Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Covid-19 Teste serológico rápido ou laboratorial? Qual a opção a tomar?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.20

90504585_2531517033765963_183333088506413056_o.jpg

Os testes de pesquisa aos anticorpos contra o SARS-CoV-2, são alvo de uma procura cada vez maior por particulares e empresas que recorrem aos laboratórios na procura desta informação que lhes permite perceber quem desenvolveu anticorpos contra a doença.

Os anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 são imunoglobulinas (proteínas) produzidas pelo sistema imunológico (linfócitos B) como defesa contra agentes estranhos ao organismo (vírus, bactérias, etc.) quando estes o invadem. O IgM aparece 4 a 6 dias após o início dos Sintomas e vai desaparecer com a cura e o IgG começa a ser produzido ao 10º/14º dia e mantem-se para além da cura e em algumas doenças virais mantêm-se longos anos presentes no organismo, nalguns casos a vida inteira como é o caso da varíola. No Caso do SARS-CoV-2, não se sabe que conferem imunidade ou que concentração é necessária para que essa imunidade seja eficaz. A julgar pelos outros Coronavírus benignos (3) que por aí andam e são benignos essa imunidade não durará mais do que alguns meses. Estamos a aprender.

A determinação por métodos quantitativos dos anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 serve para:

  • Verificar se um individuo que nunca teve sintomas foi anteriormente contagiado pelo vírus e embora  a doença se tenha desenvolvido de forma assintomática os anticorpos IgG elevados não só são a prova que a teve como que poderá eventual mente ter alguma imunidade se a concentração for muito elevada;
  • Se o doente teve a doença diagnosticada por um teste molecular (PCR R) e ou sintomatologia clínica própria do Covid-19, a presença de Anticorpos IgG, após a cura  tem o mesmo significado referido atrás; 3- se os anticorpos IgM e IgG são negativos, tal resultado pode significar duas coisas: ou  individuo nunca teve a doença, ou teve a doença mas o sistema imunológico não respondeu convenientemente.

Surge a questão: Qual o teste serológico mais eficaz a realizar: rápido (qualitativo) ou quantitativo, isto é, permitindo determinar a concentração dos anticorpos?

Os testes rápidos, geralmente divulgados pelas farmácias, são teste serológicos simples, qualitativos que pretendem indicar se o indivíduo foi exposto ou não ao SARS-CoV-2. Realizados a partir de uma picada no dedo para recolher uma gota de sangue, permitem obter resultados em cerca de 15 minutos. Porém, embora a bula Indiue uma sensibilidade e especificidade entre os 80%, na prática têm uma sensibilidade e uma especificidade menor e deixam passar muitos positivos dando origem uma grande quantidade de falsos negativos.

É, pois, necessário recorrer a um teste mais complexo, a partir de uma amostra de sangue, para determinar a quantidade desses anticorpos. Este é procedimento realizado nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa com o teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM. Trata-se de um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), para identificação, que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano. Apresenta uma sensibilidade clínica de 98,5%. Garante assim resultados quase a 100% e fornece uma resposta certa do número de anticorpos que desenvolvemos.

Nenhum dos testes deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda por SARS-CoV-2 (COVID19), em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:25


Teste Serológico de Imunidade COVID19 - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.04.20

92262540_23844571845120110_5397639027568410624_n.j

O teste - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM - é uma análise sanguínea (imunoensaio por quimioluminescência in vitro) realizada nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa, que determina quantitativamente os anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2, geralmente designado por COVID19), indicando se o indivíduo já foi portador da doença.

Apresenta uma especificidade clínica de 98,7% e uma sensibilidade clínica de 98,5%, quando usado em combinação, com especial indicação de realização nos casos clínicos de:

  • Indivíduos que estabeleceram contacto com doentes COVID19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias;
  • Indivíduos assintomáticos que foram ou não contacto de doentes COVID19 confirmados;
  • Pacientes com doença ligeira (e consequente baixa carga viral) e resultados negativos para COVID19;
  • Avaliação da resposta imunológica após infeção aguda por COVID19.

Interpretação de resultados do teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM:

  • O anticorpo IgM é detetável na maioria dos casos entre 7º-10º dia, embora nos casos mais graves possa ocorrer entre o 3º e o 5º dia após o início dos sintomas;
  • O anticorpo anti-SARS-CoV-2 da classe IgG é detetável entre o 10º e o 20º dia depois do início dos sintomas. Se for indetetável após 20 dias do início dos sintomas (ou 23-25 depois do início da infeção), a infeção por COVID19 pode ser excluída;
  • Durante a fase de convalescença, os anticorpos IgG podem aumentar cerca de 4 vezes em relação ao valor da fase aguda;
  • Não existe evidência de que o surgimento dos anticorpos IgM/IgG anti-SARS-CoV-2 garanta a não transmissão do vírus;
  • Os doentes imunocomprometidos podem ter cargas virais mais elevadas, libertação viral mais prolongada e resposta imune comprometida.

Este teste serológico visa indicar se o indivíduo já foi portador do vírus, como tal não deve ser usado para o diagnóstico da infeção por COVID19, em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

Pacientes curados após a exposição a um vírus podem apresentar uma imunidade protetora duradoura. No entanto, a evidência científica atual ainda não permite afirmar que um título elevado de anticorpos IgG anti SARS-CoV-2 garante imunidade efetiva ou duradoura.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:07


Análise Cinética - Teste Serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM

por Laboratórios Germano de Sousa, em 16.04.20

88156621_2524291117821888_4712647118869757952_o.jp

O teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM, é uma análise realizada nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa, para identificação da prevalência de anticorpos é um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano.

Apresenta uma especificidade clínica de 98,7% e uma sensibilidade clínica de 98,5%, quando usado em combinação, com especial indicação clínica:

  • Avaliação da resposta imunológica após uma infeção aguda documentada pelo teste de RT-PCR;
  • Indivíduos assintomáticas que foram ou não contacto de doentes COVID19 confirmados;
  • Doentes com doença ligeira (e consequente baixa carga viral) e resultados RT-PCR negativo;
  • Indivíduos que foram contactos de doentes COVID19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias.

O teste serológico revela:

  • O anticorpo da classe IgM é detetável, na maioria dos casos entre 7º-10º dia, embora nos casos mais graves possa ocorrer entre o 3º e o 5º dia após o início dos sintomas;
  • O anticorpo da classe IgG é detetável entre o 10º e o 20º dia depois do início dos sintomas;
  • Se o anticorpo IgG anti-SARS-CoV-2 é indetetável depois de 20 dias depois do início dos sintomas (ou 23-25 depois do início da infeção), a infeção pelo SARS-CoV-2 pode ser excluída;
  • Raras vezes o anticorpo IgG pode ser positivo antes do anticorpo IgM;
  • Durante a fase de convalescença, os títulos de IgG podem aumentar cerca de 4 vezes em relação ao valor da fase aguda;
  • Os níveis de IgG atingem a fase de “plateau” cerca de 1 semana depois da seroconversão;
  • Não existe evidência de que o surgimento dos anticorpos IgM/IgG anti-SARS-CoV-2 garanta a não transmissão do vírus;
  • Os doentes imunocomprometidos podem ter cargas virais mais elevadas, libertação viral mais prolongada e resposta imune comprometida.

Resumidamente podem ser observadas três tipologias de seroconversão (intervalo de tempo durante o qual um anticorpo específico se desenvolve como resposta a um antígeno e se torna detetável no soro):

  • Seroconversão síncrona de IgG e de IgM;
  • Aparecimento de IgM antes ao aparecimento de IgG;
  • Raras vezes aparecimento de IgG antes ao aparecimento de IgM.

Na fase do conhecimento atual, a colheita de amostras seriadas na fase de convalescença seria o ideal, pois permitiria conhecer adequadamente o “timing” da seroconversão dos anticorpos.

O teste serológico deteta apenas a existência, ou não, de anticorpos contra o SARS-CoV-2 (novo coronavírus), indicando se o indivíduo já foi portador da doença e não deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda, em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR). Pacientes curados após a exposição a um vírus podem apresentar uma imunidade protetora duradoura. No entanto, a evidência científica atual ainda não permite afirmar que um título elevado de anticorpos IgG anti SARS-CoV-2 garante imunidade efetiva ou duradoura.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:50


O Coronavirus de Wuhan

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.20

83172650_2488850698032597_6999437322445914112_o.jp

Identificados nos anos 60, várias estirpes de coronavírus estão na origem de infeções várias em animais e por síndromas respiratórios leves a moderados nos humanos, nomeadamente a comum constipação.

No entanto, surgiram mais tarde outras estirpes que se revelaram mais agressivas para a espécie humana. Existindo até aí apenas em animais, conseguiram passar a barreira entre espécies, sendo uma delas, em 2002, o agente etiológico de um síndroma respiratório agudo e grave (Severe Acute Respiratory Syndrome - SARS”). Designada por isso SARS-CoV, a estirpe surgiu na China e, até ser eficazmente contida em 2004, infetou mais de 8.000 pessoas e causou 10% de mortes.

Em 2012, um novo coronavírus, distinto do SARS-CoV, surgiu na Arábia Saudita. sendo os camelos o seu reservatório. Responsável por um síndroma respiratório grave, que se espalhou pelo Médio Oriente, (“Middle East Respiratory Syndrome-MERS” o vírus foi designado por MERS-CoV, sendo a sua disseminação contida em 2013.

Em Dezembro de 2019, um novo coronavírus, na cidade de Wuhan, na China, infetou já mais de 1450 pessoas provocando cerca de 3,5% de óbitos por pneumonia. Era também até agora uma estirpe desconhecida e terá também origem animal, tendo possivelmente passado a barreira da espécie por ingestão de carne de cobra. Com um genoma em 70% idêntico ao SARS-CoV, é tão agressivo para a espécie humana como este e transmite-se de pessoa a pessoa. Este novo coronavírus, exatamente por ser novo, mereceu a designação de 2019-nvCoV. Se a grande maioria dos doentes infetados por ele estão na cidade de Wuhan já existem registo de vários casos confirmados ou suspeitos em muitos países de todos os continentes incluindo 1 caso suspeito em Portugal, embora de resultado negativo, segundo a DGS, depois de feitas as análises.

O quadro comum a todos os doentes são Infeções respiratórias com manifestações clínicas que vão de médias a muito graves. Febre, fadiga e tosse seca estão presentes em quase todos os doentes. Dificuldades respiratórias e pneumonias complicam 15% dos casos.  O diagnóstico é laboratorial sendo feito por testes de biologia molecular que pesquizam o DNA do vírus nas secreções respiratórias dos doentes.

Não existe ainda tratamento específico para infeções causadas por coronavírus. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de líquidos, além de medidas que aliviam os sintomas, tais como os antipiréticos. O aparecimento de qualquer dificuldade respiratória obriga a procurar ajuda médica.

No que respeita à prevenção, ainda não existe vacina contra este coronavírus. As medidas que a OMS e as autoridades sanitárias de todos os países já tomaram para conter este surto viral, a fazer fé no sucesso conseguido com o controle do SARS-CoV e do MERS-CoV, resultarão por certo eficazmente. Restam as medidas que qualquer um deve tomar frente a qualquer surto viral: evitar contacto próximo com pessoas que sofrem de infeções respiratórias agudas, lavar as mãos com frequência, utilizar lenços de papel descartáveis, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas e manter os ambientes bem ventilados.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:02


Número Verde

800 209 498


Traduzir


Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


Envie a sua questão

laboratoriosgermanodesousa@sapo.pt

Contactos Laboratório Central

Site:
www.germanodesousa.com

Morada:
Pólo Tecnológico de Lisboa
Rua Cupertino de Miranda, 9 - lote 8
1600-513 Lisboa, Portugal

Marcações:
Tel.: 212 693 530 /531 /532 /533
Email: contact@cm-lab.com

Horário de Funcionamento:
Dias úteis 7h30 às 20h00
Sábados 8h00 às 14h00

Horário de Colheita:
Dias úteis 7h30 - 20h00
Sábados 8h00 às 14h00


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.