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Covid-19 Teste serológico rápido ou laboratorial? Qual a opção a tomar?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.20

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Os testes de pesquisa aos anticorpos contra o SARS-CoV-2, são alvo de uma procura cada vez maior por particulares e empresas que recorrem aos laboratórios na procura desta informação que lhes permite perceber quem desenvolveu anticorpos contra a doença.

Os anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 são imunoglobulinas (proteínas) produzidas pelo sistema imunológico (linfócitos B) como defesa contra agentes estranhos ao organismo (vírus, bactérias, etc.) quando estes o invadem. O IgM aparece 4 a 6 dias após o início dos Sintomas e vai desaparecer com a cura e o IgG começa a ser produzido ao 10º/14º dia e mantem-se para além da cura e em algumas doenças virais mantêm-se longos anos presentes no organismo, nalguns casos a vida inteira como é o caso da varíola. No Caso do SARS-CoV-2, não se sabe que conferem imunidade ou que concentração é necessária para que essa imunidade seja eficaz. A julgar pelos outros Coronavírus benignos (3) que por aí andam e são benignos essa imunidade não durará mais do que alguns meses. Estamos a aprender.

A determinação por métodos quantitativos dos anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 serve para:

  • Verificar se um individuo que nunca teve sintomas foi anteriormente contagiado pelo vírus e embora  a doença se tenha desenvolvido de forma assintomática os anticorpos IgG elevados não só são a prova que a teve como que poderá eventual mente ter alguma imunidade se a concentração for muito elevada;
  • Se o doente teve a doença diagnosticada por um teste molecular (PCR R) e ou sintomatologia clínica própria do Covid-19, a presença de Anticorpos IgG, após a cura  tem o mesmo significado referido atrás; 3- se os anticorpos IgM e IgG são negativos, tal resultado pode significar duas coisas: ou  individuo nunca teve a doença, ou teve a doença mas o sistema imunológico não respondeu convenientemente.

Surge a questão: Qual o teste serológico mais eficaz a realizar: rápido (qualitativo) ou quantitativo, isto é, permitindo determinar a concentração dos anticorpos?

Os testes rápidos, geralmente divulgados pelas farmácias, são teste serológicos simples, qualitativos que pretendem indicar se o indivíduo foi exposto ou não ao SARS-CoV-2. Realizados a partir de uma picada no dedo para recolher uma gota de sangue, permitem obter resultados em cerca de 15 minutos. Porém, embora a bula Indiue uma sensibilidade e especificidade entre os 80%, na prática têm uma sensibilidade e uma especificidade menor e deixam passar muitos positivos dando origem uma grande quantidade de falsos negativos.

É, pois, necessário recorrer a um teste mais complexo, a partir de uma amostra de sangue, para determinar a quantidade desses anticorpos. Este é procedimento realizado nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa com o teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM. Trata-se de um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), para identificação, que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano. Apresenta uma sensibilidade clínica de 98,5%. Garante assim resultados quase a 100% e fornece uma resposta certa do número de anticorpos que desenvolvemos.

Nenhum dos testes deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda por SARS-CoV-2 (COVID19), em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

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publicado às 11:25


Teste Serológico de Imunidade COVID19 - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.04.20

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O teste - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM - é uma análise sanguínea (imunoensaio por quimioluminescência in vitro) realizada nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa, que determina quantitativamente os anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2, geralmente designado por COVID19), indicando se o indivíduo já foi portador da doença.

Apresenta uma especificidade clínica de 98,7% e uma sensibilidade clínica de 98,5%, quando usado em combinação, com especial indicação de realização nos casos clínicos de:

  • Indivíduos que estabeleceram contacto com doentes COVID19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias;
  • Indivíduos assintomáticos que foram ou não contacto de doentes COVID19 confirmados;
  • Pacientes com doença ligeira (e consequente baixa carga viral) e resultados negativos para COVID19;
  • Avaliação da resposta imunológica após infeção aguda por COVID19.

Interpretação de resultados do teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM:

  • O anticorpo IgM é detetável na maioria dos casos entre 7º-10º dia, embora nos casos mais graves possa ocorrer entre o 3º e o 5º dia após o início dos sintomas;
  • O anticorpo anti-SARS-CoV-2 da classe IgG é detetável entre o 10º e o 20º dia depois do início dos sintomas. Se for indetetável após 20 dias do início dos sintomas (ou 23-25 depois do início da infeção), a infeção por COVID19 pode ser excluída;
  • Durante a fase de convalescença, os anticorpos IgG podem aumentar cerca de 4 vezes em relação ao valor da fase aguda;
  • Não existe evidência de que o surgimento dos anticorpos IgM/IgG anti-SARS-CoV-2 garanta a não transmissão do vírus;
  • Os doentes imunocomprometidos podem ter cargas virais mais elevadas, libertação viral mais prolongada e resposta imune comprometida.

Este teste serológico visa indicar se o indivíduo já foi portador do vírus, como tal não deve ser usado para o diagnóstico da infeção por COVID19, em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

Pacientes curados após a exposição a um vírus podem apresentar uma imunidade protetora duradoura. No entanto, a evidência científica atual ainda não permite afirmar que um título elevado de anticorpos IgG anti SARS-CoV-2 garante imunidade efetiva ou duradoura.

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publicado às 19:07


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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