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Sífilis – a génese da doença

por Laboratórios Germano de Sousa, em 07.10.21

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A Sífilis é uma doença infeciosa, de transmissão sexual e vertical (de uma grávida para o feto, em qualquer fase da gestação) causada pela bactéria Treponema Pallidum. Durante a evolução natural da doença, ocorrem períodos com sintomatologia, características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas e também períodos de latência nos quais não se observa a presença dos sinais ou sintomas.

É uma doença de grave risco para a saúde pública, pois além de ser infectocontagiosa e de poder acometer o organismo de forma severa quando não tratada.

A sintomatologia inicial pode surgir entre uma semana a três meses após o contacto sexual com a pessoa infetada. Na grande maioria dos casos clínicos o doente não valoriza as manifestações, que em geral não dão grande incómodo e podem ser semelhantes às de outras doenças.

Na evolução da infeção existem três fases de doença ativa – primária, secundária e terciária. A fase primária caracteriza-se pelo aparecimento de uma pequena ferida e indolor, na zona genital, anal ou na boca uma semana a três meses após a infeção. A ferida cicatriza ao fim três a seis semanas, mesmo sem tratamento, mas a infeção permanece no organismo e pode ser transmitida aos parceiros sexuais. Na Sífilis secundária podem surgir manchas vermelhas no corpo, palmas das mãos, plantas dos pés e região ano-genital, por vezes acompanhadas de outros sintomas como febre, dores de garganta, caroços no pescoço e axilas, rouquidão e queda de cabelo. Surge geralmente após um período sem sintomas (Sífilis latente recente). Os sintomas desaparecem cerca de quatro semanas a três meses e a infeção volta a ficar adormecida, podendo ser transmitida aos parceiros sexuais até dois anos após a infeção. Na fase terciária as manifestações da doença são mais graves, com lesões por vezes irreversíveis do coração, cérebro e outros órgãos. O tratamento é mais complexo do que nas fases anteriores, a infeção é curada mas podem ficar sequelas.

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publicado às 12:37


Teste Uromonitor - Vigilância Não-Invasiva do Cancro da Bexiga

por Laboratórios Germano de Sousa, em 08.09.21

 

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A cistoscopia de luz branca é o gold standard do diagnóstico do carcinoma da bexiga, seguido de avaliação histológica do tecido ressecado na resseção transuretral da bexiga.

Os pacientes diagnosticados com Cancro da Bexiga Não-Músculo Invasivo (NMIBC), mesmo após uma resseção transuretral com remoção completa do tumor, têm uma taxa de recorrência de aproximadamente 50-70% e 10 a 30% dos casos clínicos irão progredir para um Cancro da Bexiga Músculo Invasivo (MIBC), necessitando assim de vigilância frequente. A progressão da doença nos casos com NMIBC ocorre em até 20% dos pacientes, com maior risco para os que têm carcinoma in situ (CIS) e/ou tumores de estádio T1 (T1HG).

Devido às elevadas taxas de recorrência e ao risco de progressão da doença, frequentemente é necessário uma vigilância regular dos pacientes em intervalos de 3 meses a um ano, que podem durar vários anos, ou mesmo, toda a vida. Atualmente, a vigilância de pacientes com Cancro da Bexiga Não-Músculo Invasivo, consiste no exame endoscópico da bexiga (cistoscopias), combinadas com a citologia da urina. Os resultados das cistoscopias são, por vezes, ambíguos e a auxiliar citologia de urina tem uma sensibilidade particularmente baixa em tumores reduzidos (16%). Estes esquemas extensivos são dolorosos para o paciente, dado que a cistoscopia é um exame invasivo.

Nos últimos anos tem decorrido uma procura ativa por um método melhor e menos invasivo e doloroso para o seguimento de doentes com Cancro da Bexiga Não-Músculo Invasivo. Recentemente, uma equipa de investigadores portugueses do IPATIMUP desenvolveu o teste Uromonitor, uma alternativa promissora, à qual o Grupo Germano de Sousa se associa como laboratório de referência na realização dos testes em Portugal.

Constitui uma solução fiável e não-invasiva na vigilância ativa dos doentes, dado que é realizado com recurso a uma amostra de urina, assim como no contexto de primeiro diagnóstico, independentemente do estado e do grau do tumor. Pode ser usado para detetar o tumor em pacientes sob vigilância ou com hematúria e auxiliar a cistoscopia e citologia de urina. Baseia-se na deteção de biomarcadores moleculares presentes em células tumorais de cancro da bexiga, encontradas na urina. O teste consiste na análise de mutações-alvo em três genes (TERT, FGFR3 e KRAS), usando Real-time qPCR e apresenta elevada sensibilidade analítica (deteta> =7 alelos mutados por cada 1000 normais), permitindo aferir a recorrência da doença, com elevada sensibilidade (> 93,1%) e especificidade (> 85.4%).

O teste Uromonitor foi reconhecido e considerado pela comunidade científica como uma excelente alternativa para seguimento de pacientes previamente diagnosticados com Cancro da Bexiga Não-Músculo Invasivo por ser um teste não invasivo, de colheita fácil e com elevada sensibilidade e especificidade. Torna-se o complemento ideal no seguimento destes doentes, permitindo reduzir o número de cistoscopias realizadas, o desconforto para os pacientes e melhorando a sua qualidade de vida.

O teste é realizado nos nossos laboratórios do grupo, garantindo a rapidez (os resultados são entregues em 5 dias úteis), excelência de resultados e o acompanhamento por uma equipa de especialistas, sempre disponíveis para discussão de casos clínicos.

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publicado às 12:22


Carcinoma da Bexiga não-músculo invasivo

por Laboratórios Germano de Sousa, em 20.08.21

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A bexiga é um órgão oco e distensível que integra o sistema urinário. Está ligada aos rins pelos ureteres e a sua função é armazenar a urina produzida, até que esta seja eliminada para o exterior através da uretra.

O carcinoma da bexiga tem geralmente origem nas células de revestimento da bexiga, isto é, no urotélio e é a décima tipologia de cancro mais diagnosticada no Mundo.

O consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento deste carcinoma. Os fumadores apresentam três vezes mais probabilidade de vir a desenvolver cancro da bexiga, em comparação com os não-fumadores, uma vez que o fumo do tabaco tem substâncias tóxicas que são processadas pelo corpo e chegam à bexiga através da urina. Podem ser apontados como outros fatores de risco a exposição a alguns compostos químicos, o sexo e a idade, bem como a genética e antecedentes familiares. Os homens apresentam um risco maior de desenvolver cancro da bexiga comparativamente às mulheres e a probabilidade de desenvolver a doença aumenta com a idade, sendo que os dados existentes apontam para que mais de 70% dos pacientes afetadas por esta tipologia de cancro têm idade superior a 65 anos. Indivíduos com familiares com cancro da bexiga apresentam um risco superior de o desenvolver. Do mesmo modo, determinadas síndromes genéticas como retinoblastoma (mutação do gene RB1), doença de Cowden (mutação do gene PTEN), ou síndrome de Lynch têm sido associadas ao cancro da bexiga.

A doença pode ser dividida em dois subtipos, atendendo à sua capacidade de invasão ou de infiltração para outros tecidos: Cancro da Bexiga Não-Músculo Invasivo (NMIBC), em que o tumor permanece na camada mais interna do epitélio de transição, sem crescer para as camadas mais profundas e Cancro da Bexiga Músculo Invasivo (MIBC), em que o tumor desenvolve-se para camadas mais profundas da bexiga, afetando a lâmina própria (carcinoma invasivo que não compromete a camada muscular), ou em alternativa pode invadir a camada seguinte mais profunda, a musculatura (carcinoma com invasão muscular). Este tipo de cancro é potencialmente mais agressivo e propaga-se frequentemente para outros tecidos ou órgãos do corpo (metástases).

O carcinoma da bexiga não-músculo invasivo não invade a musculatura própria da bexiga. A principal sintomatologia é a hematúria ou sangramento na urina, ocorrendo em 50% a 80% dos casos clínicos. No início do diagnóstico aproximadamente 75% dos pacientes apresentam-se com uma doença confinada à mucosa e submucosa. Apesar destes tumores, geralmente, não representarem uma ameaça à vida dos doentes, este tipo de cancros tem uma alta prevalência devido à grande sobrevivência a longo prazo, comparativamente com tumores musculo-invasivos.

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publicado às 14:22


Grupo Germano de Sousa faz análises a Portugal em campanha digital

por Laboratórios Germano de Sousa, em 21.07.21

Desde os primeiros casos de SARS-CoV-2 (COVID-19) detetados em Portugal em Março de 2020, que o Grupo Germano de Sousa permanece lado a lado com a população portuguesa. Os testes PCR já eram uma rotina de diagnóstico do laboratório e a adaptação à nova realidade e ao novo vírus foi rápida. Inovação, qualidade e rigor dos equipamentos tecnológicos e todo o conhecimento médico especializado das equipas e esforço e motivação das mesmas foi direcionado no combate ao vírus, disponibilizando a todos os portugueses uma testagem de confiança.

O SARS-CoV-2 (COVID-19) tem complicado a vida da população do ponto de vista sanitário e socioeconómico, gerando a privação de afetos e alguns momentos de tensão. No entanto, os valores de todos os portugueses não mudaram, continuam bem enraizados e devem ser enaltecidos. Esta campanha digital em vídeo - https://youtu.be/NmN3cW2TyFo - vem exatamente mostrar o resultado real da análise a Portugal, com o objetivo de inspirar e motivar os portugueses nesta fase menos positiva.

O grupo Germano de Sousa é o maior laboratório de análises clínicas de Portugal, com uma rede de 550 pontos de colheita, mais de 1.300 colaboradores dos quais 50 são especialistas em patologia clínica e genética, realizando mais de 75.000 análises por dia e que desde o início da pandemia já realizou mais de 1.500 mil testes à COVID-19. Cada vez mais o Laboratório tem o dever e a responsabilidade médica, técnica, científica e humanamente dar aos que nele confiam um saber e uma resposta de qualidade.

Exercer com alegria a Medicina, porque os portugueses são a prioridade é a missão do Grupo Germano de Sousa que vai continuar de 24h em 24h, todos os dias da semana a rastrear mais a população e identificar focos, no combate à crescente disseminação do vírus, dando continuidade ao compromisso ético para com a população portuguesa e apoiando o Sistema Nacional de Saúde.  

 

 

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publicado às 12:44


Um esforço da comunidade científica global na obtenção da imunidade

por Laboratórios Germano de Sousa, em 26.05.21

shutterstock-1683491917-950x497.jpgO contexto de emergência mundial, originado pela disseminação do vírus SARS-COV-2 (doença de COVID19), reforçou a urgência do desenvolvimento de vacinas, num esforço de convergência da comunidade científica a nível global. Portugal está atualmente na segunda fase do calendário de vacinação, sendo administradas as vacinas da BioNTech/Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen.

Perante as questões que são colocadas diariamente se as vacinas são seguras podemos claramente afirmar que sim. Nunca tivemos vacinas tão vigiadas quanto as desenvolvidas para o combate à COVID19. No desenvolvimento e aprovação destas vacinas, tal como para qualquer outro medicamento, foi garantida a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos. Estes ensaios clínicos decorreram de acordo com os procedimentos habituais para ensaios de qualquer vacina. Algumas notícias recentes sobre efeitos secundários geraram algumas interrogações e insegurança. No entanto, em todo o Mundo já foram administradas mais de mil milhões de vacinas, pelo que esta percentagem de efeitos adversos e graves é raríssima. Qualquer vacina tem sempre efeitos secundários. Se lermos a bula da aspirina, do paracetamol e da pílula são inúmeros os riscos e contra indicações e nunca foram suspensos no mercado. As pessoas devem vacinar-se. Após 3 a 4 semanas da administração da primeira dosagem já terão cerca de 60% de imunidade. O risco de sofrer um efeito adverso na imunização contra o SARS-COV-2 é incomparavelmente menor do que, sem a vacina, o de contrair o vírus, sofrer graves complicações e ir parar a uma unidade de cuidados intensivos ou até mesmo falecer. Quanto mais o tempo passa sem que as pessoas se vacinem, maior a probabilidade de surgir outras mutações do vírus. Quanto maior for a percentagem de população vacinada, maior a dificuldade de circulação do vírus, porque a maioria das pessoas está imunizada (imunidade de grupo). As vacinas não só protegem as pessoas que as recebem, mas também as pessoas que não podem, por razões médicas, ser vacinadas.

As vacinas  BioNTech/Pfizer e Moderna são vacinas mRNA e a da AstraZeneca e da Janssen são vacinas de vetor viral não replicativo, contudo independentemente das tecnologias que utilizam todas as vacinas para o SARS-COV-2 são eficazes. Os estudos realizados sobre a sua eficácia são acompanhados pela comunidade científica em termos de fármaco vigilância como nunca até hoje realizada.

A vacina da AstraZeneca e da Janssen são vacinas de vírus atenuado e atuam de forma tradicional, utilizando componentes do vírus e o sistema imunológico reconhece-as como substâncias estranhas, desenvolvendo anticorpos para neutralizar o vírus. Usam uma tecnologia conhecida como vetor viral não replicativo, recorre a um adenovírus, que não tem capacidade de se reproduzir no organismo ou prejudicar a saúde. Este adenovírus, modificado geneticamente, passa a possuir as instruções para a produção de uma proteína característica do coronavírus. Ao entrar nas células, o adenovírus faz com que estas passem a produzir essa proteína, o que é detetado pelo sistema imune, que cria formas de combater o vírus e cria uma resposta protetora contra uma infeção.

As vacinas mRNA, como as da BioNTech/Pfizer e da Moderna, constituem um salto científico gigante e vai ser este o modelo de vacinas a adotar nas futuras situações virais. Possuem uma técnica de imunização inovadora, que recorre ao RNA mensageiro (mRNA) que, ao penetrar nas células induz estruturas do citoplasma (ribossomas) a produzirem proteínas específicas do vírus (proteínas “Spike”) que ao saírem da célula desencadeiam uma resposta imunitária humoral.

Resta agora acreditarmos na capacidade do aumento de produção das vacinas, ainda longe do seu máximo, de modo a que a produção atinja a capacidade de distribuição a nível mundial, processo determinante para que em termos globais possamos passar da fase pandémica para uma fase endémica, estágio que nos permitirá conviver com o vírus no nosso dia-a-dia sem transtornos para a nossa saúde.

 

 

 

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publicado às 12:00


Teste de diagnóstico da COVID-19 por amostra de saliva

por Laboratórios Germano de Sousa, em 14.04.21

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Dando continuidade ao compromisso ético para com a população portuguesa e apoiando o Sistema Nacional de Saúde no combate ao SARS-CoV-2, o Grupo Germano de Sousa passa agora a disponibilizar o teste de diagnóstico da COVID-19 por amostra de saliva.

A saliva é uma boa amostra biológica para o diagnóstico laboratorial da COVID-19, dado que as partículas de SARS-CoV-2 na saliva podem resultar da migração de células infetadas do tratorespiratório inferior e superior ou de infeção da cavidade oral, principalmente da língua.

Para a realização deste teste é facultado um kit individual que contém um tubo para onde o paciente deve expelir saliva para dentro do recipiente. É assim um teste pouco invasivo e bastante simples no que respeita à recolha da amostra, o que se torna bastante útil no caso de pacientes mais sensíveis ao recurso da zaragatoa, como idosos e crianças. O procedimento também diminui risco de disseminação de gotículas, contribuindo para a segurança de todos. Constitui uma solução acessível que permite a identificação rápida de casos ativos evitando a disseminação doSARS-CoV-2. Mantem a mesma técnica de análise do teste molecular (RT-PCR) e numa única amostra é possível detetar a presença do vírus, identificar as estirpes e dosear a presença de anticorpos.

Numa altura em que a testagem em massa é fulcral para gerir o desconfinamento, estes testes têm elevada aplicabilidade em rastreios em escolas, aeroportos, lares e nos locais com maior risco de transmissão em meio laboral. Este teste de diagnóstico com recurso a uma amostra de saliva pode aumentar significativamente a capacidade de testagem da população.

Numa primeira fase, este teste pode ser realizado nos Centros COVID-19 do Grupo Germano de Sousa, cuja listagem pode ser consultada em: https://www.germanodesousa.com/postos-de-colheita/?servico=covid-19#pesquisa, sendo posteriormente disponibilizado em todos os postos de colheita do grupo de Norte a Sul do País.

Reforçamos assim o nosso compromisso no acompanhamento contínuo dos desafios e evolução nas áreas da Patologia Clínica e Análises Clínicas em inovação, qualidade e rigor, colocando à disposição da população portuguesa e dos médicos esse conhecimento.

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publicado às 13:17

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Portugal registou durante o mês de Janeiro p.p. um aumento de casos confirmados de SARS-CoV-2 (COVID19), chegando a atingir valores recorde, inclusivamente de óbitos.

A disseminação acentuada da COVID19 nessas semanas está associada ao aumento dos contactos estabelecidos nas duas épocas festivas no final do ano, ao surgimento da nova variante inglesa do coronavírus, que está a preocupar a comunidade científica, porque se acredita que pode ser mais contagiosa e está já a ser identificada em diversos casos, mas é muito importante frisar que o crescente recurso aos testes de antigénio que se tem vindo a verificar pode contribuir ainda mais para esta disseminação do SARS-CoV-2.

O desempenho destes testes depende muito do contexto clínico e epidemiológico, em que são utilizados, sendo recomendada ponderação e reserva na sua utilização em casos sem critérios clínicos e epidemiológicos. Devem ser usados até ao quinto dia de sintomas, nos hospitais onde não exista testes PCR (teste molecular) e em surtos concretos, onde é preciso isolar os casos positivos de forma rápida.

Têm uma sensibilidade mais baixa do que os testes PCR e, portanto, a probabilidade de obter resultados falsos negativos é maior. Um resultado negativo nesta tipologia de teste não permite excluir, por si só, uma infeção pelo SARS-CoV-2. O resultado negativo tem de ser avaliado junto com a restante informação clínica e com o enquadramento epidemiológico de cada pessoa e deve ser realizado um teste PCR.

Tem-se assistido a uma utilização generalizada e por vezes sem controlo dos testes de antigénio, em empresas, escolas e até mesmo por parte de famílias, pois surge aquela ansiedade de realizar um teste com “resultado rápido” e que as descanse para contactos com familiares, colegas, criando assim esta "falsa sensação de segurança" e que em muitos casos gera contágios e a disseminação do SARS-CoV-2.

O teste PCR continua a ser o teste de diagnóstico de eleição. É um teste molecular que pesquisa ácido ribonucleico (RNA) do genoma do vírus SARS-CoV-2. A amostra, recolhida através de exsudado nasal obtido por zaragatoa segue para laboratório e os resultados são conhecidos num prazo de 48 horas. É um teste 100% exato e apenas funciona na sua totalidade a partir do terceiro dia de uma possível infeção, dado que só após o período de incubação é que o vírus realiza cinco a dez cópias por microlitro de sangue, o suficiente para que a sua ação no organismo se torne detetável. Os falsos positivos são raros e a taxa de falsos negativos é muito inferior à dos testes de antigénio.

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publicado às 15:15

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Os testes de pesquisa de antigénio desenvolvidos para o diagnóstico do SARS-CoV-2 (doença de COVID-19), são testes maioritariamente imunocromatográficos que detetam proteínas específicas do vírus SARS-CoV-2, produzidas pelo vírus replicante no trato respiratório.

Realizados através da colheita de amostras do trato respiratório (normalmente, exsudado da nasofaringe) que não necessitam de ser submetidas ao processo de extração de ácidos nucleicos, permitem a obtenção de resultados num período de tempo curto (entre 10 a 30 minutos) sendo na maioria dos casos de leitura visual ou de leitura ótica em equipamento portátil.

Os testes de antigénio têm muito pouca sensibilidade e aplicabilidade quando comparados com o teste molecular PCR, o teste de eleição e 100% fiável no despiste do SARS-CoV-2. Só têm aplicação em pessoas com sintomas ativos (devem ser utilizados nos primeiros 5 dias), não vão despistar nem podem ser utilizados em pessoas assintomáticas, dado que os assintomáticos não produzem cópias virais suficientes para que o teste acuse um contágio.

Tendo em consideração o baixo custo destes testes e o resultado rápido, de forma a despistar uma febre e tosse de um caso positivo podem por exemplo ser utilizados em escolas, creches, fábricas e lares, percebendo se o indivíduo pode frequentar a escola ou permanecer no local de trabalho. No hospital em que um doente chegue mesmo com sintomas como febre e tosse e com todo um síndrome respiratório alto, se não houver a possibilidade de fazer um teste PCR para que em 40 minutos seja obtido um resultado fiável, então aí sim pode-se recorrer a um teste de Antigénio e até mesmo para na entrada dividir doentes COVID de não COVID.

Em caso de resultado negativo e nas situações de elevada suspeita clínica da presença da doença COVID-19 e seguindo as orientações da Direcção Geral de Saúde deve ser realizado um teste confirmatório PCR, no máximo nas 24 horas seguintes, pois o paciente pode estar positivo e contribuir para a propagação da doença.

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publicado às 12:35

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Os laboratórios do Grupo, geridos inteiramente por Médicos Patologistas Clínicos portugueses, conciliam todas as áreas da medicina laboratorial, como Patologia Clínica, Anatomia Patológica, Genética Laboratorial e Patologia Molecular.

Desde o início empenhado no combate à pandemia, o Grupo honra o seu compromisso ético para com os portugueses: dar resposta à necessidade de testagem em larga escala de norte a sul do país, apoiando o Sistema Nacional de Saúde e envidando todos os esforços no combate ao Coronavírus.

Esta atuação por parte do Grupo, criando uma barreira e uma defesa contra a Covid-19, é suportada pela dedicação de uma equipa de mais de 1.300 colaboradores profissionais qualificados e focados, 24 horas sobre 24 horas de serviço contínuo dos laboratórios, incremento de recursos humanos e equipas, investimento contínuo em equipamento de última geração, capacidade de gestão e procedimentos, bem como uma adaptação rápida e eficiente, permitindo ao Grupo Germano de Sousa instalar mais de 150 de postos Covid por todo o país e enfrentar a pandemia a nível nacional.

Apesar deste ser um marco importante, a notícia não surge em jeito de celebração. Surge, sim, como uma responsabilidade acrescida por parte do Grupo Germano de Sousa em manter este apoio incondicional aos portugueses no combate à Covid-19. Como refere o Professor Germano de Sousa, “Até hoje, fizemos 1 milhão de testes SARS COV2 PCR e os portugueses são as 10 milhões de razões que temos para continuar no nosso posto. Este marco serve apenas para nos dar força e sentido de responsabilidade.»

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publicado às 13:00

 

 

 

A atribuição do Prémio Saúde Sustentável no critério de avaliação Impacto Populacional assenta na participação do Grupo Germano de Sousa na testagem em grande escala da população desde as fases iniciais da pandemia, na rapidez e qualidades desses mesmos métodos de diagnóstico e respetiva articulação com as autoridades de saúde, bem como o profissionalismo e o zelo dos mais de 1000 profissionais especializados envolvidos.

O grupo manteve ainda todos os postos de trabalho do laboratório, apesar do fecho da maioria dos 450 postos de colheita em todo o país. Todo este envolvimento e compromisso do Grupo Germano de Sousa tornou possível:

  • A realização de mais de 437.000 testes, o que correspondeu a 14,52% da testagem nacional;
  • Tempo médio de resposta para os testes 21h34m;
  • Taxa de positividade de 6,14%, representando 26,70% de todos os positivos detetados a nível nacional;
  • Postos COVID-19 em 64 concelhos do país com 169 postos de colheita
  • 61 centros de COVID-19, em articulação com Câmaras Municipais, ARS e hospitais públicos e privados
  • 9.000 testes realizados em lares de idosos;

O reconhecimento através da atribuição deste prémio reforça o compromisso do Grupo Germano de Sousa no acompanhamento contínuo dos desafios e evolução nas áreas da Patologia Clínica e Análises Clínicas em inovação, qualidade e rigor, colocando à disposição dos médicos e da população esse conhecimento

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publicado às 11:28


Número Verde

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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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