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Doenças do Figado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 09.02.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Tempo de Protrombina

 

O fígado desempenha um papel central na sintetização dos inibidores da coagulação.

A Protrombina é uma proteína produzida pelo fígado que ajuda na coagulação do sangue. Após o início de um processo de sangramento, uma série de fatores de coagulação são ativados de forma gradual, até surgir um coágulo que estanca a hemorragia.

O Teste de Protrombina é um teste sanguíneo que avalia assim o processo de coagulação e a sua duração. É essencialmente uma análise clínica que visa detetar problemas relacionados com perda de sangue e/ou monitorizar pacientes que estejam a tomar medicação para diluir o sangue. Alguns indivíduos manifestam maior propensão para formar coágulos no sangue por razões genéticas ou nos casos de substituição de uma válvula cardíaca ou como resultado de uma fibrilação auricular, etc. Nestes casos existe o risco de os coágulos se moverem para outros órgãos, como os pulmões ou o cérebro, conduzindo a embolias ou tromboses potencialmente fatais. 

As doenças hepáticas graves costumam criar alterações nos processos de coagulação, ou seja, a deficiente formação de fatores de coagulação ocorre por perda da função dos hepatócitos (células hepáticas) que deixam de os produzir e também por falta da matéria essencial à sua síntese como é o caso da Vitamina K.

O Tempo de Protrombina é normalmente medido em segundos. Se o resultado do teste revelar que a coagulação do sangue é lenta, pode ser justificada pela medicação que esteja a ser tomada pelo paciente, doenças do fígado, níveis inadequados de proteínas ou a presença de inibidores coagulação.

Por outro lado, se o teste ao Tempo de Protrombina mostrar que a coagulação do sangue é bastante rápida pode dever-se à elevada ingestão de alimentos que contenham vitamina K.

O Tempo de Protrombina e um índice dele derivado (Internationalysed Normalysed Ratio – INR) permitem controlar a terapêutica anti-coagulante em que é utilizada a Warfarina.

 

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publicado às 17:33


Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.15

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Albumina/Globulina

 

As proteínas são elementos básicos importantes de todas as células e são fulcrais para o crescimento e desenvolvimento do organismo. Integram a estrutura da maior parte dos órgãos e formam as enzimas e hormonas que regulam o funcionamento do organismo.

No sangue estão presentes duas classes de proteínas, a Albumina e as Globulinas. A Albumina é uma proteína de elevado valor biológico que é encontrada no plasma do sangue e é sintetizada pelo fígado. É a principal proteína circulante no organismo humano e é responsável pelo transporte plasmático de várias substâncias. O fígado é o único órgão responsável pela produção da Albumina. As Globulinas abrangem enzimas, anticorpos e mais de 500 outras proteínas.

A determinação das Proteínas totais é um importante indicador do estado nutricional, sendo bastante útil no despiste e diagnóstico da doença hepática, doença renal e muitas outras patologias. Esta análise clínica é solicitada para fornecer informações gerais acerca do estado nutricional do paciente, sendo igualmente efetuada conjuntamente com outros testes quando o paciente apresenta sintomas que apontam para uma alteração hepática ou renal ou para investigar a causa de edemas.

Níveis baixos de proteínas totais alertam para uma possível alteração hepática, renal ou uma doença na qual as proteínas não são absorvidas correctamente no intestino ou existe uma deficiência das mesmas nos alimentos ingeridos ou ainda por perda acentuada das mesmas. Estes valores baixos podem ser encontrados em doenças que provocam défices de absorção das proteínas, como a Doença Celíaca, em situações de desnutrição grave ou em queimaduras extensas. Níveis elevados de proteínas surgem em situações de inflamação crónica e perante doenças da medula óssea.

Pode igualmente ser solicitado ao laboratório clínico a realização da relação da Albumina com a Globulina (relação A/G), que é calculada a partir dos valores obtidos na determinação direta das proteínas totais e da Albumina. Uma baixa relação A/G pode refletir uma superprodução de globulinas, como acontece em algumas Doenças Autoimunes ou um défice de produção de Albumina, como nos casos de cirrose. Uma elevada relação A/G indica um défice de produção de imunoglobinas. Testes complementares e mais específicos, como a Albumina, testes das enzimas hepáticas e a Electroforese das Proteínas Séricas devem ser realizados quando se pretende obter um diagnóstico mais preciso.

 

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publicado às 17:14


Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 21.01.15

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Bilirrubina

 

A Bilirrubina é uma substância amarelada produzida pelo fígado que existe em grandes concentrações  na bílis, passando uma percentagem em concentração muito menor no plasma sanguíneo até ser eliminada na urina.

A análise clínica à Bilirrubina visa diagnosticar e/ou controlar doenças hepáticas, como a cirrose, hepatite ou tumores biliares. O médico assistente pode solicitar a determinação da Bilirrubina conjuntamente com outras análises clínicas, nomeadamente Fosfatase Alcalina, Aspartato Aminotransferase (AST) e Alanina Aminotransferase (ALT) quando um doente apresenta sinais de função hepática anormal.

Níveis elevados de Bilirrubina no sangue são geralmente indício de problemas no fígado, ou na vesícula biliar, indicando que existe um aumento da sua produção ou que o fígado não é capaz de eliminar a Bilirrubina corretamente devido ao bloqueio dos canais biliares ou motivado por doenças hepáticas como cirrose, hepatite aguda, problemas hereditários com o metabolismo da bilirrubina ou abuso excessivo de álcool durante um longo período de tempo.

Doenças hereditárias como Síndrome de Gilbert, Rotor, Dubin-Johnson, Crigler-Naijar, que causam um anormal metabolismo da Bilirrubina, também podem justificar o aumento dos níveis no sangue desta substância.

Níveis baixos de Bilirrubina não constituem motivo de preocupação para o paciente, pelo que não requerem qualquer acompanhamento.

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publicado às 15:45


DOENÇAS DO FÍGADO

por Laboratórios Germano de Sousa, em 14.01.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Fosfatase Alcalina

 

Os testes de função hepática são exames de sangue usados ​​no diagnóstico e monitorização da doença hepática, medindo os níveis de enzimas e proteínas.

A Fosfatase Alcalina é uma enzina presente em quase todos os tecidos, mas encontra-se essencialmente no fígado, ossos e rins. A determinação da concentração de Fosfatase Alcalina no sangue é um importante teste de função hepática, uma vez que permite o despiste e identificação de lesões no fígado que causem obstrução ao fluir da bílis produzida no fígado, como hepatites, cirrose, tumores ou abcessos no fígado

A análise clínica da Fosfatase Alcalina integra o perfil de rotina do laboratório, geralmente com um grupo de testes designados por perfil hepático. É igualmente solicitada pelo médico assistente conjuntamente com outros testes se o doente apresentar sintomas de envolvimento hepático como fraqueza, fadiga, perda de apetite, náuseas, vómitos, dor abdominal e/ou alteração da cor da urina e fezes. 

Perante uma doença hepática, as células lesadas vão libertar quantidades aumentadas de Fosfatase Alcalina na circulação sanguínea, razão pela qual esta análise clínica é frequentemente utilizada para detetar situações de obstrução dos canais biliares. Se um ou mais desses canais estiverem obstruídos, como por exemplo no caso da presença de um tumor, então as concentrações sanguíneas de Fosfatase Alcalina vão ser elevadas.

A Fosfatase Alcalina está frequentemente elevada em doenças malignas e pode refletir uma patologia de origem hepática ou óssea. Uma concentração elevada de Fosfatase Alcalina aponta para a existência de uma lesão hepática. Se testes hepáticos complementares como Bilirrubina, Aspartato Aminotransferase (AST), ou Alanina Aminotransferase (ALT) também estiverem elevados, então a Fosfatase Alcalina provém do fígado. Esta pode registar valores bastante elevados em situações de cancro do fígado.

 

 

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publicado às 18:58


Doenças Hepáticas

por Laboratórios Germano de Sousa, em 07.01.15

O Estudo do Fígado – Análise ASAT

 

O funcionamento do fígado pode ser testado com base na medição das enzimas hepáticas, recorrendo a testes laboratoriais como o Aspartato Aminotransferase (ASAT). A medição da ASAT é usual em conjunto com outra enzima hepática, a Alanina Aminotransferase (ALAT) e com outros exames de diagnóstico das  doenças hepáticas, como a Fosfatase Alcalina, Proteínas Totais, Albumina e Bilirrubinas. Todos estes testes formam um painel de exames denominado Hepatograma, muito útil no diagnóstico das doenças hepáticas.

 

Teste Aspartato Aminotransferase (ASAT)

O Aspartato Aminotransferase (ASAT) é uma enzima encontrada principalmente no fígado, coração e músculos e é libertada para a circulação sanguínea após lesão ou morte das células.  Esta situação torna-se mais evidente quando a lesão ocorre em células hepáticas.

A função da ASAT é a de acelerar as reações químicas no interior das células, onde os aminoácidos são degradados. A medição dos valores de ASAT é um teste ao funcionamento do fígado, músculos e rins. Se algum destes órgãos apresentar lesões, a ASAT atinge valores elevados no sangue. A quantidade de ASAT no sangue é medida através de um teste enzimático. Quanto maior for a atividade, maior é a presença da enzima no organismo. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, indica que o fígado, os músculos ou os rins apresentam lesões. Devem ser realizados testes complementares para determinar qual o órgão afetado, bem como a causa das lesões.

Níveis muito elevados devem-se geralmente às hepatites agudas, na maioria dos casos causadas por vírus. Nestas situações, os valores permanecem elevados durante semanas e podem levar meses até serem estabilizados e considerados normais. Como outras causas de aumento dos níveis de ASAT podem ser apontadas a exposição a substâncias tóxicas para o fígado e diminuição do fluxo sanguíneo hepático (isquemia hepática).

Aumentos moderados verificam-se geralmente em hepatites crónicas e outras doenças hepáticas, incluindo obstrução biliar, cirrose hepática, tumores do fígado e no infarto do miocárdio.

A Alanina Aminotransferase é usualmente medida em conjunto com o Aspartato Aminotransferase. A elevação nos níveis das duas enzimas pode ser comparada ou pode-se calcular a relação entre ambas (relação ASAT/ALAT). Na maioria das doenças hepáticas, predomina a elevação da ALAT, ou seja relação ASAT/ALAT baixa. Relações altas são observadas em patologias como a hepatite alcoólica, cirrose hepática e no infarto do miocárdio.

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publicado às 17:58


Doenças Hepáticas

por Laboratórios Germano de Sousa, em 19.12.14

O estudo do fígado – Análises GGT e ALAT

No fígado ocorrem mais de 500 reações químicas diferentes. Nestes processos são necessárias enzimas hepáticas específicas. O funcionamento do fígado pode ser testado com base na medição das enzimas hepáticas, recorrendo a testes laboratoriais como a Gamaglutamiltransferase (GGT) e a Alanina aminotransferase (ALAT), também designada de Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT).

Teste da Gamaglutamiltransferase (GGT)

A Gamaglutamiltransferase (GGT) tem como principal função acelerar as reações químicas no interior das células. Estas reações asseguram a assimilação dos aminoácidos, isto é blocos de moléculas que compõem as proteínas, que por sua vez são constituintes do organismo. A determinação da GGT tem como principal objetivo testar o funcionamento do fígado, sendo um importante indicador de lesões neste órgão.

O Teste à Gamaglutamiltransferase (GGT) realiza-se a partir de uma amostra de sangue do paciente e a sua presença no sangue é medida recorrendo a um teste enzimático. Quanto maior for a atividade tanto mais a enzima está presente no organismo. Um aumento da presença da enzina é normalmente causado pelo fígado. A utilização de medicamentos, bem como a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas pode danificar as células do fígado, tendo como consequência o aumento da GGT no sangue. Devido a este processo, a determinação da GGT pode ser usada para detetar problemas de abuso de álcool. O aumento dos valores de GGT pode também ser uma consequência de pedra na vesícula. 

Teste da Alanina Aminotransferase (ALAT) ou Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT)

A Alanina Aminotransferase (ALAT) também designada de Transaminase Glutâmica-pirúvica (GPT) é uma enzina presente nas células do fígado. A função da ALAT é a de acelerar as reações químicas no interior das células hepáticas, onde os aminoácidos são degradados durante estas reações. A determinação dos valores de ALAT é essencialmente mais uma análise ao funcionamento do fígado.O teste à Alanina Aminotransferase (ALAT)  realiza-se a partir de uma amostra de sangue do paciente e a sua quantidade no sangue é medida através de um teste enzimático, através do qual é calculada a atividade enzimática. A enzima ALAT é um indicador que permite identificar lesões no fígado. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, isso indica que o fígado apresenta lesões. Devem ser realizados outros testes para determinar a causa dessas lesões, que podem ter como origem uma infeção viral ou ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Este teste é ainda frequentemente utilizado para determinar se um dado medicamente provoca stress excessivo sobre o fígado.

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publicado às 19:07


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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