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Tratamento da Toxoplasmose na Gestação

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.06.16

O rastreio da Toxoplasmose deve ser realizado no período pré-natal, permitindo assim evitar graves complicações para o feto. O conhecimento do estado imunitário da gestante é igualmente importante, já que permite informar adequadamente a mulher sobre os cuidados que deverá ter durante a gravidez.

Os riscos da Toxoplasmose na gravidez são mais elevados, nas situações em que a gestante nunca teve contacto com o parasita, pois caso seja infetada ao longo da gestação, poderá transmiti-la ao feto, o que pode acarretar consequências muito graves. Durante os três primeiros meses de gestação, o risco do feto ser infetado é baixo, mas o risco de surgirem lesões é mais elevado, como por exemplo aborto espontâneo, atraso no desenvolvimento corporal e mental e situações de cegueira e surdez.

O risco para o feto depende da imunidade materna no momento da parasitémia e está relacionado com a idade gestacional em que a infeção ocorre: quando a infeção materna ocorre no último trimestre, a transmissão ao feto é mais frequente, mas a doença do recém-nascido é geralmente subclínica. Nas situações em que a infeção ocorre no início da gravidez, a transmissão fetal é menos frequente, mas a doença no recém-nascido é mais grave.

As gestantes que não apresentem imunidade à Toxoplasmose devem ter alguns cuidados básicos como sejam lavar muito bem os legumes e as frutas antes de os ingerir, cozinhar bem a carne e lavar cuidadosamente as mãos depois de a preparar e em situações de contacto direto com gatos, evitar o contato com as fezes.

O diagnóstico da Toxoplasmose é realizado através de testes serológicos, baseados na pesquisa e doseamento dos anticorpos das classes IgM e IgG, produzidos pelo organismo em resposta a um agente infeccioso.

Uma vez estabelecido o diagnóstico e instituída a terapêutica, a gestante deve ser referenciada para a vigilância do envolvimento fetal. No tratamento da Toxoplasmose na gravidez, a medicina recorre ao uso de antibióticos para reduzir o risco de transmissão do vírus ao feto. Os antibióticos que podem ser utilizados são a Espiramicina no primeiro trimestre de gestação ou a combinação de sulfadiazina, pirimetamina no segundo e terceiro trimestre de gestação.

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publicado às 18:09



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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