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Sífilis – a génese da doença

por Laboratórios Germano de Sousa, em 07.10.21

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A Sífilis é uma doença infeciosa, de transmissão sexual e vertical (de uma grávida para o feto, em qualquer fase da gestação) causada pela bactéria Treponema Pallidum. Durante a evolução natural da doença, ocorrem períodos com sintomatologia, características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas e também períodos de latência nos quais não se observa a presença dos sinais ou sintomas.

É uma doença de grave risco para a saúde pública, pois além de ser infectocontagiosa e de poder acometer o organismo de forma severa quando não tratada.

A sintomatologia inicial pode surgir entre uma semana a três meses após o contacto sexual com a pessoa infetada. Na grande maioria dos casos clínicos o doente não valoriza as manifestações, que em geral não dão grande incómodo e podem ser semelhantes às de outras doenças.

Na evolução da infeção existem três fases de doença ativa – primária, secundária e terciária. A fase primária caracteriza-se pelo aparecimento de uma pequena ferida e indolor, na zona genital, anal ou na boca uma semana a três meses após a infeção. A ferida cicatriza ao fim três a seis semanas, mesmo sem tratamento, mas a infeção permanece no organismo e pode ser transmitida aos parceiros sexuais. Na Sífilis secundária podem surgir manchas vermelhas no corpo, palmas das mãos, plantas dos pés e região ano-genital, por vezes acompanhadas de outros sintomas como febre, dores de garganta, caroços no pescoço e axilas, rouquidão e queda de cabelo. Surge geralmente após um período sem sintomas (Sífilis latente recente). Os sintomas desaparecem cerca de quatro semanas a três meses e a infeção volta a ficar adormecida, podendo ser transmitida aos parceiros sexuais até dois anos após a infeção. Na fase terciária as manifestações da doença são mais graves, com lesões por vezes irreversíveis do coração, cérebro e outros órgãos. O tratamento é mais complexo do que nas fases anteriores, a infeção é curada mas podem ficar sequelas.

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publicado às 12:37



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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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