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Cancro do Pulmão - CYFRA 21-1 no despiste da Neoplasia Pulmonar

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.17

 

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As células do pulmão são responsáveis pela formação do tecido pulmonar, reproduzindo-se e gerando novas células e quando danificadas ou ao envelhecer, morrem naturalmente. Quando perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma, tornam-se células cancerígenas, que não morrem quando envelhecem ou se danificam e produzem novas células, não necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um carcinoma.

O carcinoma do pulmão é a primeira causa de morte por doença oncológica nos países ocidentais. O tabagismo é o principal fator de risco, sendo em indivíduos fumadores 15 vezes superior ao dos não fumadores.

As duas principais tipologias de carcinomas do pulmão são de pequenas células (CPPC) e de não pequenas células (CPNPC), dependendo do formato das células ao microscópio, que se comportam de forma distinta no que respeita à forma como se desenvolvem e metastizam. O cancro do pulmão de pequenas células representa cerca de 12% a 15% dos carcinomas pulmonares e está relacionado com o tabagismo. Por norma regista um crescimento mais rápido e tem elevada probabilidade de metastizar para outros órgãos. O cancro do pulmão de não pequenas células é o mais comum e geralmente cresce e metastiza de forma mais lenta, comparativamente ao cancro de pequenas células. Apresenta três tipologias, de acordo com as células que o compõem: carcinoma de células escamosas ou epidermoide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.

As manifestações iniciais de neoplasia pulmonar são muitas vezes heterogéneas e atípicas, o que se pode traduzir num diagnóstico tardio. Detetar a doença num estádio passível de tratamento prolongando a esperança de vida e reduzindo a mortalidade é o objetivo do diagnóstico.

O marcador sérico CYFRA 21-1 é um fragmento da citoqueratina 19, proteína do tecido epitelial, que permite separar doenças benignas pulmonares de doenças malignas com uma especificidade de 95%, sendo também o marcador de eleição para o carcinoma do pulmão de não pequenas células.

Níveis séricos elevados de CYFRA 21-1 apontam para a presença de um tumor num estádio avançado, enquanto um valor constante ou uma diminuição ligeira indica remoção incompleta de um tumor ou a presença de múltiplos tumores.

O CYFRA 21-1 é igualmente um valioso marcador para monitorizar a resposta dos pacientes a terapias citotóxicas, como a Quimioembolização transarterial e radiação interna seletiva nos casos clínicos de cancro hepático.

Uma terapêutica bem-sucedida é confirmada por uma descida rápida do nível sérico de CYFRA 21-1 para o intervalo normal.

 

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publicado às 14:57


Antigénio Carcino-Embrionário no despiste do Carcinoma Colorrectal

por Laboratórios Germano de Sousa, em 23.01.17

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O Carcinoma Colorrectal é uma das neoplasias mais comuns e o diagnóstico precoce constitui um passo importante para a diminuição da elevada taxa de mortalidade associada. Os sinais e sintomas dependem da localização e tamanho do tumor. A avaliação através da colonoscopia é o método preferencial no diagnóstico desta neoplasia, mas a medicina laboratorial, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes é fundamental no despiste da mesma. Se positivo é aconselhável realização de uma colonoscopia. Por sua vez o Antígeno Carcino-Embrionário (CEA) é um marcador tumoral de elevada especificidade para o Carcinoma Colorrectal, que tem todo o interesse no acompanhamento deste tipo de cancro diagnosticado por biópsia prévia, bem como na monitorização terapêutica e pós cirúrgica.

O Antigénio Carcino-Embrionário (CEA) é uma glicoproteína produzida na maioria dos casos em células de Carcinoma Colorrectal, entra na corrente sanguínea e é o marcador mais utilizado neste carcinoma, pois o seu nível sérico apresenta boa correlação com o desenvolvimento tumoral. É também um indicador para outros cancros como o do pâncreas, da mama e do pulmão.

Como valores de referência devem ser considerados: indivíduos do sexo masculino não fumadores: até 3,4 ng/ml; fumadores: até 6,2ng/ml e indivíduos do sexo feminino não fumadores até 2,5ng/ml e fumadores até 4,9ng/ml. Níveis elevados são frequentemente encontrados em 65% dos pacientes com Carcinoma Colorrectal, no momento do diagnóstico. Valores aumentados podem igualmente ser fundamentados por outras situações clínicas como inflamações e infeções, úlceras, cirrose hepática, cancro da mama ou do pulmão e em casos onde o paciente tenha sido submetido a uma cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, que podem gerar elevações transitórias dos níveis de CEA.

Em cada caso clínico de Carcinoma Colorrectal diagnosticado com o Antigénio Carcino-Embrionário e confirmado com a biópsia, existe uma taxa de 250 falsos-positivos.

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publicado às 17:52


Anomalias nos níveis de Glicemia e Diabetes Gestacional

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.16

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A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e pela incapacidade do organismo em metabolizar a glicose proveniente dos alimentos. A quantidade de glicose presente no sangue é designada de Glicémia. A Diabetes Gestacional é considerada a intolerância à glicose, ou também chamados hidratos de carbono, e é diagnosticada ou confirmada pela primeira vez durante a gravidez. 

O diagnóstico da Diabetes Gestacional é feito às mulheres grávidas que apresentam excesso de açúcar (hiperglicémia) no sangue, no decurso da gravidez, através do rastreio que é realizado a todas as grávidas no período pré-natal, entre as 24 e 28 semanas de gestação. Surge durante a gravidez e desaparece geralmente quando concluído o período de gestação e requer total acompanhamento do médico assistente, uma vez que após deteção de hiperglicémia, a grávida deve seguir uma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas tanto para a mãe como para o feto. Nas gravidezes em que é detetada a Diabetes Gestacional, as mulheres devem seguir todas as diretrizes do médico assistente, de forma a evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde, no período pós-parto.

O diagnóstico da Diabetes durante a gravidez tem um impacto significativo em vários aspetos da saúde materno-infantil, como por exemplo quanto mais precocemente for detetado e iniciado o controlo metabólico menor será a probabilidade de morbilidade materna e mortalidade perinatal. De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes as “mulheres com antecedentes da Diabetes Gestacional constituem um grupo de risco aumentado para o desenvolvimento da diabetes, principalmente tipo 2 e da Diabetes Gestacional em futura gravidez, devendo por isso ser submetidas a uma reavaliação glicémica após o parto.” Simultaneamente, estudos revelam que existe uma forte relação entre obesidade e hiperglicemia durante a gravidez e a possibilidade dos filhos virem a desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 em fases tardias da vida.

O diagnóstico da Diabetes Gestacional envolve duas fases distintas: Glicemia em Jejum (realizada na primeira consulta de vigilância Pré-Natal) e Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) às 24-28 semanas de gestação. Quando os valores da Glicémia em jejum, são iguais ou superiores a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) e inferiores a 126 mg/dl (7,0 mmol/L) confirma-se o diagnóstico da Diabetes Gestacional, não sendo necessária a realização do teste de PTGO. Caso o valor seja inferior a 92 mg/dl (5,1 mmol/L) implica a realização da Prova de Tolerância Oral à Glucose com sobrecarga de 75 g de glucose, exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina. Para realizar a Prova de Tolerância Oral à Glucose a grávida deve permanecer em jejum pelo menos 8 horas e nunca mais de 14 horas. É realizada uma colheita simples de sangue após 1 hora de repouso após a ingestão de um líquido açucarado a que foi adicionado de 75 g de glicose.

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publicado às 18:37


Doença de Alzheimer

por Laboratórios Germano de Sousa, em 11.06.15

Análise ao Sangue como método diagnóstico da Doença de Alzheimer

 

A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, constituindo a forma mais comum de demência. Provoca uma perda contínua e irreversível de diversas funções cognitivas, nomeadamente a memória, a concentração, a atenção e a linguagem. A progressão da doença depende de pessoa para pessoa, mas a deterioração cognitiva afeta a capacidade funcional do doente, dificultando a realização das tarefas básicas diárias, conduzindo a uma situação de dependência total, com impacto significativo para o próprio e para os seus familiares.

As manifestações da Doença de Alzheimer são variáveis consoante a fase em que os doentes se encontram, mas existem traços comuns: no início da doença, é frequente a dificuldade em recordar acontecimentos recentes, e com o progressão da mesma podem surgir sintomas como desorientação espacio-temporal, alteração da personalidade, irritabilidade, alteração de humor e comportamento agressivo, associados a dificuldades na linguagem e a perda de memória a longo prazo.

Na base deste quadro clínico estão alterações fisiopatológicas relacionadas com o depósito e acumulação de placas de proteínas (proteína β-amiloide e proteína tau) no cortex cerebral. Na doença de Alzheimer existe um processo patológico desconhecido que faz com que as proteínas percursoras da Amilóide se fragmentem em segmentos menores de proteína β-amiloide, as quais se agrupam e depositam no exterior dos neurónios em formações densas, conhecidas como placas senis. Como consequência, a Doença de Alzheimer apresenta, em determinadas àreas do lobo temporal, parietal e frontal, atrofia do cortéx cerebral com perda de neurónios e sinapses.

O diagnóstico da Doença de Alzheimer assenta na história clínica, devidamente suportada por meios complementares imagiológicos, como sejam o recurso à tomografia computadorizada (TAC), à ressonância magnética (IRM), à tomografia computorizada por emissão de fotão único (SPECT) ou à tomografia por emissão de positrões (TEP).

A utilização de alguns testes laboratoriais como marcadores da doença pode permitir o diagnóstico precoce, com uma sensibilidade de 94 a 100%, mesmo antes dos primeiros sintomas e manifestações ocorrerem. A pesquisa da presença, no líquido cefalo-raquidiano (LCR), da substância β-amilóide e da Proteína TAU são os marcadores mais recentemente utilizados, para além da determinação da APOE4.

Assim, uma simples análise ao sangue poderá contribuir para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, ajudando na deteção da doença durante a sua fase inicial e permitindo a sua monitorização, com reflexos na melhoraria da qualidade de vida dos doentes.

 

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publicado às 16:46


Doenças do Estômago

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.15

Diagnóstico Laboratorial da Helicobacter Pylori

 

A Helicobacter Pylori adquiriu grande importância durante as últimas décadas, ao ser reconhecida como uma importante bactéria patogénica que infeta grande parte da população humana. A sua erradicação representa um grande desafio para a medicina laboratorial.

Esta bactéria, localizada na mucosa gástrica, apresenta uma relação causal com algumas patologias como o carcinoma gástrico e a úlcera péptica.

No diagnóstico da H. Pylori o médico assistente pode apoiar-se numa série de sintomas relacionados com algumas patologias gástricas e que são a favor da infeção e posteriormente a avaliação deve ser corroborada com exames laboratoriais específicos. Apenas laboratorialmente é possível confirmar a presença da H. Pylori. Existem diversos métodos para detetar a infeção pela bactéria e estão divididos em dois grupos, dependendo da técnica utilizada para colheita de amostra: métodos invasivos, que se realizam com base numa amostra de mucosa gástrica obtida por biópsia e testes não-invasivos.

 

Testes Invasivos

 

Urease: Para efetuar o teste da Urease deve realizar-se uma endoscopia digestiva para visualização do estômago, de forma a pesquisar a atividade enzimática da Urease numa pequena fração da mucosa. Coloca-se fragmentos da biópsia da mucosa gástrica numa tira de papel, que contém ureia e um indicador de acidez. A Urease que é uma enzima, produzida pela H. Pylori, cinde a molécula de ureia libertando amónia, que é alcalina e altera a cor do indicador. Caso o resultado do teste seja positivo significa que o paciente possui a bactéria no estômago e deve iniciar o tratamento à base de antibióticos para eliminá-la o mais rapidamente possível, antes do desenvolvimento de patologias graves como as úlceras ou posteriormente o cancro do estômago.

Exame Cultural: O isolamento da H. Pylori nem sempre é bem-sucedido, pois trata-se de uma bactéria exigente e necessita de meios de cultura complexos. É o teste de diagnóstico mais específico, mas requer cuidados especiais no transporte da biópsia para o laboratório.

Exame Histológico: O exame histológico consiste no estudo de tecidos biológicos através da microscopia das amostras obtidas na biópsia e é um exame de diagnóstico frequentemente utilizado.

Biologia Molecular: Recorre ao uso da Reação de Amplificação de Polimerase (PCR) que é realizada a partir de amostras de biópsias gástricas e a sua grande vantagem reside no facto de permitir obter a sequência do ADN da bactéria, permitindo verificar mutações e identificar estirpes de H. Pylori.

 

Testes Não-Invasivos

 

Teste Serológico: A infeção por H. pylori provoca uma resposta imunológica local e sistémica levando à produção de anticorpos contra esta bactéria. Este teste visa determinar quantitativamente e/ou qualitativamente os anticorpos IgG anti-H. pylori. Os anticorpos IgG específicos contra a H. Pylori podem ser detetados por um método de ELISA (ensaio imunoenzimático). Deve ser considerado apenas como método de despiste, utilizando-se maioritariamente em doentes dispépticos ou assintomáticos numa tentativa de erradicar a H. Pylori e como prevenção do cancro do estômago. Em casos de serologia positiva, o diagnóstico de gastrite ou de úlcera deverá ser confirmado por avaliação clínica e com exames mais específicos.

Teste Respiratório com Ureia: É considerado o principal exame para deteção da infeção pela H. Pylori. Consiste num teste respiratório em que é dado a ingerir ao paciente um líquido com vitamina C e a seguir uma dose de ureia marcada com isótopo do carbono, o carbono13. A ureia, na presença da enzima Urease hidrolisa-se e o CO2 libertado, marcado isotopicamente, é detetado por espectrometria de massa, numa amostra de ar expirado. A radioatividade no ar expirado permite assim avaliar o grau de infeção pela H. Pylori.

Pesquisa de Antigénio Fecal: Este teste baseia-se na utilização de anticorpos para deteção de antigénios da H. Pylori nas fezes. Pode ser realizado através de testes laboratoriais com ELISA ou utilizando a técnica imunocromatográfica, que permite o diagnóstico da infeção no momento.


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publicado às 13:01


41º Encontro Nacional de Celíacos

por Laboratórios Germano de Sousa, em 16.03.15

Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa apoia o Encontro Nacional de Celíacos a realizar em Setúbal

 

O Grupo Germano de Sousa referência nacional de qualidade, rigor e inovação na área de análises clínicas vai apoiar a realização do 41º encontro de Celíacos promovido pela APC - Associação Portuguesa de celíacos que se realizará no próximo dia 21 de Março no Hotel do Sado, em Setúbal.

O Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa tem apostado no desenvolvimento científico e tecnológico de forma a estar sempre na linha da frente do diagnóstico laboratorial, nomeadamente através dos seus núcleos de excelência, com particular incidência nas doenças Autoimunes de onde se destaca e assume particular relevância a Doença Celíaca

Para além dos aspetos médico laboratoriais o Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, com 200 postos de colheita em todo o país, possui uma rede que cobre todo o Distrito de Setúbal, assegurando assim maior e melhor oferta de serviços a toda a população na região.

O Distrito de Setúbal dispõe atualmente de uma excelente oferta na área das análises clínicas e vê reforçada a sua oferta na área da saúde, uma vez que todas as localidades do distrito nomeadamente Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, possuem postos de colheita, sob a orientação clínica do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa.

Desta forma a realização deste Encontro Nacional de Celíacos em Setúbal vem ao encontro da política de proximidade que o Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa realizou no distrito, na área das análises clínicas, onde a presença dos postos vem trazer mais qualidade e rigor na realização dos exames laboratoriais.

Dada a sua especialização laboratorial para efetuar o despiste e o diagnóstico da Doença Celíaca, bem como a sua implantação na região, constituem razão social do apoio do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa ao Encontro de Celíacos, em Setúbal, numa politica de contributo do Grupo Germano de Sousa para a saúde em Portugal através da sua ação de prevenção, na verificação dos riscos para o doente ou para a saúde pública, numa postura de proximidade às populações.

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publicado às 18:36


Doenças do Estômago

por Laboratórios Germano de Sousa, em 10.03.15

Teste de Yersinia

 

O estômago é um órgão que integra no tubo digestivo, localizado abaixo do diafragma entre o esófago e o duodeno. É no interior do estômago que se encontram as glândulas gástricas que produzem o suco gástrico, que por sua vez é envolvido na digestão dos alimentos, a fim de seguirem para o intestino delgado, onde são absorvidos.

Os alimentos contêm na sua composição água, hidratos de carbono, proteínas e gorduras. Estas substâncias têm de ser decompostas em pequenas partículas, passíveis de serem absorvidas pelo intestino. Um em cada três indivíduos desenvolve ocasionalmente sintomas que apontam para disfunções ou doenças a nível do estômago e dos intestinos. Na persistência dos sintomas, a medicina laboratorial desempenha um importante papel, na medida em que os testes explicam, muitas vezes cabalmente esses sintomas.

O grande número de bactérias que entra no corpo humano através dos alimentos torna-se inofensivo durante o processo digestivo. No entanto, se estas sobreviverem no organismo podem originar lesões e doenças, como é o caso da bactéria Yersinia Enterocolítica. Esta é uma enterobactéria, causadora de infeções no estômago e também nos intestinos, geralmente adquirida após ingestão de leite não pasteurizado, água não tratada, carne de porco contaminada, crua ou mal cozida. A infecção pela bactéria Yersinia acompanha-se habitualmente por dor abdominal no lado direito, diarreia e febre. Caso a infeção persista e não seja tratada atempadamente conduz a sérias complicações.

O diagnóstico passa assim pelo recurso à medicina laboratorial através do teste de anticorpos. O corpo humano cria anticorpos específicos contra as bactérias, os quais constituem o indicador para a infecção por Yersinia.

A deteção do microrganismo pode ser feita a partir da cultura das fezes, urina, bílis. O diagnóstico serológico é possível através de testes de aglutinação ou imunoensaios que permitem a detecção de anticorpos específicos contra a Yersinia, produzidos pelo organismo como defesa imunitária contra a bactéria.

O resultado do teste em combinação com os sintomas são a base para o diagnóstico de infeção por Yersinia.

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publicado às 10:25


Harmony™ Prenatal Test - Germano de Sousa

por Laboratórios Germano de Sousa, em 12.02.15

 

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publicado às 18:05


Doenças do Figado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 09.02.15

 

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Tempo de Protrombina

 

O fígado desempenha um papel central na sintetização dos inibidores da coagulação.

A Protrombina é uma proteína produzida pelo fígado que ajuda na coagulação do sangue. Após o início de um processo de sangramento, uma série de fatores de coagulação são ativados de forma gradual, até surgir um coágulo que estanca a hemorragia.

O Teste de Protrombina é um teste sanguíneo que avalia assim o processo de coagulação e a sua duração. É essencialmente uma análise clínica que visa detetar problemas relacionados com perda de sangue e/ou monitorizar pacientes que estejam a tomar medicação para diluir o sangue. Alguns indivíduos manifestam maior propensão para formar coágulos no sangue por razões genéticas ou nos casos de substituição de uma válvula cardíaca ou como resultado de uma fibrilação auricular, etc. Nestes casos existe o risco de os coágulos se moverem para outros órgãos, como os pulmões ou o cérebro, conduzindo a embolias ou tromboses potencialmente fatais. 

As doenças hepáticas graves costumam criar alterações nos processos de coagulação, ou seja, a deficiente formação de fatores de coagulação ocorre por perda da função dos hepatócitos (células hepáticas) que deixam de os produzir e também por falta da matéria essencial à sua síntese como é o caso da Vitamina K.

O Tempo de Protrombina é normalmente medido em segundos. Se o resultado do teste revelar que a coagulação do sangue é lenta, pode ser justificada pela medicação que esteja a ser tomada pelo paciente, doenças do fígado, níveis inadequados de proteínas ou a presença de inibidores coagulação.

Por outro lado, se o teste ao Tempo de Protrombina mostrar que a coagulação do sangue é bastante rápida pode dever-se à elevada ingestão de alimentos que contenham vitamina K.

O Tempo de Protrombina e um índice dele derivado (Internationalysed Normalysed Ratio – INR) permitem controlar a terapêutica anti-coagulante em que é utilizada a Warfarina.

 

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publicado às 17:33


Doenças do Fígado

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.15

Doenças Hepáticas

O estudo do fígado – Albumina/Globulina

 

As proteínas são elementos básicos importantes de todas as células e são fulcrais para o crescimento e desenvolvimento do organismo. Integram a estrutura da maior parte dos órgãos e formam as enzimas e hormonas que regulam o funcionamento do organismo.

No sangue estão presentes duas classes de proteínas, a Albumina e as Globulinas. A Albumina é uma proteína de elevado valor biológico que é encontrada no plasma do sangue e é sintetizada pelo fígado. É a principal proteína circulante no organismo humano e é responsável pelo transporte plasmático de várias substâncias. O fígado é o único órgão responsável pela produção da Albumina. As Globulinas abrangem enzimas, anticorpos e mais de 500 outras proteínas.

A determinação das Proteínas totais é um importante indicador do estado nutricional, sendo bastante útil no despiste e diagnóstico da doença hepática, doença renal e muitas outras patologias. Esta análise clínica é solicitada para fornecer informações gerais acerca do estado nutricional do paciente, sendo igualmente efetuada conjuntamente com outros testes quando o paciente apresenta sintomas que apontam para uma alteração hepática ou renal ou para investigar a causa de edemas.

Níveis baixos de proteínas totais alertam para uma possível alteração hepática, renal ou uma doença na qual as proteínas não são absorvidas correctamente no intestino ou existe uma deficiência das mesmas nos alimentos ingeridos ou ainda por perda acentuada das mesmas. Estes valores baixos podem ser encontrados em doenças que provocam défices de absorção das proteínas, como a Doença Celíaca, em situações de desnutrição grave ou em queimaduras extensas. Níveis elevados de proteínas surgem em situações de inflamação crónica e perante doenças da medula óssea.

Pode igualmente ser solicitado ao laboratório clínico a realização da relação da Albumina com a Globulina (relação A/G), que é calculada a partir dos valores obtidos na determinação direta das proteínas totais e da Albumina. Uma baixa relação A/G pode refletir uma superprodução de globulinas, como acontece em algumas Doenças Autoimunes ou um défice de produção de Albumina, como nos casos de cirrose. Uma elevada relação A/G indica um défice de produção de imunoglobinas. Testes complementares e mais específicos, como a Albumina, testes das enzimas hepáticas e a Electroforese das Proteínas Séricas devem ser realizados quando se pretende obter um diagnóstico mais preciso.

 

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publicado às 17:14


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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