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O Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa acaba de criar a campanha de solidariedade “Dê uma mão às nossas crianças”, convidando todos os seus utentes e colaboradores a contribuir para a felicidade de crianças com doença oncológica. A acção “Dê uma mão às nossas crianças” by Germano de Sousa tem como objectivo angariar fundos para a Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro, Instituição Particular de Solidariedade Social fundada em 1994 cuja missão é a promoção da qualidade de vida na área da oncologia pediátrica.

Para participar e contribuir para esta causa, basta dirigir-se ao Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa da Avenida de Roma (Avenida de Roma 45A, entre o Frutalmeidas e a Polana, a 10 metros da saída da estação Roma do metropolitano de Lisboa) e tirar uma fotografia da sua mão no espaço destinado a esta acção.

A fotografia, símbolo do seu apoio, deverá ser posteriormente publicada na página de Facebook da campanha “Dê uma mão às nossas crianças” by Germano de Sousa – https://www.facebook.com/GermanoDeSousaSolidario/ - e para validar o seu contributo, todos os participantes deverão efectuar “Like” na página. Poderá ser também solicitada a ajuda de um dos colaboradores para tirar a fotografia e proceder à respectiva publicação.

Por “cada mão publicada”, a Acreditar recebe 0,50€ dos Laboratórios Germano de Sousa.

Laboratório de referência na área da Patologia Clínica em Portugal e com investigação na área das doenças oncológicas, o Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa ao criar a campanha “Dê uma mão às nossas crianças” a decorrer no mês de Março, todos os dias úteis das 7h30 às 18h30 e todos os Sábados das 9h às 13h está a contribuir para que os dias das nossas crianças sejam mais felizes.

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publicado às 16:54


Exames Serológicos no diagnóstico da Sífilis

por Laboratórios Germano de Sousa, em 25.02.16

A Sífilis é uma infeção transmitida sexualmente que pode atingir a grávida e o feto em qualquer altura da gestação. No adulto quando não tratada, evolui de Sífilis primária para secundária e latente ou terciária. No feto a Sífilis é sempre secundária, devido à disseminação por via hematogénia, com manifestações sistémicas, semelhante à Sífilis secundária. O contágio da mãe para o feto através da placenta acarreta vários riscos para o feto como a possibilidade de parto prematuro, nado morto, baixo peso à nascença, e sequelas ao nível da audição, visão, e sistema neurológico. Assim, o diagnóstico Pré-Natal da Sífilis no início do Pré-Natal é determinante, bem como o tratamento durante a gravidez, nos casos de Sífilis, diminuindo as complicações fetais e neonatais que estão associadas a esta doença.

O diagnóstico serológico da Sífilis é realizado por rotina através de testes não treponémicos (VDRL) e testes treponémicos (FTA-ABS ou TPHA). Os testes são usados para diagnosticar a infeção por Treponema pallidum, a bactéria que provoca Sífilis e o rastreio está recomendado a todas as mulheres grávidas no 1º e 3º trimestre de gravidez.

O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é o exame de screening mais usado no diagnóstico. O resultado é semi-quantitativo e é dado em formas de diluição, isto é, um resultado 1/8 significa que o anticorpo foi identificado até 8 diluições e um resultado 1/64 revela que é possível detetar anticorpos mesmo após diluirmos o sangue 64 vezes. Quanto maior for a diluição em que ainda se deteta o anticorpo, mais positivo é o resultado. Tendo em consideração que o VDRL pode apresentar falsos positivos na presença de outras doenças que não a Sífilis, como Lúpus, Artrite Reumatoide ou até mesmo nas doenças hepáticas. O VDRL apresenta habitualmente um resultado positivo entre 4 a 6 semanas após a Infeção pela bactéria Treponema pallidum. Assim, se o teste for realizado um ou dois dias após o aparecimento da lesão da Sífilis, o VDRL pode ser falso negativo.

O FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) ou TPHA (Treponema pallidum hemaglutination assay) são testes confirmatórios mais específicos e sensíveis que o VDRL. A sua janela imunológica é mais curta, podendo apresentar um resultado positivo poucos dias após o aparecimento da doença. O FTA-ABS ou TPHA também apresentam menores taxas de falsos positivos que o exame VDRL.

No teste FTA-ABS, um resultado normal aponta para uma leitura negativa no que respeita à presença de anticorpos, significando que não há infeção com Sífilis e não existiu contacto anterior com a doença. Um resultado positivo significa que o indivíduo contraiu uma infeção por Sífilis. Este resultado mantém-se sempre positivo mesmo que exista diagnóstico anterior de Sífilis e que a doença tenha sido tratada com sucesso. Por esta razão, o FTA-ABS não pode ser utilizado para monitorar a eficácia dos tratamentos da doença.

Geralmente, o VDRL é utilizado como método de rastreio da Sífilis, enquanto o FTA-ABS é usado para confirmação. Na interpretação de resultados, podemos considerar:

  • VDRL Positivo e FTA-ABS Positivo - Confirmação da presença da doença Sífilis;
  • VDRL Positivo e FTA-ABS Negativo – Aponta para a existência de outra doença que não Sífilis;
  • VDRL Negativo e FTA-ABS Positivo - Indicam Sífilis na fase inicial ou já tratada ou na fase terciária;
  • VDRL Negativo e FTA-ABS Negativo – O paciente não sofre de Sífilis.

 

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publicado às 18:21


A Medicina Laboratorial no diagnóstico da infeção pelo vírus Zika

por Laboratórios Germano de Sousa, em 17.02.16

O Zika é um vírus da família Flaviviridae transmitido aos seres humanos através da picada de um mosquito infetado, sendo o principal vetor a espécie Aedes Aegypti.

A doença causada por este vírus é, regra geral, de intensidade ligeira e não provoca sintomatologia em cerca de 80% dos casos. O período de incubação varia entre 3 a 12 dias após a picada do mosquito e os sintomas que possam surgir são similares a outras infeções por arbovírus, como o dengue, e são febre, cefaleia, exantema, conjuntivite e dores musculares, manifestações estas, com durabilidade de cerca de 2 a 7 dias.

O período de incubação do Zika é reduzido, geralmente cerca de 5 dias, pelo que a sua deteção pode ser realizada no sangue, após o aparecimento da sintomatologia e na urina até 10 dias.

Os primeiros alertas mundiais surgiram em Maio de 2015, a propósito de vários casos ocorridos no Continente Americano, sobretudo Brasil, de síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica rara) e de microcefalia (alterações do desenvolvimento do cérebro e do crânio) em fetos e recém-nascidos de mães, que foram infetadas pelo vírus Zika nos dois primeiros trimestres da gravidez.

Laboratorialmente possuímos técnicas de diagnóstico molecular e imunológico, que nos permitem identificar o Zika em circulação na corrente sanguínea ou na urina e identificar os anticorpos após a exposição ao vírus. O diagnóstico de infeção pelo Vírus Zika é realizado através da deteção de RNA viral em amostras biológicas na fase aguda da doença, no sangue, até 5 dias após o aparecimento dos sintomas e na urina, líquido amniótico e tecidos fetais até 10 dias e ainda pela pesquisa e doseamento de anticorpos no soro. Os anticorpos IgM produzidos como resposta à infeção, podem ser detetados a partir do terceiro dia após o aparecimento da febre. É igualmente diagnosticado através da Reação de Amplificação de Polimerase (PCR), permitindo obter a sequência de ADN do vírus, verificar mutações e identificar estirpes.

Os resultados serológicos obtidos devem ser interpretados em articulação com os clínicos e de acordo com a possível exposição anterior do paciente a outras infeções por flavivírus.

Prevenção da infeção pelo vírus

  • Não existem vacinas para a prevenção da infeção pelo vírus Zika;
  • A principal medida de prevenção consiste em evitar a picada do mosquito, quer através de barreiras mecânicas (vestuário apropriado, redes mosquiteiras etc.), ou através de barreiras químicas (repelentes ou inseticidas);
  • Dar preferência a locais com ar condicionado.

Medidas de prevenção na gravidez

  • As mulheres grávidas, em qualquer trimestre, devem considerar adiar possíveis viagens para países ou territórios onde estão descritos casos de transmissão do vírus Zika;
  • As mulheres grávidas devem ser informadas dos possíveis riscos antes de viajar para países de risco (em consulta com o médico assistente ou consulta do viajante) e seguir todas as recomendações para prevenir as picadas de mosquitos durante a viagem.
  • As mulheres que estão a tentar engravidar ou ponderar engravidar devem consultar o seu médico assistente antes de viajar e seguir todas as recomendações para prevenir as picadas de mosquitos durante a viagem.
  • As mulheres grávidas que permaneceram em áreas afetadas, após o regresso, deveram consultar o seu médico assistente e mencionar a viagem.
  • É seguro e eficaz o uso de repelentes para insetos durante a gravidez e amamentação. Contudo devem ser utilizados segundo as recomendações médicas e de acordo com as especificidades do produto.
  • Como o vírus parece poder ser eliminado pelo esperma recomenda-se o uso de relações sexuais protegidas

O vírus Zika permanece no sangue de uma pessoa infetada durante alguns dias a uma semana. O vírus não causa infeção numa criança concebida após a ausência de vírus na circulação sanguínea. Não existe evidência de que as infeções pelo vírus Zika ponham em risco futuras gravidezes, quanto ao desenvolvimento de malformações.

 

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publicado às 18:20


O que é a Pré-Eclâmpsia?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.09.15

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que ocorre no início da gravidez e é caraterizada por um aumento da tensão arterial, designada por hipertensão de novo (> 140/90mm/Hg), pela libertação das proteínas na urina, também intitulada de Proteinúria (> 0.3 g/24 horas) e pelo aparecimento de edemas. Esta sintomatologia é precedida por oligúria (diminuição e ausência de produção de urina), vertigens, zumbidos nos ouvidos, cefaleias persistentes, fadiga, sonolência e vómitos.

Em Portugal, a Pré-Eclâmpsia atinge 2% das gravidezes. É uma patologia que decorre da disfunção do leito uteroplacentar, com remodelação das artérias espirais e com deficit hemodinâmico, levando ao aparecimento de uma vasoconstrição, agregação plaquetária e hipercoaguabilidade. A conjugação destes fatores origina complicações graves na gravidez.

São várias as complicações maternas que podem ocorrer na Pré-Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão e descolamento prematuro de placenta. Esta doença pode ainda provocar complicações mortais para o feto e para a mãe, recorrência em 25% das gravidezes.

Não existe forma de evitar a Pré-Eclâmpsia, pois o diagnóstico desta patologia é baseado nos sinais e sintomas, o que apenas se torna possível quando a doença se manifesta. O médico assistente deve ter em consideração a história familiar da grávida e avaliar com regularidade a pressão arterial e amostras de urina. No entanto, o Rastreio da Pré-Eclâmpsia no 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para desenvolvimento desta patologia.

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publicado às 17:39


Doença de Alzheimer

por Laboratórios Germano de Sousa, em 11.06.15

Análise ao Sangue como método diagnóstico da Doença de Alzheimer

 

A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, constituindo a forma mais comum de demência. Provoca uma perda contínua e irreversível de diversas funções cognitivas, nomeadamente a memória, a concentração, a atenção e a linguagem. A progressão da doença depende de pessoa para pessoa, mas a deterioração cognitiva afeta a capacidade funcional do doente, dificultando a realização das tarefas básicas diárias, conduzindo a uma situação de dependência total, com impacto significativo para o próprio e para os seus familiares.

As manifestações da Doença de Alzheimer são variáveis consoante a fase em que os doentes se encontram, mas existem traços comuns: no início da doença, é frequente a dificuldade em recordar acontecimentos recentes, e com o progressão da mesma podem surgir sintomas como desorientação espacio-temporal, alteração da personalidade, irritabilidade, alteração de humor e comportamento agressivo, associados a dificuldades na linguagem e a perda de memória a longo prazo.

Na base deste quadro clínico estão alterações fisiopatológicas relacionadas com o depósito e acumulação de placas de proteínas (proteína β-amiloide e proteína tau) no cortex cerebral. Na doença de Alzheimer existe um processo patológico desconhecido que faz com que as proteínas percursoras da Amilóide se fragmentem em segmentos menores de proteína β-amiloide, as quais se agrupam e depositam no exterior dos neurónios em formações densas, conhecidas como placas senis. Como consequência, a Doença de Alzheimer apresenta, em determinadas àreas do lobo temporal, parietal e frontal, atrofia do cortéx cerebral com perda de neurónios e sinapses.

O diagnóstico da Doença de Alzheimer assenta na história clínica, devidamente suportada por meios complementares imagiológicos, como sejam o recurso à tomografia computadorizada (TAC), à ressonância magnética (IRM), à tomografia computorizada por emissão de fotão único (SPECT) ou à tomografia por emissão de positrões (TEP).

A utilização de alguns testes laboratoriais como marcadores da doença pode permitir o diagnóstico precoce, com uma sensibilidade de 94 a 100%, mesmo antes dos primeiros sintomas e manifestações ocorrerem. A pesquisa da presença, no líquido cefalo-raquidiano (LCR), da substância β-amilóide e da Proteína TAU são os marcadores mais recentemente utilizados, para além da determinação da APOE4.

Assim, uma simples análise ao sangue poderá contribuir para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, ajudando na deteção da doença durante a sua fase inicial e permitindo a sua monitorização, com reflexos na melhoraria da qualidade de vida dos doentes.

 

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publicado às 16:46


Doenças do Estômago

por Laboratórios Germano de Sousa, em 20.04.15

Bactéria Helicobacter Pylori

 

 

A Helicobacter Pylori é uma bactéria que se instala no estômago ou nos intestinos e pode originar uma inflamação e desencadear complicações graves, como ulceras gástricas ou intestinais ou mesmo tumores. Infecta aproximadamente 60% da população mundial, e é a infeção gastrointestinal mais comum em todo o Mundo. É menos frequente nos países desenvolvidos face aos países em desenvolvimento, estando este facto relacionado com as diferentes condições higiénico-sanitárias existentes.

A H. Pylori é geralmente encontrada na saliva, placas dentárias e fezes, demonstrando que as cavidades oral e fecal estão essencialmente envolvidas na transmissão da bactéria. Apesar de a maioria dos humanos infetados nunca manifestar qualquer tipo de sintomatologia ou complicação relacionada com a bactéria, a Helicobacter Pylori é responsável por algumas das úlceras pépticas (erosão no revestimento do estômago ou do intestino delgado), gastrites, duodenites e também está na origem de muitos casos de cancro do estômago.

Dependendo da gravidade da infecção, os pacientes podem apresentar sintomas como sensação constante de enfartamento, ardor ou desconforto na zona do estômago, sensação de indigestão, náuseas, vómitos e dores de estômago antes ou após as refeições.

Existem vários métodos laboratoriais de diagnóstico eficazes no despiste da H. Pylori, nomeadamente testes sanguíneos, cultura das fezes, teste respiratório e biópsia por via endoscópica, que deverão ser escolhidos pelo médico assistente em função de fatores clínicos.

Os métodos de diagnóstico dividem-se em dois grupos: invasivos e não-invasivos.

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publicado às 19:11


Doenças do Figado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 09.02.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Tempo de Protrombina

 

O fígado desempenha um papel central na sintetização dos inibidores da coagulação.

A Protrombina é uma proteína produzida pelo fígado que ajuda na coagulação do sangue. Após o início de um processo de sangramento, uma série de fatores de coagulação são ativados de forma gradual, até surgir um coágulo que estanca a hemorragia.

O Teste de Protrombina é um teste sanguíneo que avalia assim o processo de coagulação e a sua duração. É essencialmente uma análise clínica que visa detetar problemas relacionados com perda de sangue e/ou monitorizar pacientes que estejam a tomar medicação para diluir o sangue. Alguns indivíduos manifestam maior propensão para formar coágulos no sangue por razões genéticas ou nos casos de substituição de uma válvula cardíaca ou como resultado de uma fibrilação auricular, etc. Nestes casos existe o risco de os coágulos se moverem para outros órgãos, como os pulmões ou o cérebro, conduzindo a embolias ou tromboses potencialmente fatais. 

As doenças hepáticas graves costumam criar alterações nos processos de coagulação, ou seja, a deficiente formação de fatores de coagulação ocorre por perda da função dos hepatócitos (células hepáticas) que deixam de os produzir e também por falta da matéria essencial à sua síntese como é o caso da Vitamina K.

O Tempo de Protrombina é normalmente medido em segundos. Se o resultado do teste revelar que a coagulação do sangue é lenta, pode ser justificada pela medicação que esteja a ser tomada pelo paciente, doenças do fígado, níveis inadequados de proteínas ou a presença de inibidores coagulação.

Por outro lado, se o teste ao Tempo de Protrombina mostrar que a coagulação do sangue é bastante rápida pode dever-se à elevada ingestão de alimentos que contenham vitamina K.

O Tempo de Protrombina e um índice dele derivado (Internationalysed Normalysed Ratio – INR) permitem controlar a terapêutica anti-coagulante em que é utilizada a Warfarina.

 

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publicado às 17:33


Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.15

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Albumina/Globulina

 

As proteínas são elementos básicos importantes de todas as células e são fulcrais para o crescimento e desenvolvimento do organismo. Integram a estrutura da maior parte dos órgãos e formam as enzimas e hormonas que regulam o funcionamento do organismo.

No sangue estão presentes duas classes de proteínas, a Albumina e as Globulinas. A Albumina é uma proteína de elevado valor biológico que é encontrada no plasma do sangue e é sintetizada pelo fígado. É a principal proteína circulante no organismo humano e é responsável pelo transporte plasmático de várias substâncias. O fígado é o único órgão responsável pela produção da Albumina. As Globulinas abrangem enzimas, anticorpos e mais de 500 outras proteínas.

A determinação das Proteínas totais é um importante indicador do estado nutricional, sendo bastante útil no despiste e diagnóstico da doença hepática, doença renal e muitas outras patologias. Esta análise clínica é solicitada para fornecer informações gerais acerca do estado nutricional do paciente, sendo igualmente efetuada conjuntamente com outros testes quando o paciente apresenta sintomas que apontam para uma alteração hepática ou renal ou para investigar a causa de edemas.

Níveis baixos de proteínas totais alertam para uma possível alteração hepática, renal ou uma doença na qual as proteínas não são absorvidas correctamente no intestino ou existe uma deficiência das mesmas nos alimentos ingeridos ou ainda por perda acentuada das mesmas. Estes valores baixos podem ser encontrados em doenças que provocam défices de absorção das proteínas, como a Doença Celíaca, em situações de desnutrição grave ou em queimaduras extensas. Níveis elevados de proteínas surgem em situações de inflamação crónica e perante doenças da medula óssea.

Pode igualmente ser solicitado ao laboratório clínico a realização da relação da Albumina com a Globulina (relação A/G), que é calculada a partir dos valores obtidos na determinação direta das proteínas totais e da Albumina. Uma baixa relação A/G pode refletir uma superprodução de globulinas, como acontece em algumas Doenças Autoimunes ou um défice de produção de Albumina, como nos casos de cirrose. Uma elevada relação A/G indica um défice de produção de imunoglobinas. Testes complementares e mais específicos, como a Albumina, testes das enzimas hepáticas e a Electroforese das Proteínas Séricas devem ser realizados quando se pretende obter um diagnóstico mais preciso.

 

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publicado às 17:14


Surto de Legionella

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.11.14

O que é um surto?

É um termo epidemiológico para designar um número de casos de infeção acima do normal em doenças infecto-contagiosas ou de saúde pública.

O surto ocorre em locais circunscritos (instituições, escolas, domicílios, cozinhas coletivas, edifícios, bairros ou comunidades) associado à hipótese de que tiveram, um fator comum entre eles:

  • A mesma fonte de infeção ou contaminação;
  • O mesmo fator de risco;
  • O mesmo quadro clinico;
  • Ocorrência em simultâneo.

Devo estar preocupado com este surto?

O surto está relacionado com três freguesias no sul do Concelho de Vila Franca de Xira: Vialonga, Forte da Casa e Povoa de Santa Iria.

Se reside ou esteve na área delineada e apresenta os sintomas descritos deverá entrar em contacto com o seu médico assistente ou contactar a Linha de Saúde 808 24 24 24 disponibilizada para o efeito.

Que medidas preventivas devo tomar?

A Direcção Geral de saúde aconselha, nas zonas afetadas, que se tomem medidas preventivas: preferir banhos de imersão a banhos de chuveiro, evitar o uso de água quente e a grande pressão.

Como medida de prevenção as cabeça do duche devem ser desinfetadas por imersão em solução de água com lixívia, durante 30 minutos, uma vez por semana.

Nos termoacumuladores a água deve estar regulada para 75ºC.

Evitar também saunas, hidromassagens e jacuzzis.

A água da torneira pode ser bebida e utilizada para cozinhar.

Diagnóstico

Geralmente, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar a bactéria (presente nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado período de incubação que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias.

Os sintomas apresentados não são específicos e são comuns a outras patologias como astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça. No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias, enquanto que perante a manifestação mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.

A maioria dos pacientes com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave, que é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objetivo e por exames laboratoriais.

Existem vários exames laboratoriais para detetar a Legionella. O mais comum e mais usado é a deteção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos, sendo assim de execução rápida, bastante sensível e específico. Um teste de urina positivo para a Legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.

Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários como o crescimento da bactéria Legionella, em meios de culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expetoração e outros) e avaliação da presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue, colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).

Tratamento

O tratamento da Legionella pneumophila  é realizado com recurso a antibióticos, não existindo vacina de prevenção. Geralmente o paciente passa por um período de internamento, uma vez que a pneumonia constitui a manifestação clínica mais expressiva da infeção e surge habitualmente de forma aguda e pode, nos casos mais graves, conduzir à morte.

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publicado às 18:30


Legionella

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.11.14

 

O que é a Legionella?

É uma bactéria do género Legionella, capaz de causar uma pneumonia conhecida como Doença dos Legionários.

Estas bactérias existem em ecossistemas naturais de água doce e quente. Encontram-se frequentemente em nichos ecológicos criados pelo homem: redes de água predial, equipamento de climatização (sistemas de ar condicionado), instalações termais, fontes e outras capazes de formar aerossóis (crescem e multiplicam-se a uma temperatura óptima entre os 35˚C e 45˚C).

Imagem Wikipédia

Como ocorre a sua transmissão e infeção?

Não existe transmissão pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

A infeção ocorre por inalação (via respiratória) de aerossóis contaminados pela bactéria, através dos chuveiros domésticos, torres de arrefecimento, sistemas de climatização, instalações termais, saunas e jacuzzis.

A inalação de gotículas contaminadas pode chegar aos pulmões dando início à infeção. A ocorrência de infeção depende de vários fatores: concentração e virulência da estirpe e fatores de risco do hospedeiro.

Quais são os sintomas e as doenças causadas por esta bactéria?

Estas infeções podem cursar sem sintomas ou com sintomas.

Os sintomas são inespecíficos: astenia, náuseas, tosse, dificuldade respiratória, febre alta, dores musculares e dores de cabeça.

No caso da forma menos severa – Febre de Pontiac – Os doentes não têm pneumonia e os sintomas podem durar 2 a 5 dias.

No caso da forma mais grave – Doença dos Legionários – os doentes têm pneumonia e os sintomas duram 2 a 14 dias.

Quais são os grupos de risco?

Quando infetados por Legionella, os grupos mais predispostos à infeção grave, são:

  • Pessoas com mais de 50 anos;
  • Fumadores regulares;
  • Pessoas com doenças pulmonares crónicas (DPCO e enfisema);
  • Doentes com sistema imune debilitado por doença oncológica, renal ou diabetes;
  • Doentes que tomam medicação para suprimir (enfraquecer) sistema imunitário (transplantados, quimioterapia).

E nas crianças?

Legionella não é um microrganismo proeminente, nas crianças com pneumonia.

Os casos de infecção por Legionella nas crianças são muito raros.

Existe alguma vacina?

Não existe nenhuma vacina para prevenir a doença.

A prevenção com antibióticos também não é eficaz.

Como é feito o diagnóstico da Doença dos Legionários?

A maioria das pessoas com doença dos Legionários apresenta uma pneumonia grave (infecção dos pulmões) sendo que a Legionella cresce e multiplica-se nos pulmões. A pneumonia é confirmada por exames radiológicos/imagiológicos (radiografia aos pulmões), pelo exame objectivo ao doente e por exames laboratoriais.

Podem ser realizados vários exames laboratoriais para detectar a Legionella.

O exame laboratorial mais comum e mais usado é a detecção de constituintes da bactéria numa amostra de urina (antigenúria) através de anticorpos específicos. É um teste de execução rápida, bastante sensível e específico.

Um teste de urina positivo para a Legionella, num doente com pneumonia, confirma o diagnóstico de Doença dos Legionários.

Outros testes mais demorados e que não são utilizados por rotina, também confirmam a Doença dos Legionários:

  • O crescimento da bactériaLegionella, em exames culturais adequados, a partir de amostras respiratórias (expectoração e outros)
  • A presença de níveis crescentes de anticorpos em amostra de sangue colhidas logo após os sintomas e durante a recuperação (duas amostras com um intervalo de 10 dias).

Existe tratamento?

Sim, o tratamento é feito com antibióticos.

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publicado às 17:06


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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