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Teste Serológico de Imunidade COVID19 - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM

por Laboratórios Germano de Sousa, em 30.04.20

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O teste - Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM - é uma análise sanguínea (imunoensaio por quimioluminescência in vitro) realizada nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa, que determina quantitativamente os anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2, geralmente designado por COVID19), indicando se o indivíduo já foi portador da doença.

Apresenta uma especificidade clínica de 98,7% e uma sensibilidade clínica de 98,5%, quando usado em combinação, com especial indicação de realização nos casos clínicos de:

  • Indivíduos que estabeleceram contacto com doentes COVID19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias;
  • Indivíduos assintomáticos que foram ou não contacto de doentes COVID19 confirmados;
  • Pacientes com doença ligeira (e consequente baixa carga viral) e resultados negativos para COVID19;
  • Avaliação da resposta imunológica após infeção aguda por COVID19.

Interpretação de resultados do teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM:

  • O anticorpo IgM é detetável na maioria dos casos entre 7º-10º dia, embora nos casos mais graves possa ocorrer entre o 3º e o 5º dia após o início dos sintomas;
  • O anticorpo anti-SARS-CoV-2 da classe IgG é detetável entre o 10º e o 20º dia depois do início dos sintomas. Se for indetetável após 20 dias do início dos sintomas (ou 23-25 depois do início da infeção), a infeção por COVID19 pode ser excluída;
  • Durante a fase de convalescença, os anticorpos IgG podem aumentar cerca de 4 vezes em relação ao valor da fase aguda;
  • Não existe evidência de que o surgimento dos anticorpos IgM/IgG anti-SARS-CoV-2 garanta a não transmissão do vírus;
  • Os doentes imunocomprometidos podem ter cargas virais mais elevadas, libertação viral mais prolongada e resposta imune comprometida.

Este teste serológico visa indicar se o indivíduo já foi portador do vírus, como tal não deve ser usado para o diagnóstico da infeção por COVID19, em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

Pacientes curados após a exposição a um vírus podem apresentar uma imunidade protetora duradoura. No entanto, a evidência científica atual ainda não permite afirmar que um título elevado de anticorpos IgG anti SARS-CoV-2 garante imunidade efetiva ou duradoura.

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publicado às 19:07


Análise Cinética - Teste Serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM

por Laboratórios Germano de Sousa, em 16.04.20

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O teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM, é uma análise realizada nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa, para identificação da prevalência de anticorpos é um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano.

Apresenta uma especificidade clínica de 98,7% e uma sensibilidade clínica de 98,5%, quando usado em combinação, com especial indicação clínica:

  • Avaliação da resposta imunológica após uma infeção aguda documentada pelo teste de RT-PCR;
  • Indivíduos assintomáticas que foram ou não contacto de doentes COVID19 confirmados;
  • Doentes com doença ligeira (e consequente baixa carga viral) e resultados RT-PCR negativo;
  • Indivíduos que foram contactos de doentes COVID19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias.

O teste serológico revela:

  • O anticorpo da classe IgM é detetável, na maioria dos casos entre 7º-10º dia, embora nos casos mais graves possa ocorrer entre o 3º e o 5º dia após o início dos sintomas;
  • O anticorpo da classe IgG é detetável entre o 10º e o 20º dia depois do início dos sintomas;
  • Se o anticorpo IgG anti-SARS-CoV-2 é indetetável depois de 20 dias depois do início dos sintomas (ou 23-25 depois do início da infeção), a infeção pelo SARS-CoV-2 pode ser excluída;
  • Raras vezes o anticorpo IgG pode ser positivo antes do anticorpo IgM;
  • Durante a fase de convalescença, os títulos de IgG podem aumentar cerca de 4 vezes em relação ao valor da fase aguda;
  • Os níveis de IgG atingem a fase de “plateau” cerca de 1 semana depois da seroconversão;
  • Não existe evidência de que o surgimento dos anticorpos IgM/IgG anti-SARS-CoV-2 garanta a não transmissão do vírus;
  • Os doentes imunocomprometidos podem ter cargas virais mais elevadas, libertação viral mais prolongada e resposta imune comprometida.

Resumidamente podem ser observadas três tipologias de seroconversão (intervalo de tempo durante o qual um anticorpo específico se desenvolve como resposta a um antígeno e se torna detetável no soro):

  • Seroconversão síncrona de IgG e de IgM;
  • Aparecimento de IgM antes ao aparecimento de IgG;
  • Raras vezes aparecimento de IgG antes ao aparecimento de IgM.

Na fase do conhecimento atual, a colheita de amostras seriadas na fase de convalescença seria o ideal, pois permitiria conhecer adequadamente o “timing” da seroconversão dos anticorpos.

O teste serológico deteta apenas a existência, ou não, de anticorpos contra o SARS-CoV-2 (novo coronavírus), indicando se o indivíduo já foi portador da doença e não deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda, em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR). Pacientes curados após a exposição a um vírus podem apresentar uma imunidade protetora duradoura. No entanto, a evidência científica atual ainda não permite afirmar que um título elevado de anticorpos IgG anti SARS-CoV-2 garante imunidade efetiva ou duradoura.

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publicado às 11:50


O Coronavirus de Wuhan

por Laboratórios Germano de Sousa, em 05.02.20

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Identificados nos anos 60, várias estirpes de coronavírus estão na origem de infeções várias em animais e por síndromas respiratórios leves a moderados nos humanos, nomeadamente a comum constipação.

No entanto, surgiram mais tarde outras estirpes que se revelaram mais agressivas para a espécie humana. Existindo até aí apenas em animais, conseguiram passar a barreira entre espécies, sendo uma delas, em 2002, o agente etiológico de um síndroma respiratório agudo e grave (Severe Acute Respiratory Syndrome - SARS”). Designada por isso SARS-CoV, a estirpe surgiu na China e, até ser eficazmente contida em 2004, infetou mais de 8.000 pessoas e causou 10% de mortes.

Em 2012, um novo coronavírus, distinto do SARS-CoV, surgiu na Arábia Saudita. sendo os camelos o seu reservatório. Responsável por um síndroma respiratório grave, que se espalhou pelo Médio Oriente, (“Middle East Respiratory Syndrome-MERS” o vírus foi designado por MERS-CoV, sendo a sua disseminação contida em 2013.

Em Dezembro de 2019, um novo coronavírus, na cidade de Wuhan, na China, infetou já mais de 1450 pessoas provocando cerca de 3,5% de óbitos por pneumonia. Era também até agora uma estirpe desconhecida e terá também origem animal, tendo possivelmente passado a barreira da espécie por ingestão de carne de cobra. Com um genoma em 70% idêntico ao SARS-CoV, é tão agressivo para a espécie humana como este e transmite-se de pessoa a pessoa. Este novo coronavírus, exatamente por ser novo, mereceu a designação de 2019-nvCoV. Se a grande maioria dos doentes infetados por ele estão na cidade de Wuhan já existem registo de vários casos confirmados ou suspeitos em muitos países de todos os continentes incluindo 1 caso suspeito em Portugal, embora de resultado negativo, segundo a DGS, depois de feitas as análises.

O quadro comum a todos os doentes são Infeções respiratórias com manifestações clínicas que vão de médias a muito graves. Febre, fadiga e tosse seca estão presentes em quase todos os doentes. Dificuldades respiratórias e pneumonias complicam 15% dos casos.  O diagnóstico é laboratorial sendo feito por testes de biologia molecular que pesquizam o DNA do vírus nas secreções respiratórias dos doentes.

Não existe ainda tratamento específico para infeções causadas por coronavírus. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de líquidos, além de medidas que aliviam os sintomas, tais como os antipiréticos. O aparecimento de qualquer dificuldade respiratória obriga a procurar ajuda médica.

No que respeita à prevenção, ainda não existe vacina contra este coronavírus. As medidas que a OMS e as autoridades sanitárias de todos os países já tomaram para conter este surto viral, a fazer fé no sucesso conseguido com o controle do SARS-CoV e do MERS-CoV, resultarão por certo eficazmente. Restam as medidas que qualquer um deve tomar frente a qualquer surto viral: evitar contacto próximo com pessoas que sofrem de infeções respiratórias agudas, lavar as mãos com frequência, utilizar lenços de papel descartáveis, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas e manter os ambientes bem ventilados.

 

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publicado às 18:02


Vasculite – diagnóstico laboratorial

por Laboratórios Germano de Sousa, em 10.12.19

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A Vasculite é uma doença autoimune rara e a maioria dos seus sintomas é comum a outras doenças. No entanto, a persistência e a combinação de alguns sintomas, levam os médicos a suspeitar de Vasculite, que é confirmada com recurso à Medicina Laboratorial. Exames de sangue e de urina, integram a rotina de diagnóstico:

  • Hemograma – contagem dos glóbulos do sangue (vermelhos, brancos e plaquetas). A Vasculite pode provocar anemia devido à redução da produção de glóbulos vermelhos. Maior concentração de plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue) ou de glóbulos brancos (importantes na resistência a infeções) são comuns à Vasculite;
  • Velocidade de Sedimentação - mede a velocidade com que as células suspensas no sangue sedimentam, quando são deixadas no tubo de ensaio, indicando o grau da infeção;
  • Proteína C Reactiva – é produzida pelo fígado em resposta à inflamação sistémica. Níveis elevados são sugestivos de infeção;
  • Aspartato Aminotransferase (AST) - é uma enzima encontrada principalmente no fígado, coração e músculos e é libertada para a circulação sanguínea após lesão ou morte das células. Se algum destes órgãos apresentar lesões, a AST atinge valores elevados no sangue. A quantidade de AST no sangue é medida através de um teste enzimático. Quanto maior for a atividade, maior é a presença da enzima no organismo. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, indica que o fígado, os músculos ou os rins apresentam lesões.
  • Urina - Uma amostra é analisada para verificar a presença de glóbulos vermelhos e proteínas. Os resultados ajudam a determinar se os rins foram afetados, informação crucial porque a inflamação renal pode causar graves danos antes do desenvolvimento dos sintomas.

Estes exames laboratoriais são os principais no diagnóstico da Vasculite e os que todos os pacientes com a doença devem realizar periodicamente. Outras análises laboratoriais mais específicas devem ser requisitadas quando há suspeita de algum tipo particular de Vasculite, por exemplo anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos (ANCA).

A Biópsia é dos exames mais importantes para o diagnóstico definitivo de Vasculite. É retirada uma amostra do tecido afetado (artéria temporal, pele, rim ou nervo) para observação microscópica e caracterização das alterações verificadas.

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publicado às 17:19


Vasculite – génese e sintomatologia

por Laboratórios Germano de Sousa, em 11.09.19

 

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A inflamação e necrose da parede dos vasos sanguíneos, que distribuem o sangue pelo nosso organismo, é designada de Vasculite. Pode conduzir a diferentes graus de oclusão e lesão tissular. A Vasculite é uma doença autoimune, rara, cujas causas são desconhecidas. As mais frequentes em Portugal são a Arterite Temporal, as Vasculites Leucocitoclásticas Cutâneas e as Vasculites Secundárias.

As Vasculites são classificadas como primárias, quando são detetadas num paciente previamente saudável, ou secundárias, se surgirem num paciente com um quadro clínico prévio, como por ex. no caso do Lúpus Eritematoso Sistémico, na Artrite Reumatoide e no Síndrome de Sjögren.

As Vasculites são ainda classificadas consoante os vasos sanguíneos afetados:

  • Grandes vasos: Arterite Temporal de células gigantes e Arterite de Takayasu;
  • Médios vasos: Poliartrite nodosa e Doença de Kawasaki
  • Pequenos vasos: Poliangeíte microscópica (MPA), Poliangeíte Eosinofílica Granulomatosa (antigo Síndroma de Churg-Strauss) e Granulomatose com Poliangeíte (GPA) (antiga Granulomatose de Wegener).

As lesões causadas dependem do tamanho do vaso e do (s) órgão (s) afetado (s). Os pacientes com Vasculite apresentam geralmente sintomas como febre, fadiga, perda de apetite e de peso, dores musculares e articulares. A restante sintomatologia depende do órgão afetado: pele, articulações, trato respiratório superior e inferior, rins, trato gastrointestinal, olhos, cérebro e nervos.

Assim podem ser sintomas o aparecimentos de lesões cutâneas de cor púrpura, dores musculares, problemas digestivos, dores articulares, problemas nas vias urinárias por atingimento renal e problemas respiratórios, sintomas que podem ser encontrados noutras doenças, dificultando o diagnóstico preciso.

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publicado às 16:08


Artrite Reumatóide – como diagnosticar?

por Laboratórios Germano de Sousa, em 02.08.19

Sendo uma doença autoimune o diagnóstico precoce da Artrite Reumatoide é de extrema importância. Quando diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada corretamente, atrasa-se a progressão da doença, evitando a incapacidade funcional e permitindo ao doente continuar a ter uma vida ativa e produtiva.

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O diagnóstico da Artrite Reumatoide é geralmente baseado em critérios estabelecidos que incluem:

  • Sintomas articulares
  • Dores osteomusculares difusas
  • Rigidez matinal ou quando está imóvel durante longos períodos - tipicamente, quanto maior for o período de rigidez matinal, mais ativa está a doença
  • Poliartrite simétrica - inicia-se geralmente nas pequenas articulações dos dedos das mãos e nos punhos
  • Dor com movimento
  • Rubor Local
  • Nódulos subcutâneos, tipicamente nos cotovelos – indício de maior actividade da doença
  • Sintomas semelhantes à gripe: febrícula, mal-estar geral e perda de apetite
  • Fadiga
  • Depressão
  • Envolvimento das glândulas produtoras de saliva e lágrimas (Síndrome de Sjogren)
  • Anemia e trombocitose

Para ser diagnosticado como tendo Artrite Reumatoide, um paciente precisa de preencher quatro ou mais critérios que segundo o American College of Rheumatology são:

  • Rigidez matinal com mais de 1 hora de duração
  • Artrite em 3 ou mais regiões articulares
  • Artrite nas articulações da mão
  • Artrite simétrica
  • Nódulos reumatoides
  • Fator Reumatoide no soro
  • Alterações radiográficas

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publicado às 12:43


A génese de uma Doença Autoimune

por Laboratórios Germano de Sousa, em 07.11.18

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O sistema imunitário divide-se em duas categorias: imunidade inata e adquirida. O sistema imune inato é composto por um conjunto de proteínas e recetores primitivos que defendem e ajudam as células do sistema imune adquirido e é a primeira linha de defesa do organismo. É uma resposta rápida, não específica e limitada aos estímulos estranhos ao corpo, constituída por barreiras físicas, químicas e biológicas, células e moléculas e está presente em todos os indivíduos. Os componentes do sistema imunitário que participam na imunidade inata reagem de forma semelhante perante todas as substâncias estranhas e o reconhecimento dos antigénios não varia de pessoa para pessoa. O sistema imunitário adquirido aprende a responder a cada novo antigénio, sendo específico dos antigénios que o indivíduo encontra ao longo da vida.

As doenças autoimunes ocorrem quando o organismo produz uma resposta imunitária desapropriada contra os seus próprios tecidos. Com efeito, nestes casos, o sistema imunitário deixa de reconhecer um ou mais dos constituintes do organismo como sendo “do próprio” e inicia a produção de autoanticorpos, anticorpos que atacam as próprias células, tecidos e órgãos do indivíduo, provocando inflamação e dano tecidular. Os quadros clínicos são muitas vezes pouco específicos e o diagnóstico é o principal desafio, já que as doenças autoimunes podem ser confundidas com outras doenças.

A designação “autoimune” é aplicada a um largo espectro de doenças com diferentes etiopatogenias, mas que têm em comum muitos fatores que interagem de um modo ainda não totalmente esclarecido. Yehuda Shoenfeld e David Isenberg (1989 Immunology today) ilustraram a complexidade destas doenças, chamando-lhes o “mosaico da autoimunidade”, sublinhando que existem muitas peças dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes aos processos humorais e celulares que contribuem para a autoimunidade e que são dependentes de fatores genéticos, hormonais, psicológicos e ambientais.

As doenças autoimunes são entidades complexas e multifatoriais, que atingem virtualmente todos os órgãos e sistemas, com uma assinatura única: a presença de um anticorpo ou de uma resposta celular que atue contra o “próprio”.

A característica comum às doenças autoimunes é o derradeiro mecanismo que envolve o desaparecimento da tolerância imunológica. A perda da autotolerância é um processo multifatorial do qual participam tanto fatores intrínsecos como extrínsecos. Causas intrínsecas estão relacionadas com características do próprio indivíduo, como polimorfismos de moléculas de histocompatibilidade, componentes da imunidade inata, componentes da imunidade adquirida como linfócitos e fatores hormonais, todos sob controlo genético. Fatores ambientais como infeções bacterianas e virais, exposição a agentes físicos e químicos, pesticidas e drogas, são exemplos de causas extrínsecas.

A autoimunidade pode resultar na destruição lenta das células, tecidos e órgãos com manifestações específicas conforme o órgão alvo.

 

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publicado às 16:27


O diagnóstico serológico do Vírus da Hepatite A

por Laboratórios Germano de Sousa, em 13.08.18

 

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O diagnóstico serológico do vírus da Hepatite A é estabelecido através da deteção de anticorpos anti-VHA IgM. O médico assistente solicita esta pesquisa ao laboratório quando o paciente manifesta sintomas típicos da infeção por VHA, como febre, fadiga, náuseas, dor abdominal, perda de apetite e icterícia. Os anticorpos anti-VHA do tipo IgM são produzidos pelo sistema imunitário para combater o vírus logo após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, mantendo-se no organismo durante três a seis meses e desaparecem quando o paciente se cura. Aqui o organismo produz os anticorpos anti-VHA do tipo IgG revelando que foi infetado e reagiu, protegendo-se contra uma nova infeção do vírus da Hepatite A.

Na interpretação dos resultados laboratoriais, se o paciente não foi vacinado e apresenta Anti-VHA IgM positivo confirma-se o diagnóstico por Hepatite A. Se o Anti-VHA IgM for negativo e o Anti-VHA total (IgM e IgG) for positivo, o paciente apresenta uma infeção aguda ou exposição anterior ao vírus, e nesta última situação é imune ao vírus da Hepatite A. Se Anti-VHA total (IgM e IgG) for negativo o paciente não apresenta nenhuma infeção nem foi exposto a uma infeção anterior, pelo que a vacinação é recomendada.

Antes do teste serológico que permite o diagnóstico do tipo de hepatite são realizadas análises de sangue para avaliar os parâmetros hepáticos, como as transaminases e a bilirrubina. No caso da hepatite A aguda as transaminases apresentam-se muito elevadas e a bilirrubina também está aumentada no sangue.

Um caso clínico positivo para Hepatite A apresenta os seguintes critérios:

 

Clínicos:

O paciente apresenta os primeiros sintomas típicos da infeção por VHA e pelo menos um dos três critérios:

  • Febre
  • Icterícia
  • Níveis séricos de aminotransferase elevados

 

Laboratoriais:

O paciente apresenta pelo menos um dos três critérios:

  • Deteção de ácidos nucleicos do vírus da Hepatite A no soro ou nas fezes
  • Resposta imunológica específica ao vírus da Hepatite A
  • Deteção do antigénio do vírus da hepatite A nas fezes

 

Epidemiológicos:

O paciente apresenta pelo menos um dos quatro critérios:

  • Contágio de pessoa a pessoa
  • Exposição a uma fonte comum
  • Exposição a alimentos / água contaminados
  • Exposição ambiental

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publicado às 12:15

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O vírus da Hepatite A (VHA) é um vírus da família dos picornavírus e o seu genoma é constituído por uma cadeia simples de RNA. Surgem casos clínicos em todo o mundo, especialmente em lugares onde as condições de higiene são deficientes, tornando-a numa das doenças infecciosas mais comuns, sendo um importante problema de saúde pública.

Apresentam maior risco de contrair o vírus da Hepatite A, os indivíduos não imunizados, por vacinação ou infeção natural que se desloquem para áreas de endemicidade intermédia ou elevada, ou que ingiram alimentos/água contaminados, apresentem défices de fatores da coagulação e homens que fazem sexo com homens (HSH).

O principal meio de transmissão do VHA é por via fecal-oral, através de fonte comum por ingestão de alimentos ou água contaminados ou por contacto pessoa a pessoa. A transmissão através da exposição sexual está geralmente associada a surtos em homens que fazem sexo com homens (HSH).

Náuseas, febre, ausência de apetite, cansaço, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns e podem manifestar-se durante um mês. Inicialmente a doença pode ser confundida com um estado gripal mas com o aparecimento da coloração amarelada da pele e das escleróticas, o aspeto esbranquiçado das fezes (acolia) e o escurecimento da urina (colúria) permite a orientação do diagnóstico para uma hepatite aguda.

O período de incubação dura em média 28 a 30 dias. O paciente elimina em elevadas concentrações partículas virais nas fezes duas a três semanas antes dos sintomas aparecerem e durante os primeiros oito dias de doença sintomática.

Algumas formas de hepatite A aguda podem prolongar-se durante mais tempo até um ano (hepatite colestática).

Raramente é fatal, embora em adultos imunodeprimidos ou afetados por uma doença hepática crónica, a infeção pelo VHA pode provocar hepatite fulminante, situação que ocorre em menos de 1% dos casos clínicos. A letalidade é de 0,3-0,6% e aumenta com a idade e atinge 1,8% em doentes com mais de 50 anos. A maioria dos doentes recupera ao fim de três semanas, sem sequelas e com imunidade protetora para a vida.

Nos casos clínicos positivos de VHA em que a paciente se encontra no período de gestação, o feto não corre quaisquer perigos.

A vacina contra o vírus da Hepatite A evita a doença e após vacinação um indivíduo tem anticorpos IgG para toda a vida, estando imune à infeção.

A atividade epidémica recente em Portugal está relacionada com comportamentos associados ao chemsex, isto é, uma nova prática sexual potenciada por substâncias químicas, podendo envolver múltiplos parceiros e geralmente com homens que têm sexo com outros homens.

Esta prática teve origem na Holanda e leva pessoas a consumir drogas, como anfetaminas, para fazer sexo durante um alargado período de tempo. Estas substâncias são consumidas para reduzir as inibições e aumentar o prazer. As drogas aceleram a frequência cardíaca e a pressão arterial, acarretando graves efeitos na saúde mental como o aumento do risco de psicose, de tendências suicidas e ataques de pânico.

 

 

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publicado às 11:48

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 As doenças inflamatórias das fossas nasais têm sofrido nos últimos anos um crescimento exponencial. A poluição do ar, os hábitos tabágicos, as alergias, o uso frequente de ar condicionado e as infeções permanentes nos infantários e nas escolas são os principais fatores responsáveis.

A Rinite Alérgica é uma doença inflamatória crónica da mucosa do nariz, cujas principais manifestações no doente são espirros, tosse e obstrução nasal. Apesar de surgir em qualquer faixa etária, a idade média mais comum é entre os 8 e os 11 anos, sendo assim os adolescentes e os jovens adultos a população mais afetada.

A manifestação da Rinite Alérgica pode ser sazonal, dependendo de alergénios especiais como os pólens de plantas. O seu diagnóstico e tratamento são cruciais para garantir a qualidade de vida do doente.

O Exsudado Nasal é o exame citológico do muco nasal para pesquisa de eosinófilos e constitui uma das metodologias de diagnóstico da Rinite Alérgica.

O muco nasal é composto por 95% de água, 3% de elementos orgânicos e 2% de minerais e funciona como uma barreira permeável entre a mucosa e o ar inspirado. Os eosinófilos são células sanguíneas ativas em doenças alérgicas e infeções. A sua contagem é útil para diagnosticar a presença de bactérias ou alergias, como é o caso da Rinite Alérgica.

Para a colheita de exsudado da nasofaringe deve ser utilizada uma zaragatoa com uma haste fina e flexível que se introduz, aproximadamente, 5 a 6 centímetros, seguindo a base interior da narina na direção da região posterior da nasofaringe. A colheita é posteriormente analisada laboratorialmente por Microscopia Ótica através da Coloração Giemsa.

Os valores normais devem ser inferiores a 350 células/MCL (células por microlitro). Uma quantidade elevada de eosinófilos no sangue revela uma resposta do organismo à presença de alergénios responsáveis pela reação alérgica.

 

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publicado às 17:24


Número Verde

800 209 498


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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