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Antigénio CA 125 no despiste do Carcinoma Epitelial do Ovário

por Laboratórios Germano de Sousa, em 13.04.17

 

 

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O Carcinoma Epitelial do Ovário regista a taxa de mortalidade mais elevada comparativamente com as restantes neoplasias invasivas do aparelho genital feminino, com elevado ratio mortalidade/incidência.

O recurso aos marcadores tumorais é determinante no diagnóstico e monitorização de carcinomas e o antigénio CA 125, proteína presente em grande parte das células do Carcinoma Epitelial do Ovário, é o exame preferencial. 

O organismo produz naturalmente pequenas quantidades de CA 125, pelo que a presença desta proteína na corrente sanguínea pode não significar a presença de um Carcinoma.

Algumas situações podem elevar moderadamente os níveis deste marcador, como a menstruação, gravidez ou inflamação pélvica.

Os níveis de CA 125 são medidos na corrente sanguínea das pacientes a partir de uma colheita simples de sangue e estão geralmente elevados, acima de 30 U/ml, em 50% dos carcinomas estádio clínico I, em 90% dos estádios clínicos II e em 83% dos carcinomas do ovário em geral.

Em mais de 80% das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário registam-se valores elevados, mas estes podem igualmente surgir em casos clínicos de tumores malignos e benignos do ovário, carcinomas do endométrio, da mama, do pulmão, da bexiga, hepatocarcinoma e linfoma não-Hodgkin. Algumas situações ginecológicas não malignas como endometriose, quistos hemorrágicos ovarianos, menstruação, doença inflamatória pélvica aguda e o terceiro trimestre de gestação podem estar na origem de níveis elevados de CA 125.

O recurso mais comum para a concentração sérica do CA 125 é na monitorização das pacientes com Carcinoma Epitelial do Ovário diagnosticado. Os níveis séricos deste marcador tumoral fornecem informação determinante sobre a resposta ao tratamento inicial, tal como durante os restantes tratamentos e na deteção de recaídas.

 

 

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publicado às 12:46


"Teste Pré Natal Harmony" - Pt2

por Laboratórios Germano de Sousa, em 27.07.16

 

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publicado às 17:01


"Teste Pré Natal Harmony" - Pt1

por Laboratórios Germano de Sousa, em 18.07.16

 

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publicado às 16:38


“Doenças Sexualmente Transmissíveis" - Pt2

por Laboratórios Germano de Sousa, em 04.07.16

 

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publicado às 15:23


Tratamento da Toxoplasmose na Gestação

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.06.16

O rastreio da Toxoplasmose deve ser realizado no período pré-natal, permitindo assim evitar graves complicações para o feto. O conhecimento do estado imunitário da gestante é igualmente importante, já que permite informar adequadamente a mulher sobre os cuidados que deverá ter durante a gravidez.

Os riscos da Toxoplasmose na gravidez são mais elevados, nas situações em que a gestante nunca teve contacto com o parasita, pois caso seja infetada ao longo da gestação, poderá transmiti-la ao feto, o que pode acarretar consequências muito graves. Durante os três primeiros meses de gestação, o risco do feto ser infetado é baixo, mas o risco de surgirem lesões é mais elevado, como por exemplo aborto espontâneo, atraso no desenvolvimento corporal e mental e situações de cegueira e surdez.

O risco para o feto depende da imunidade materna no momento da parasitémia e está relacionado com a idade gestacional em que a infeção ocorre: quando a infeção materna ocorre no último trimestre, a transmissão ao feto é mais frequente, mas a doença do recém-nascido é geralmente subclínica. Nas situações em que a infeção ocorre no início da gravidez, a transmissão fetal é menos frequente, mas a doença no recém-nascido é mais grave.

As gestantes que não apresentem imunidade à Toxoplasmose devem ter alguns cuidados básicos como sejam lavar muito bem os legumes e as frutas antes de os ingerir, cozinhar bem a carne e lavar cuidadosamente as mãos depois de a preparar e em situações de contacto direto com gatos, evitar o contato com as fezes.

O diagnóstico da Toxoplasmose é realizado através de testes serológicos, baseados na pesquisa e doseamento dos anticorpos das classes IgM e IgG, produzidos pelo organismo em resposta a um agente infeccioso.

Uma vez estabelecido o diagnóstico e instituída a terapêutica, a gestante deve ser referenciada para a vigilância do envolvimento fetal. No tratamento da Toxoplasmose na gravidez, a medicina recorre ao uso de antibióticos para reduzir o risco de transmissão do vírus ao feto. Os antibióticos que podem ser utilizados são a Espiramicina no primeiro trimestre de gestação ou a combinação de sulfadiazina, pirimetamina no segundo e terceiro trimestre de gestação.

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publicado às 18:09


Exames Serológicos no diagnóstico da Toxoplasmose

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.05.16

 

 

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A Toxoplasmose é uma grave infeção que, durante a gravidez, pode ser transmitida para o feto através da placenta. A infeção pelo Toxoplasma Gondii poderá ter repercussões ao nível do feto, podendo provocar situações clínicas de morbilidade e em alguns casos de mortalidade. Estas consequências dependem do momento em que teve início a infeção, mas a gravidade das lesões é mais elevada quando a infeção é adquirida durante o primeiro trimestre.

O diagnóstico da Toxoplasmose é realizado através de testes serológicos, baseados na pesquisa e doseamento dos anticorpos das classes IgM e IgG, produzidos pelo organismo em resposta ao agente infeccioso. Os anticorpos IgM são geralmente os primeiros a ser produzidos como resposta a uma infeção e são detetados no espaço de uma a duas semanas após a exposição inicial ao vírus. Estes permanecem por um período de tempo mais reduzido, normalmente desaparecem entre três a seis meses após a infeção, enquanto os anticorpos IgG predominam por períodos mais longos, por vezes durante toda a vida do ser humano. Assim, a presença de anticorpos IgM é indicativa de infeção recente e a presença de IgG aponta para a existência de uma infeção crónica.

Na interpretação de resultados, a gestante que apresente IgG positivo e IgM negativo revela que está imune à infeção pelo Toxoplasmosa gondii e não é necessário repetir as análises clínicas. No entanto, se o teste for negativo tanto para IgG como para IgM, a gestante não está protegida, devendo ser informada quanto às medidas de precaução a tomar. Nestas situações, deverão ser realizados novos testes ao longo da gravidez, um em cada trimestre. A presença de IgG e IgM positivo deve ser considerada como indício de uma infeção em actividade, exigindo um segundo teste serológico.

Para estabelecer com maior precisão o início da infeção pelo Toxoplasma Gondii, a medicina laboratorial recorre à determinação da Avidez das IgG específicas, teste que permite distinguir os anticorpos de fraca avidez, produzidos durante a infeção recente, dos anticorpos com forte avidez, indicativos da presença de uma infeção mais antiga. A avidez é a capacidade do anticorpo IgG se ligar ao antigénio e sua força de ligação dependerá do tempo de exposição ao antigénio. À medida que a resposta imunológica se vai fortalecendo com o tempo, os anticorpos da classe IgG vão apresentando avidez cada vez maior, isto é, a avidez dos anticorpos aumenta no decurso da resposta imunitária, pois quanto mais elevada for a avidez mais antiga é a infeção. A Avidez das IgG específicas é o exame mais indicado para confirmar se uma gestante que também apresente anticorpos anti-toxoplasma da classe IgM, está ou não imune, uma vez que, quanto mais alta for a avidez mais antiga é a infeção.

A Avidez das IgG é um teste de exclusão que deve ser obrigatoriamente efetuado em situações clínicas de grávidas com IgG e IgM positivas, quando a vigilância se inicia no primeiro trimestre da gravidez.

 

 

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publicado às 18:26


Rastreio da Toxoplasmose na vigilância Pré-Natal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.03.16

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As infeções do grupo TORCH (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes vírus) são infeções comuns, no entanto, adquirem uma importância substancial quando ocorrem no decurso de uma gravidez. Os eventuais impactos sobre a saúde fetal, dependendo do período gestacional em causa, colocam o despiste desta infeção no contexto do rastreio pré-natal das infeções congénitas.

A Toxoplasmose, uma infeção causada pelo Toxoplasma Gondii (um parasita cujo hospedeiro definitivo são os gatos), pode afetar inúmeras mulheres a nível mundial, raramente causando doença.

No ser humano, o contágio com o Toxoplasma Gondii ocorre geralmente por via oral, na sequência do contacto com dejetos de gatos ou pela ingestão de carne de vaca, porco ou borrego (que tal como o homem, são hospedeiros intermediários) que não tenha sido devidamente cozinhada. No entanto, a doença não é transmissível de pessoa para pessoa.

O quadro clínico de uma infeção por Toxoplasma Gondii corresponde aos de um síndrome febril com calafrios, dor muscular e sinais de atingimento hepático. Na gravidez é uma infeção, que embora geralmente assintomática para a mãe, pode ser muito perigosa para o feto. A transmissão transplacentária, que ocorre apenas quando a gestante sofre infeção primária por T. Gondii durante a gravidez, tem várias formas de apresentação: No caso da infeção ter ocorrido antes da conceção (oito ou mais semanas antes) o risco de contaminação fetal é extremamente baixo. O risco de transmissão transplacentária aumenta ao longo da gravidez, passando de 15% nos primeiros três meses para 60% no último trimestre. No entanto o risco de morte fetal e/ou de lesões graves é inversamente proporcional à idade gestacional.

O rastreio da Toxoplasmose deve ser realizado no período pré-natal, através de uma colheita simples de sangue a partir de uma veia do antebraço materno. A pesquisa de anticorpos específicos através de testes serológicos constitui o método habitualmente utilizado para a confirmação do diagnóstico e ou imunidade para a Toxoplasmose. São frequentemente utilizados testes de imunofluorescência indireta ou testes imunoenzimático (ELISA) detetando anticorpos da classe IgG e IgM. O diagnóstico de infeção aguda é feita pela demonstração da presença isolada de anticorpos IgM permitindo avaliar o risco de transmissão para o feto. Os anticorpos IgG, no caso da infeção aguda, aumentam após duas semanas do início da infeção.

As gestantes que revelem imunidade na consulta pré-natal ou em situações de gravidez anterior, não necessitam de repetir o exame durante a atual gravidez. A maioria das mulheres desenvolve imunidade ao longo da vida, mas em situações de infeção durante a gravidez, o feto poderá ser infetado e poderá desenvolver complicações graves como cegueira ou atraso mental. Para evitar o contágio por Toxoplasmose, a gestante deverá redobrar os cuidados de higiene e evitar o consumo de carne crua ou mal passada e de todo tipo de alimentos crus, mal cozinhados ou mal lavados.

Para as gestantes que não apresentaram imunidade, devem efetuar o rastreio da Toxoplasmose a cada três meses, de forma a possibilitar a realização de um diagnóstico precoce.

 

 

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publicado às 17:49


A Medicina Laboratorial no diagnóstico da infeção pelo vírus Zika

por Laboratórios Germano de Sousa, em 17.02.16

O Zika é um vírus da família Flaviviridae transmitido aos seres humanos através da picada de um mosquito infetado, sendo o principal vetor a espécie Aedes Aegypti.

A doença causada por este vírus é, regra geral, de intensidade ligeira e não provoca sintomatologia em cerca de 80% dos casos. O período de incubação varia entre 3 a 12 dias após a picada do mosquito e os sintomas que possam surgir são similares a outras infeções por arbovírus, como o dengue, e são febre, cefaleia, exantema, conjuntivite e dores musculares, manifestações estas, com durabilidade de cerca de 2 a 7 dias.

O período de incubação do Zika é reduzido, geralmente cerca de 5 dias, pelo que a sua deteção pode ser realizada no sangue, após o aparecimento da sintomatologia e na urina até 10 dias.

Os primeiros alertas mundiais surgiram em Maio de 2015, a propósito de vários casos ocorridos no Continente Americano, sobretudo Brasil, de síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica rara) e de microcefalia (alterações do desenvolvimento do cérebro e do crânio) em fetos e recém-nascidos de mães, que foram infetadas pelo vírus Zika nos dois primeiros trimestres da gravidez.

Laboratorialmente possuímos técnicas de diagnóstico molecular e imunológico, que nos permitem identificar o Zika em circulação na corrente sanguínea ou na urina e identificar os anticorpos após a exposição ao vírus. O diagnóstico de infeção pelo Vírus Zika é realizado através da deteção de RNA viral em amostras biológicas na fase aguda da doença, no sangue, até 5 dias após o aparecimento dos sintomas e na urina, líquido amniótico e tecidos fetais até 10 dias e ainda pela pesquisa e doseamento de anticorpos no soro. Os anticorpos IgM produzidos como resposta à infeção, podem ser detetados a partir do terceiro dia após o aparecimento da febre. É igualmente diagnosticado através da Reação de Amplificação de Polimerase (PCR), permitindo obter a sequência de ADN do vírus, verificar mutações e identificar estirpes.

Os resultados serológicos obtidos devem ser interpretados em articulação com os clínicos e de acordo com a possível exposição anterior do paciente a outras infeções por flavivírus.

Prevenção da infeção pelo vírus

  • Não existem vacinas para a prevenção da infeção pelo vírus Zika;
  • A principal medida de prevenção consiste em evitar a picada do mosquito, quer através de barreiras mecânicas (vestuário apropriado, redes mosquiteiras etc.), ou através de barreiras químicas (repelentes ou inseticidas);
  • Dar preferência a locais com ar condicionado.

Medidas de prevenção na gravidez

  • As mulheres grávidas, em qualquer trimestre, devem considerar adiar possíveis viagens para países ou territórios onde estão descritos casos de transmissão do vírus Zika;
  • As mulheres grávidas devem ser informadas dos possíveis riscos antes de viajar para países de risco (em consulta com o médico assistente ou consulta do viajante) e seguir todas as recomendações para prevenir as picadas de mosquitos durante a viagem.
  • As mulheres que estão a tentar engravidar ou ponderar engravidar devem consultar o seu médico assistente antes de viajar e seguir todas as recomendações para prevenir as picadas de mosquitos durante a viagem.
  • As mulheres grávidas que permaneceram em áreas afetadas, após o regresso, deveram consultar o seu médico assistente e mencionar a viagem.
  • É seguro e eficaz o uso de repelentes para insetos durante a gravidez e amamentação. Contudo devem ser utilizados segundo as recomendações médicas e de acordo com as especificidades do produto.
  • Como o vírus parece poder ser eliminado pelo esperma recomenda-se o uso de relações sexuais protegidas

O vírus Zika permanece no sangue de uma pessoa infetada durante alguns dias a uma semana. O vírus não causa infeção numa criança concebida após a ausência de vírus na circulação sanguínea. Não existe evidência de que as infeções pelo vírus Zika ponham em risco futuras gravidezes, quanto ao desenvolvimento de malformações.

 

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publicado às 18:20


Anomalias nos níveis de Glicemia e Diabetes Gestacional

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.16

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A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e pela incapacidade do organismo em metabolizar a glicose proveniente dos alimentos. A quantidade de glicose presente no sangue é designada de Glicémia. A Diabetes Gestacional é considerada a intolerância à glicose, ou também chamados hidratos de carbono, e é diagnosticada ou confirmada pela primeira vez durante a gravidez. 

O diagnóstico da Diabetes Gestacional é feito às mulheres grávidas que apresentam excesso de açúcar (hiperglicémia) no sangue, no decurso da gravidez, através do rastreio que é realizado a todas as grávidas no período pré-natal, entre as 24 e 28 semanas de gestação. Surge durante a gravidez e desaparece geralmente quando concluído o período de gestação e requer total acompanhamento do médico assistente, uma vez que após deteção de hiperglicémia, a grávida deve seguir uma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas tanto para a mãe como para o feto. Nas gravidezes em que é detetada a Diabetes Gestacional, as mulheres devem seguir todas as diretrizes do médico assistente, de forma a evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde, no período pós-parto.

O diagnóstico da Diabetes durante a gravidez tem um impacto significativo em vários aspetos da saúde materno-infantil, como por exemplo quanto mais precocemente for detetado e iniciado o controlo metabólico menor será a probabilidade de morbilidade materna e mortalidade perinatal. De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes as “mulheres com antecedentes da Diabetes Gestacional constituem um grupo de risco aumentado para o desenvolvimento da diabetes, principalmente tipo 2 e da Diabetes Gestacional em futura gravidez, devendo por isso ser submetidas a uma reavaliação glicémica após o parto.” Simultaneamente, estudos revelam que existe uma forte relação entre obesidade e hiperglicemia durante a gravidez e a possibilidade dos filhos virem a desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 em fases tardias da vida.

O diagnóstico da Diabetes Gestacional envolve duas fases distintas: Glicemia em Jejum (realizada na primeira consulta de vigilância Pré-Natal) e Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) às 24-28 semanas de gestação. Quando os valores da Glicémia em jejum, são iguais ou superiores a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) e inferiores a 126 mg/dl (7,0 mmol/L) confirma-se o diagnóstico da Diabetes Gestacional, não sendo necessária a realização do teste de PTGO. Caso o valor seja inferior a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) implica a realização da Prova de Tolerância Oral à Glucose com sobrecarga de 75 g de glucose, exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina. Para realizar a Prova de Tolerância Oral à Glucose a grávida deve permanecer em jejum pelo menos 8 horas e nunca mais de 14 horas. É realizada uma colheita simples de sangue após 1 hora de repouso após a ingestão de um líquido açucarado a que foi adicionado de 75 g de glicose.

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publicado às 18:37

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No decurso da gravidez, ocorrem diversas alterações hormonais associadas a um aumento de resistência à insulina, produzida pelo pâncreas, podendo surgir, deste modo, a chama Diabetes Gestacional. As principais hormonas envolvidas na resistência são o estradiol, a prolactina, o lactogénio placentário humano (hPL), o cortisol e a progesterona. Os diferentes fatores de risco para a Diabetes Gestacional, são grávidas com idade superior a 35 anos, a obesidade materna, multiparidade, hábitos alimentares desadequados, fatores de suscetibilidade genética e o sedentarismo e Diabetes Gestacional em gravidez anterior.

No final do 2º trimestre e durante todo o 3º da gravidez, ocorre uma resistência à insulina fisiológica, por diminuição do número de recetores de insulina, diminuindo a captação de glicose pelas células.

O controlo da glicemia durante a gravidez diminui a ocorrência de complicações maternas e a morbilidade perinatal, nomeadamente o excesso de peso ao nascimento, e o consequente risco de hipoglicémia. Este benefício é tanto maior quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico e iniciado o controlo metabólico. Na primeira visita pré natal deve ser pedida uma glicemia em jejum como estratégia de deteção e diagnóstico de anomalias do metabolismo da glicemia, no decurso da gravidez. A Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) nunca deve ser pedida como rotina antes das 24-28 semanas.

O rastreio da Glicemia Plasmática em Jejum é realizado a partir de uma simples colheita de sangue e é recomendado o jejum da gestante (nenhum alimento sólido ou líquido, com exceção de água) durante 8 horas antes da recolha do sangue, que poderá ser realizada a qualquer hora. Caso o resultado seja igual ou superior a 92 mg/dl e inferior a 126 mg/dl, permite o diagnóstico da Diabetes Gestacional, não sendo necessária a realização da Prova de Tolerância Oral à Glucose (PTGO).

Se o resultado da Glicémia em Jejum for inferior a 92 mg/dl implica a realização, entre as 24-28 semanas de gestação, da PTGO com sobrecarga oral de 75g de glucose, exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina.

Nesta prova os critérios para diagnóstico de diabetes gestacional, são a confirmação de um ou de mais valores: i) às 0 horas, glicemia ≥ 92 mg/dl; i). à 1 hora, glicemia ≥ 180 mg/dl; iii) às 2 horas, glicemia ≥ 153 mg/dl.

Assim sendo, conclui-se que a pesquisa de alterações do metabolismo da glicose e o eventual diagnóstico de Diabetes Gestacional são da maior importância para uma vigilância da saúde materno-fetal adequada.

 

 

 

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publicado às 17:31


Número Verde

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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