transmitir a doença para o feto através da placenta, se o tratamento não for corretamente seguido. Em caso de diagnóstico de Sífilis na gestante, o exame VDRL deve ser realizado todos os meses até ao final da gravidez para confirmar que a bactéria causadora da Sífilis é erradicada do organismo.

 

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publicado às 13:42


Anomalias nos níveis de Glicemia e Diabetes Gestacional

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.16

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A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e pela incapacidade do organismo em metabolizar a glicose proveniente dos alimentos. A quantidade de glicose presente no sangue é designada de Glicémia. A Diabetes Gestacional é considerada a intolerância à glicose, ou também chamados hidratos de carbono, e é diagnosticada ou confirmada pela primeira vez durante a gravidez. 

O diagnóstico da Diabetes Gestacional é feito às mulheres grávidas que apresentam excesso de açúcar (hiperglicémia) no sangue, no decurso da gravidez, através do rastreio que é realizado a todas as grávidas no período pré-natal, entre as 24 e 28 semanas de gestação. Surge durante a gravidez e desaparece geralmente quando concluído o período de gestação e requer total acompanhamento do médico assistente, uma vez que após deteção de hiperglicémia, a grávida deve seguir uma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas tanto para a mãe como para o feto. Nas gravidezes em que é detetada a Diabetes Gestacional, as mulheres devem seguir todas as diretrizes do médico assistente, de forma a evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde, no período pós-parto.

O diagnóstico da Diabetes durante a gravidez tem um impacto significativo em vários aspetos da saúde materno-infantil, como por exemplo quanto mais precocemente for detetado e iniciado o controlo metabólico menor será a probabilidade de morbilidade materna e mortalidade perinatal. De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes as “mulheres com antecedentes da Diabetes Gestacional constituem um grupo de risco aumentado para o desenvolvimento da diabetes, principalmente tipo 2 e da Diabetes Gestacional em futura gravidez, devendo por isso ser submetidas a uma reavaliação glicémica após o parto.” Simultaneamente, estudos revelam que existe uma forte relação entre obesidade e hiperglicemia durante a gravidez e a possibilidade dos filhos virem a desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 em fases tardias da vida.

O diagnóstico da Diabetes Gestacional envolve duas fases distintas: Glicemia em Jejum (realizada na primeira consulta de vigilância Pré-Natal) e Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) às 24-28 semanas de gestação. Quando os valores da Glicémia em jejum, são iguais ou superiores a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) e inferiores a 126 mg/dl (7,0 mmol/L) confirma-se o diagnóstico da Diabetes Gestacional, não sendo necessária a realização do teste de PTGO. Caso o valor seja inferior a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) implica a realização da Prova de Tolerância Oral à Glucose com sobrecarga de 75 g de glucose, exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina. Para realizar a Prova de Tolerância Oral à Glucose a grávida deve permanecer em jejum pelo menos 8 horas e nunca mais de 14 horas. É realizada uma colheita simples de sangue após 1 hora de repouso após a ingestão de um líquido açucarado a que foi adicionado de 75 g de glicose.

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publicado às 18:37

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No decurso da gravidez, ocorrem diversas alterações hormonais associadas a um aumento de resistência à insulina, produzida pelo pâncreas, podendo surgir, deste modo, a chama Diabetes Gestacional. As principais hormonas envolvidas na resistência são o estradiol, a prolactina, o lactogénio placentário humano (hPL), o cortisol e a progesterona. Os diferentes fatores de risco para a Diabetes Gestacional, são grávidas com idade superior a 35 anos, a obesidade materna, multiparidade, hábitos alimentares desadequados, fatores de suscetibilidade genética e o sedentarismo e Diabetes Gestacional em gravidez anterior.

No final do 2º trimestre e durante todo o 3º da gravidez, ocorre uma resistência à insulina fisiológica, por diminuição do número de recetores de insulina, diminuindo a captação de glicose pelas células.

O controlo da glicemia durante a gravidez diminui a ocorrência de complicações maternas e a morbilidade perinatal, nomeadamente o excesso de peso ao nascimento, e o consequente risco de hipoglicémia. Este benefício é tanto maior quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico e iniciado o controlo metabólico. Na primeira visita pré natal deve ser pedida uma glicemia em jejum como estratégia de deteção e diagnóstico de anomalias do metabolismo da glicemia, no decurso da gravidez. A Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) nunca deve ser pedida como rotina antes das 24-28 semanas.

O rastreio da Glicemia Plasmática em Jejum é realizado a partir de uma simples colheita de sangue e é recomendado o jejum da gestante (nenhum alimento sólido ou líquido, com exceção de água) durante 8 horas antes da recolha do sangue, que poderá ser realizada a qualquer hora. Caso o resultado seja igual ou superior a 92 mg/dl e inferior a 126 mg/dl, permite o diagnóstico da Diabetes Gestacional, não sendo necessária a realização da Prova de Tolerância Oral à Glucose (PTGO).

Se o resultado da Glicémia em Jejum for inferior a 92 mg/dl implica a realização, entre as 24-28 semanas de gestação, da PTGO com sobrecarga oral de 75g de glucose, exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina.

Nesta prova os critérios para diagnóstico de diabetes gestacional, são a confirmação de um ou de mais valores: i) às 0 horas, glicemia ≥ 92 mg/dl; i). à 1 hora, glicemia ≥ 180 mg/dl; iii) às 2 horas, glicemia ≥ 153 mg/dl.

Assim sendo, conclui-se que a pesquisa de alterações do metabolismo da glicose e o eventual diagnóstico de Diabetes Gestacional são da maior importância para uma vigilância da saúde materno-fetal adequada.

 

 

 

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publicado às 17:31


Teste de Coombs como parte integrante da rotina Pré-Natal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 22.01.16

O teste de Coombs, direto e indireto, integra a rotina Pré-Natal. O teste de Coombs direto visa detetar anticorpos ligados à superfície dos eritrócitos e é mais usado na investigação das anemias hemolíticas imunes. O teste de Coombs indireto permite detetar a presença de anticorpos livres (não ligados), dirigidos contra os eritrócitos, no plasma sanguíneo e é usado no diagnóstico pré-natal e para testar o sangue antes de uma transfusão sanguínea.

Durante a gravidez, o tecido que separa os vasos da placenta, onde circula o sangue do feto, do espaço onde circula o sangue materno, vai diminuindo de espessura permitindo trocas de sangue entre mãe e feto. Quando existe incompatibilidade entre o tipo de sangue (principalmente, grupos ABO ou RH) da mãe e do feto podem-se desenvolver complicações para o feto, como a doença hemolítica perinatal, situação responsável por uma morbilidade e mortalidade perinatal significativa. Esta resulta da passagem placentária de eritrócitos fetais para a circulação materna, portadores de antigénios de superfície diferentes dos maternos, geralmente de origem paterna. Quando existe uma das incompatibilidades possíveis (a mãe é RH negativo e o feto RH positivo ou a mãe é O e o feto é A ou B), os glóbulos vermelhos da mãe e do feto possuem antigénios de superfície diferentes. Os glóbulos vermelhos do recém-nascido são destruídos por anticorpos que atravessaram a placenta a partir do sangue materno e alcançam a circulação sanguínea do feto, atacando e destruindo os glóbulos vermelhos fetais, provocando anemia, entre outras complicações.

O teste de Coombs indireto permite assim determinar se, em algum momento, a mãe produz anticorpos contra o feto. Realizado a partir de uma colheita de sangue venoso do antebraço da mãe, vai detectar a presença no soro de anticorpos antieritrocitários, nomeadamente anti-D, mas também de outros anticorpos antieritrocitários que, apesar de muito raros, podem originar quadros de doença hemolítica perinatal.

Um resultado positivo do teste de Coombs indireto indica isoimunização (nomeadamente, incompatibilidade Rh com o feto), estando assim em circulação anticorpos contra os glóbulos vermelhos fetais e podendo o feto desenvolver a doença hemolítica perinatal. Estes casos requerem acompanhamento especializado durante toda a gestação. Estudos realizados consideraram que a administração de Imunoglobulina (Ig) anti-D às 28 semanas de gestação em mulheres Rh negativo é uma intervenção eficaz na prevenção da doença hemolítica perinatal, reduzindo o risco de isoimunização de 2 para 0,1%.

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publicado às 16:50


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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