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Artrite Reumatóide – Doença Autoimune Sistémica

por Laboratórios Germano de Sousa, em 12.07.19

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A Artrite Reumatoide é uma doença autoimune sistémica, crónica e progressiva de etiologia ainda desconhecida.

O sistema imunitário tem como função a proteção do nosso organismo perante vírus, bactérias e fungos que provocam doenças e infeções. Os anticorpos são essa barreira protetora. Na Artrite Reumatoide, os anticorpos atacam as articulações e o revestimento do coração e pulmões do próprio organismo, numa resposta imunitária dirigida contra os próprios tecidos.

O surgimento desta doença resulta de uma interação complexa de múltiplos fatores genéticos, imunológicos e ambientais, cuja influência exata na origem da doença está ainda por determinar. Estima-se que em Portugal existam 40.000 casos clínicos, maioritariamente no sexo feminino.

As primeiras manifestações da doença são dores nas pequenas articulações das mãos e pés, com instalação progressiva de rigidez matinal e tumefação, com crescente incapacidade funcional. Pode também afetar os ombros, joelhos, cotovelos, ancas e coluna cervical e ser acompanhada de outros sintomas como febre baixa, fadiga, mal-estar geral, perda de apetite e de peso.

A Artrite Reumatoide apresenta como manifestação predominante o envolvimento repetido e crónico das estruturas articulares e periarticulares, podendo ser monoarticular (se envolver apenas uma articulação), oligoarticular (envolvendo duas ou três articulações) ou poliarticular (se envolver mais do que três). Pode ainda ser simétrica, a tipologia mais comum e envolve articulações de ambos os lados do corpo ou assimétrica.

A evolução da doença origina deformações graves nas pequenas articulações das mãos com dores constantes, e impedindo frequentemente a execução de simples tarefas diárias e incapacidade laboral. Em alguns casos a inflamação pode originar miocardite (inflamação do musculo do coração), pleurite (inflamação da pleura, membrana que envolve os pulmões), polineurite (inflamação de nervos) e a queratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e esclerótica dos olhos).

Quando não é diagnosticada e tratada precocemente, idealmente nos 3 meses desde o aparecimento dos sintomas, a Artrite Reumatoide aumenta a probabilidade de erosões ósseas e incapacidade funcional, reduzindo a qualidade de vida dos doentes.

Nos últimos anos, o tratamento da Artrite Reumatoide evoluiu significativamente, em consequência da sensibilidade e especificidade dos testes laboratoriais para a avaliação da actividade inflamatória, do conhecimento dos fatores de pior prognóstico, do uso precoce de fármacos antirreumáticos de ação lenta e do aparecimento de terapêutica combinada.

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publicado às 12:40

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A Ferropénia consiste no défice de ferro no sangue e é um problema de saúde pública constituindo a principal causa de anemia a nível mundial e a deficiência nutricional mais prevalente. O Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa reconhece a importância do tema e a problemática do subdiagnóstico. É neste contexto que, em conjunto com o Anemia Working Group Portugal e o Grupo CUF, promove rastreios gratuitos que visam sensibilizar a população para prevenção desta problemática, evitando que a deficiência de ferro progrida para a condição mais grave, a anemia.

Os rastreios, que irão decorrer em todos os hospitais e clínicas CUF do país, vão permitir clarificar o que é a anemia e a deficiência de ferro e diagnosticar precocemente alguns casos clínicos, encaminhando os pacientes para uma consulta da especialidade.

O défice de ferro manifesta-se através de sinais e sintomas inespecíficos e na maioria dos casos clínicos só é diagnosticado quando se estuda a sua manifestação final, a anemia. Nos grupos de risco, como as gestantes, os doentes renais crónicos ou com doenças inflamatórias intestinais ou com insuficiência cardíaca, está associada a pior prognóstico, com aumento das necessidades de internamento e redução da qualidade e da esperança de vida.

O Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa reconhece a elevada prevalência desta carência nutricional e o seu subdiagnóstico laboratorial, consolidando estratégias de prevenção e dando ênfase ao diagnóstico desta patologia, quer através da prevenção, com apoio aos rastreios gratuitos promovidos pelo AWGP à população em geral, bem como no diagnóstico, com a realização de uma síntese da abordagem laboratorial da NOC nº 30/2015 da Direção Geral de Saúde, “Abordagem, Diagnóstico e Tratamento da Ferropénia no Adulto".

Esta norma da DGS estabelece que perante a suspeita de Ferropénia se deve proceder à sua confirmação laboratorial com a realização das seguintes análises clínicas: Hemograma, Reticulócitos, Parâmetros do metabolismo do ferro, Saturação da transferrina (ST) = ferro/CTFF e Ferritina.

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publicado às 11:57


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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