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Vasculite – diagnóstico laboratorial

por Laboratórios Germano de Sousa, em 10.12.19

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A Vasculite é uma doença autoimune rara e a maioria dos seus sintomas é comum a outras doenças. No entanto, a persistência e a combinação de alguns sintomas, levam os médicos a suspeitar de Vasculite, que é confirmada com recurso à Medicina Laboratorial. Exames de sangue e de urina, integram a rotina de diagnóstico:

  • Hemograma – contagem dos glóbulos do sangue (vermelhos, brancos e plaquetas). A Vasculite pode provocar anemia devido à redução da produção de glóbulos vermelhos. Maior concentração de plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue) ou de glóbulos brancos (importantes na resistência a infeções) são comuns à Vasculite;
  • Velocidade de Sedimentação - mede a velocidade com que as células suspensas no sangue sedimentam, quando são deixadas no tubo de ensaio, indicando o grau da infeção;
  • Proteína C Reactiva – é produzida pelo fígado em resposta à inflamação sistémica. Níveis elevados são sugestivos de infeção;
  • Aspartato Aminotransferase (AST) - é uma enzima encontrada principalmente no fígado, coração e músculos e é libertada para a circulação sanguínea após lesão ou morte das células. Se algum destes órgãos apresentar lesões, a AST atinge valores elevados no sangue. A quantidade de AST no sangue é medida através de um teste enzimático. Quanto maior for a atividade, maior é a presença da enzima no organismo. Se a enzima estiver presente no sangue em maior quantidade, indica que o fígado, os músculos ou os rins apresentam lesões.
  • Urina - Uma amostra é analisada para verificar a presença de glóbulos vermelhos e proteínas. Os resultados ajudam a determinar se os rins foram afetados, informação crucial porque a inflamação renal pode causar graves danos antes do desenvolvimento dos sintomas.

Estes exames laboratoriais são os principais no diagnóstico da Vasculite e os que todos os pacientes com a doença devem realizar periodicamente. Outras análises laboratoriais mais específicas devem ser requisitadas quando há suspeita de algum tipo particular de Vasculite, por exemplo anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos (ANCA).

A Biópsia é dos exames mais importantes para o diagnóstico definitivo de Vasculite. É retirada uma amostra do tecido afetado (artéria temporal, pele, rim ou nervo) para observação microscópica e caracterização das alterações verificadas.

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publicado às 17:19


Vasculite – génese e sintomatologia

por Laboratórios Germano de Sousa, em 11.09.19

 

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A inflamação e necrose da parede dos vasos sanguíneos, que distribuem o sangue pelo nosso organismo, é designada de Vasculite. Pode conduzir a diferentes graus de oclusão e lesão tissular. A Vasculite é uma doença autoimune, rara, cujas causas são desconhecidas. As mais frequentes em Portugal são a Arterite Temporal, as Vasculites Leucocitoclásticas Cutâneas e as Vasculites Secundárias.

As Vasculites são classificadas como primárias, quando são detetadas num paciente previamente saudável, ou secundárias, se surgirem num paciente com um quadro clínico prévio, como por ex. no caso do Lúpus Eritematoso Sistémico, na Artrite Reumatoide e no Síndrome de Sjögren.

As Vasculites são ainda classificadas consoante os vasos sanguíneos afetados:

  • Grandes vasos: Arterite Temporal de células gigantes e Arterite de Takayasu;
  • Médios vasos: Poliartrite nodosa e Doença de Kawasaki
  • Pequenos vasos: Poliangeíte microscópica (MPA), Poliangeíte Eosinofílica Granulomatosa (antigo Síndroma de Churg-Strauss) e Granulomatose com Poliangeíte (GPA) (antiga Granulomatose de Wegener).

As lesões causadas dependem do tamanho do vaso e do (s) órgão (s) afetado (s). Os pacientes com Vasculite apresentam geralmente sintomas como febre, fadiga, perda de apetite e de peso, dores musculares e articulares. A restante sintomatologia depende do órgão afetado: pele, articulações, trato respiratório superior e inferior, rins, trato gastrointestinal, olhos, cérebro e nervos.

Assim podem ser sintomas o aparecimentos de lesões cutâneas de cor púrpura, dores musculares, problemas digestivos, dores articulares, problemas nas vias urinárias por atingimento renal e problemas respiratórios, sintomas que podem ser encontrados noutras doenças, dificultando o diagnóstico preciso.

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publicado às 16:08


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Médico Responsável:Dr. José Germano de Sousa

germano Nasceu em Lisboa em 1972. É Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa desde 1997. Fez os seus Internatos no Hospital dos Capuchos (Internato Geral) e no Hospital Fernando Fonseca (Internato da Especialidade). É especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos desde 2001 e é atualmente Assistente Graduado de Patologia Clínica do Serviço Patologia Clínica do Hospital Fernando Fonseca (Amadora Sintra) onde é o chefe da secção de Biologia Molecular Possui uma pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde pela Universidade Católica Portuguesa. Foi Assistente de Patologia Geral e de Semiótica Laboratorial nos Cursos de Técnicos de Análises Clínicas e Curso de Médicos Dentistas do Instituto Egas Moniz.Exerce desde 2001 a sua atividade privada, sendo desde Julho de 2004 responsável pela gestão dos Laboratórios Cuf e Clínicas Cuf para a área de Patologia Clínica. Tem várias comunicações e publicações sobre assuntos da sua especialidade


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