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Os testes de pesquisa de antigénio desenvolvidos para o diagnóstico do SARS-CoV-2 (doença de COVID-19), são testes maioritariamente imunocromatográficos que detetam proteínas específicas do vírus SARS-CoV-2, produzidas pelo vírus replicante no trato respiratório.

Realizados através da colheita de amostras do trato respiratório (normalmente, exsudado da nasofaringe) que não necessitam de ser submetidas ao processo de extração de ácidos nucleicos, permitem a obtenção de resultados num período de tempo curto (entre 10 a 30 minutos) sendo na maioria dos casos de leitura visual ou de leitura ótica em equipamento portátil.

Os testes de antigénio têm muito pouca sensibilidade e aplicabilidade quando comparados com o teste molecular PCR, o teste de eleição e 100% fiável no despiste do SARS-CoV-2. Só têm aplicação em pessoas com sintomas ativos (devem ser utilizados nos primeiros 5 dias), não vão despistar nem podem ser utilizados em pessoas assintomáticas, dado que os assintomáticos não produzem cópias virais suficientes para que o teste acuse um contágio.

Tendo em consideração o baixo custo destes testes e o resultado rápido, de forma a despistar uma febre e tosse de um caso positivo podem por exemplo ser utilizados em escolas, creches, fábricas e lares, percebendo se o indivíduo pode frequentar a escola ou permanecer no local de trabalho. No hospital em que um doente chegue mesmo com sintomas como febre e tosse e com todo um síndrome respiratório alto, se não houver a possibilidade de fazer um teste PCR para que em 40 minutos seja obtido um resultado fiável, então aí sim pode-se recorrer a um teste de Antigénio e até mesmo para na entrada dividir doentes COVID de não COVID.

Em caso de resultado negativo e nas situações de elevada suspeita clínica da presença da doença COVID-19 e seguindo as orientações da Direcção Geral de Saúde deve ser realizado um teste confirmatório PCR, no máximo nas 24 horas seguintes, pois o paciente pode estar positivo e contribuir para a propagação da doença.

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publicado às 12:35

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Os laboratórios do Grupo, geridos inteiramente por Médicos Patologistas Clínicos portugueses, conciliam todas as áreas da medicina laboratorial, como Patologia Clínica, Anatomia Patológica, Genética Laboratorial e Patologia Molecular.

Desde o início empenhado no combate à pandemia, o Grupo honra o seu compromisso ético para com os portugueses: dar resposta à necessidade de testagem em larga escala de norte a sul do país, apoiando o Sistema Nacional de Saúde e envidando todos os esforços no combate ao Coronavírus.

Esta atuação por parte do Grupo, criando uma barreira e uma defesa contra a Covid-19, é suportada pela dedicação de uma equipa de mais de 1.300 colaboradores profissionais qualificados e focados, 24 horas sobre 24 horas de serviço contínuo dos laboratórios, incremento de recursos humanos e equipas, investimento contínuo em equipamento de última geração, capacidade de gestão e procedimentos, bem como uma adaptação rápida e eficiente, permitindo ao Grupo Germano de Sousa instalar mais de 150 de postos Covid por todo o país e enfrentar a pandemia a nível nacional.

Apesar deste ser um marco importante, a notícia não surge em jeito de celebração. Surge, sim, como uma responsabilidade acrescida por parte do Grupo Germano de Sousa em manter este apoio incondicional aos portugueses no combate à Covid-19. Como refere o Professor Germano de Sousa, “Até hoje, fizemos 1 milhão de testes SARS COV2 PCR e os portugueses são as 10 milhões de razões que temos para continuar no nosso posto. Este marco serve apenas para nos dar força e sentido de responsabilidade.»

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publicado às 13:00

 

 

 

A atribuição do Prémio Saúde Sustentável no critério de avaliação Impacto Populacional assenta na participação do Grupo Germano de Sousa na testagem em grande escala da população desde as fases iniciais da pandemia, na rapidez e qualidades desses mesmos métodos de diagnóstico e respetiva articulação com as autoridades de saúde, bem como o profissionalismo e o zelo dos mais de 1000 profissionais especializados envolvidos.

O grupo manteve ainda todos os postos de trabalho do laboratório, apesar do fecho da maioria dos 450 postos de colheita em todo o país. Todo este envolvimento e compromisso do Grupo Germano de Sousa tornou possível:

  • A realização de mais de 437.000 testes, o que correspondeu a 14,52% da testagem nacional;
  • Tempo médio de resposta para os testes 21h34m;
  • Taxa de positividade de 6,14%, representando 26,70% de todos os positivos detetados a nível nacional;
  • Postos COVID-19 em 64 concelhos do país com 169 postos de colheita
  • 61 centros de COVID-19, em articulação com Câmaras Municipais, ARS e hospitais públicos e privados
  • 9.000 testes realizados em lares de idosos;

O reconhecimento através da atribuição deste prémio reforça o compromisso do Grupo Germano de Sousa no acompanhamento contínuo dos desafios e evolução nas áreas da Patologia Clínica e Análises Clínicas em inovação, qualidade e rigor, colocando à disposição dos médicos e da população esse conhecimento

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publicado às 11:28

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A capacidade de resposta do Grupo Germano de Sousa à Pandemia de COVID-19 viu o seu esforço reconhecido pela atribuição do Prémio Saúde Sustentável, no critério de avaliação Impacto Populacional, uma iniciativa do Jornal de Negócios e da Sanofi, que, ao longo das 8 edições realizadas, tem divulgado e incentivado boas práticas para a sustentabilidade da saúde em Portugal.

A atribuição do Prémio Saúde Sustentável no critério de avaliação Impacto Populacional assenta na participação do Grupo Germano de Sousa na testagem em grande escala da população desde as fases iniciais da pandemia, na rapidez e qualidades desses mesmos métodos de diagnóstico e respetiva articulação com as autoridades de saúde, bem como o profissionalismo e o zelo dos mais de 1000 profissionais especializados envolvidos.

O grupo manteve ainda todos os postos de trabalho do laboratório, apesar do fecho da maioria dos 450 postos de colheita em todo o país. Todo este envolvimento e compromisso do Grupo Germano de Sousa tornou possível:

  • A realização de mais de 437.000 testes, o que correspondeu a 14,52% da testagem nacional;
  • Tempo médio de resposta para os testes 21h34m;
  • Taxa de positividade de 6,14%, representando 26,70% de todos os positivos detetados a nível nacional;
  • Postos COVID-19 em 64 concelhos do país com 169 postos de colheita
  • 61 centros de COVID-19, em articulação com Câmaras Municipais, ARS e hospitais públicos e privados
  • 9.000 testes realizados em lares de idosos;

Os Laboratórios do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa são uma referência a nível Nacional nas áreas da Patologia Clínica e Análises Clínicas em inovação, qualidade e rigor. Com cerca de 450 pontos de colheita em todo o país, o grupo tem investido continuamente no desenvolvimento científico e tecnológico, de forma a estar sempre na linha da frente do diagnóstico laboratorial e é notório o seu contributo para o sector da saúde em Portugal.

O reconhecimento através da atribuição deste prémio reforça o compromisso do Grupo Germano de Sousa no acompanhamento contínuo dos desafios e evolução nas áreas da Patologia Clínica e Análises Clínicas em inovação, qualidade e rigor, colocando à disposição dos médicos e da população esse conhecimento.

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publicado às 16:22


COVID-19 ou Gripe sazonal?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 13.10.20

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Painel Respiratório auxilia médicos na distinção das infeções

A disseminação Mundial do vírus SARS-CoV-2 (doença de COVID-19) tem colocado continuamente sobre enorme pressão os serviços de saúde a nível global. A transmissão pessoa a pessoa foi confirmada, mas a investigação prossegue para determinar perfis mutacionais, compreender se os anticorpos conferem alguma imunidade e analisar os diferentes quadros clínicos após a exposição ao vírus, ligados à genómica de cada doente.

Em Portugal, já foram declarados mais de 2000 óbitos por doença de COVID-19. No atual contexto em que ainda é elevado o número de casos positivos de SARS-CoV-2 no nosso país e com o regresso à normalidade por parte da população no que respeita às rotinas de trabalho e atividade escolar, a época da gripe vem criar novos desafios, em que as infeções gripais tipicamente comuns podem ser confundidas com o vírus de SARS-CoV-2, dada a sintomatologia semelhante.

O Painel Respiratório Biofire com 23 Alvos (19 vírus e 4 bactérias) que permite diferenciar a infeção por SARS-CoV-2 de outras infeções respiratórias sazonais integra o conjunto de testes que diariamente o Grupo Germano de Sousa disponibiliza à população nos seus postos de colheita. 

O Painel Respiratório Biofire fornece a resposta clínica em 24h após a sua realização. Executado de forma simples e rápida, através de zaragatoa nasofaríngea, despista 23 Alvos (19 vírus e 4 bactérias), apresentando uma sensibilidade global de 97,4% e uma especificidade de 99,4%. Despista a presença de SARS-CoV-2 ou outros vírus como o adenovírus, coronavírus 229E, HKU1, NL63, OC43, síndrome respiratória por coronavírus do médio oriente (MERS-CoV), metapneumovirus hum, rinovírus/enterovirus h, influenza A, A/H1, A/H3, A/H1 – 2009, B e parainfluenza 1,2,3 e 4. No que respeita a bactérias, despista a presença de bordetella pertussis e parapertussis, chlamydia pneumoniae e mycoplasma pneumoniae.

Assim, a patologia clínica vem dar resposta ao que clinicamente não é possível distinguir e nos casos clínicos negativos para SARS-CoV-2, saber qual o vírus/bactéria que está a causar aquele quadro clínico, assegurando um diagnóstico correto e de confiança, num período de tempo clinicamente relevante e um tratamento mais eficaz para o doente.

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publicado às 20:19

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Centro de Medicina Laboratorial GERMANO DE SOUSA assumiu a responsabilidade de realizar a vertente laboratorial deste inquérito serológico, graças ao apoio fundamental  da Fundação Francisco Manuel dos Santos, com a colaboração da Pordata e da organização da CTrial. A intervenção do Grupo Germano de Sousa neste inquérito de larga escala, consiste na realização de testes serológicos à população nacional nos postos de colheita distribuídos de norte a sul do país.

O estudo decorre entre atualmente até 7 de Outubro, em 102 municípios de Portugal continental e ilhas e o Grupo Germano de Sousa irá assegurar a realização dos testes serológicos, em 314 dos seus postos de colheita, a uma amostra de 12 mil voluntários, distribuídos pelas diferentes regiões e grupos etários. Os resultados obtidos nos nossos laboratórios  serão depois apresentados ao País pelo IMM - Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes.

O contexto difícil e exigente que vivemos, do ponto de vista sanitário, social e económico, resultante da propagação da COVID19 requer o envolvimento de todos. A realização dos testes serológicos, a partir de uma amostra de sangue periférico, vem determinar a proporção da população portuguesa que foi exposta ao vírus SARS-CoV-2 (quer tenha manifestado ou não sintomas) e que desenvolveu anticorpos, permitindo estimar a prevalência da infeção no nosso país.

A participação da população é de extrema importância, dado que a informação sobre a taxa de seropositividade contra o SARS-CoV-2 na população portuguesa é ainda escassa, tornando a informação obtida fulcral para auxiliar o país e a comunidade científica a ultrapassar a presente situação. Os 12 mil voluntários poderão inscrever-se através do registo no website - www.painelcovid19.pt - ou entrar em contacto com a linha de apoio através do número 808 100 062.

A investigação clínica das várias classes de anticorpos vai permitir compreender melhor a doença, o que distingue biologicamente pacientes assintomáticos dos casos ligeiros aos quadros clínicos mais graves e no fim esclarecer que tipo de imunidade está a ser gerada, permitindo elaborar o retrato da COVID19 em Portugal. Assim, os resultados obtidos através do Painel Serológico Nacional assumem uma relevância imediata, que permitirá adotar decisões políticas no que diz respeito às medidas de contenção contra a COVID-19 e definir as medidas necessárias mais adequadas à retoma social e económica centrada na proteção de todos.

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publicado às 19:14


Teste MyPharmaGenes personaliza prescrição de medicamentos

por Laboratórios Germano de Sousa, em 24.08.20

germano-de-sousa-mpg1.jpgO Grupo Germano de Sousa, em parceria com a HeartGenetics, disponibiliza o MyPharmaGenes® PGx, um teste farmacogenético inovador e único na Europa, que fornece informação útil sobre a resposta do organismo a diversos medicamentos em 5 áreas terapêuticas - Psiquiatria, Gestão da Dor, Oncologia, Diabetes e Cardiovascular.

A variabilidade na resposta a medicamentos constitui uma grande preocupação de saúde pública. Mais de 90% dos medicamentos não são eficazes em mais de 50% dos pacientes e as variantes genéticas que afetam a absorção, distribuição, metabolismo, excreção e toxicidade dos medicamentos explicam cerca de 20 a 30% da variabilidade na resposta aos medicamentos entre indivíduos. A investigação em torno do genoma humano tem vindo a possibilitar uma prática clínica mais centrada no doente, incluindo a tomada de decisões com base na informação genética e molecular. A abordagem Farmacogenética é assim fundamental e o teste MyPharmaGenes® surge como uma peça fundamental para a implementação de uma medicina personalizada.

O teste MyPharmaGenes® PGx utiliza a tecnologia iPLEX MassArray que garante 99% de precisão e sensibilidade e analisa variantes genéticas associadas ao metabolismo e resposta a determinados medicamentos, cientificamente validados e com utilidade clínica comprovada. Avalia mais de 100 fármacos, 32 genes e 88 variantes genéticas e CNVs do CYP2D6 e estruturas híbridas, que são de grande importância para a definição correta de um fenótipo de paciente.

Como ferramenta de apoio à decisão clínica na identificação do fármaco mais seguro e efetivo permite prescrever dosagens mais adequadas de medicamentos, avaliar a resposta do paciente ao tratamento e evitar recções adversas a medicamentos. Foi desenvolvido para apoiar pacientes que estejam a iniciar terapêuticas, que não se encontrem a atingir os objetivos terapêuticos e/ou que experienciem efeitos adversos moderados a graves com a terapêutica atual e para qualquer indivíduo que procure informação acerca da sua predisposição genética na resposta a fármacos.

Na Grande Lisboa, o teste pode ser realizado na Sede e Laboratório Central do Grupo Germano de Sousa (Pólo Tecnológico de Lisboa), enquanto na zona Norte está disponível no Laboratório do Porto do Grupo Germano de Sousa (Trindade - Edifício Domus). O teste é suportado por uma WebApp interativa onde os pacientes podem gerir o seu próprio portfólio de medicamentos, registar medicamentos que provocaram efeitos adversos e obter informação sobre medicamentos que podem ou não ser recomendados com base na sua informação genética conhecida.

O Grupo Germano de Sousa reforça assim o acompanhamento contínuo dos desafios e evolução da Medicina a nível Mundial, em que as abordagens genéticas e genómicas estão a desempenhar um papel cada vez mais importante, colocando à disposição dos médicos e dos seus doentes esse conhecimento.

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publicado às 13:14

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Os nossos laboratórios disponibilizam FoodHealth, um recente e inovador teste da linha LifestyleGenomics, que se assume como uma ferramenta de apoio à definição de estratégias de saúde e bem-estar, de acordo com o perfil genético e bioquímico de cada indivíduo.

Assistimos a uma crescente procura por parte dos cidadãos de soluções para otimização do bem-estar e performance pessoal e para evitarem a doença e a investigação em torno do genoma humano tem vindo a possibilitar uma prática clínica mais centrada no doente, incluindo a tomada de decisões com base na informação genética e molecular.

O teste FoodHealth vem permitir uma gestão personalizada de saúde. O relatório das informações genéticas e bioquímicas surge como uma preciosa ferramenta na definição de planos de nutrição e de alterações de estilo de vida personalizados. O exame genético permite obter informação sobre como a predisposição genética influencia os parâmetros de composição corporal e metabólicos, o metabolismo de nutrientes, a definição de estratégias de saciedade, o ritmo de sono e a prática de exercício físico. O exame bioquímico revela a dinâmica do estado atual de saúde. A junção de todos estes dados – de três grandes áreas: corpo, dieta e hábitos - assegura a definição do plano personalizado.

A tecnologia utilizada para determinação dos resultados genéticos tem uma precisão superior a 99% e não existe uma idade mínima no que respeita aos dados genéticos. O relatório pode ser interpretado sem que exista um conhecimento específico na área da genética. No entanto, para a definição de uma estratégia nutricional, é importante que exista a intervenção de um profissional de saúde.

No atual contexto em que ainda é elevado o número de casos positivos de SARS-CoV-2 (Doença de COVID19), o teste FoodHealth é uma ferramenta para a prevenção da severidade da doença ao avaliar a componente genética e bioquímica de cada pessoa, permitindo a definição de um plano de nutrição e suplementação adequado e preventivo.

Os nossos laboratórios reforçam assim o acompanhamento contínuo dos desafios e evolução da Medicina a nível Mundial, em que as abordagens genéticas e genómicas estão a desempenhar um papel cada vez mais importante, colocando à disposição dos médicos e dos seus doentes esse conhecimento.

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publicado às 12:38


SARS-CoV-2: após a recuperação é possível voltar a testar positivo?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 10.07.20

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Verifica-se que em alguns pacientes, após terem testado positivo ao SARS-CoV-2 (doença de COVID-19), passado uma ou duas semanas ou até mesmo um período de tempo superior apresentam novamente um resultado positivo.

Este novo teste positivo, não significa uma nova infeção, nem a reativação do vírus no organismo. Células do epitélio respiratório, mantêm fragmentos do RNA viral, já inativo, que podem permanecer semanas e até meses no organismo, mesmo após o paciente estar totalmente recuperado da doença. O RNA (ácido ribonucleico) intervém em diversas funções biológicas importantes como a codificação genética, a regulação dos genes e na resistência a vírus, através de um mecanismo designado por interferência de RNA (RNAi). Este processo é desencadeado por pequenas moléculas de RNA provenientes de RNA viral, de sequências codificadas no genoma e geram pequenos fragmentos de interferência de RNA capazes de mediar a resistência a vírus. 

Posteriormente inicia-se um processo de expulsão de células mortas e estes fragmentos emergem para as vias respiratórias superiores e são expelidos, sendo estes fragmentos pulmonares que surgem na amostra obtida do paciente e fazem com que o teste apresente mais uma vez um resultado positivo.

O exame de eleição para detetar a síndrome respiratória aguda grave - coronavírus 2 é o RT-PCR, teste de reação em cadeia da polimerase, exame a partir do qual são aumentados ou replicados segmentos diminutos de RNA, sendo assim bastante preciso para analisar o material genético do vírus, nas amostras recolhidas de secreções respiratórias dos doentes.

Estudos realizados revelam que além de desenvolver anticorpos contra o SARS-Cov-2, os pacientes recuperados produzem quantidades significativas de células T, células do sistema imunológico e também um grupo de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos, formando um complexo e eficiente mecanismo de combate à doença.

A maioria dos pacientes que tiveram COVID-19 têm menor probabilidade de ser reinfectados ou apresentar quadros graves da doença perante uma situação de segunda infeção.

À luz do conhecimento atual, não se sabe ainda se existe uma resposta imunológica definitiva do hospedeiro, após uma primeira infeção, e se este desenvolve imunidade suficiente para proteger de uma próxima exposição ao vírus, pelo que é de extrema importância manter as medidas de proteção recomendadas pela Direção Geral de Saúde isto é, manter o distanciamento no relacionamento pessoal, proceder à desinfeção e/ou lavagem frequente das mãos e evitar grandes ajuntamentos de pessoas.

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publicado às 16:43


Covid-19 Teste serológico rápido ou laboratorial? Qual a opção a tomar?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 01.06.20

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Os testes de pesquisa aos anticorpos contra o SARS-CoV-2, são alvo de uma procura cada vez maior por particulares e empresas que recorrem aos laboratórios na procura desta informação que lhes permite perceber quem desenvolveu anticorpos contra a doença.

Os anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 são imunoglobulinas (proteínas) produzidas pelo sistema imunológico (linfócitos B) como defesa contra agentes estranhos ao organismo (vírus, bactérias, etc.) quando estes o invadem. O IgM aparece 4 a 6 dias após o início dos Sintomas e vai desaparecer com a cura e o IgG começa a ser produzido ao 10º/14º dia e mantem-se para além da cura e em algumas doenças virais mantêm-se longos anos presentes no organismo, nalguns casos a vida inteira como é o caso da varíola. No Caso do SARS-CoV-2, não se sabe que conferem imunidade ou que concentração é necessária para que essa imunidade seja eficaz. A julgar pelos outros Coronavírus benignos (3) que por aí andam e são benignos essa imunidade não durará mais do que alguns meses. Estamos a aprender.

A determinação por métodos quantitativos dos anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 serve para:

  • Verificar se um individuo que nunca teve sintomas foi anteriormente contagiado pelo vírus e embora  a doença se tenha desenvolvido de forma assintomática os anticorpos IgG elevados não só são a prova que a teve como que poderá eventual mente ter alguma imunidade se a concentração for muito elevada;
  • Se o doente teve a doença diagnosticada por um teste molecular (PCR R) e ou sintomatologia clínica própria do Covid-19, a presença de Anticorpos IgG, após a cura  tem o mesmo significado referido atrás; 3- se os anticorpos IgM e IgG são negativos, tal resultado pode significar duas coisas: ou  individuo nunca teve a doença, ou teve a doença mas o sistema imunológico não respondeu convenientemente.

Surge a questão: Qual o teste serológico mais eficaz a realizar: rápido (qualitativo) ou quantitativo, isto é, permitindo determinar a concentração dos anticorpos?

Os testes rápidos, geralmente divulgados pelas farmácias, são teste serológicos simples, qualitativos que pretendem indicar se o indivíduo foi exposto ou não ao SARS-CoV-2. Realizados a partir de uma picada no dedo para recolher uma gota de sangue, permitem obter resultados em cerca de 15 minutos. Porém, embora a bula Indiue uma sensibilidade e especificidade entre os 80%, na prática têm uma sensibilidade e uma especificidade menor e deixam passar muitos positivos dando origem uma grande quantidade de falsos negativos.

É, pois, necessário recorrer a um teste mais complexo, a partir de uma amostra de sangue, para determinar a quantidade desses anticorpos. Este é procedimento realizado nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa com o teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM. Trata-se de um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), para identificação, que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano. Apresenta uma sensibilidade clínica de 98,5%. Garante assim resultados quase a 100% e fornece uma resposta certa do número de anticorpos que desenvolvemos.

Nenhum dos testes deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda por SARS-CoV-2 (COVID19), em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

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publicado às 11:25


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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